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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

CASAIS DIVINOS: AFRODITE E ADÔNIS



  1. Fonte:Google imagens.





A deusa do amor teve uma de suas primeiras manifestações na Suméria como Inana, posteriormente a Ishtar babilônica.


Seu amor , seu romance com Tammuz é um dos mais célebres da mitologia antiga e o drama que cercou este amor um dos proto dramas que deram origem aos 'romeus e julietas'  de todas as eras que vieram depois.


A versão grega do casal Inana/Ishtar e Tammuz  são Afrodite e Adônis...


Não é na verdade uma adaptação da lenda mas a mesmíssima lenda com as mesmíssimas deidades só que estas com nomes gregos.


Vejamos agora textos que possam nos trazer mais luz sobre o assunto.






AFRODITE



O nascimento de Vênus, de William-Adolphe Bouguereau.

Afrodite (em grego antigo: Ἀφροδίτ, transl. Aphrodítē) é a deusa do amor, da beleza e da sexualidade na mitologia grega. Sua equivalente romana é a deusa Vênus. Historicamente, seu culto na Grécia Antiga foi importado, ou ao menos influenciado, pelo culto de Astarte, na Fenícia.
De acordo com a Teogonia, de Hesíodo, ela nasceu quando Crono cortou os órgãos genitais de Urano e arremessou-os no mar; da espuma (aphros) surgida ergueu-se Afrodite.
Por sua beleza, os outros deuses temiam que o ciúme pusesse um fim à paz que reinava entre eles, dando início a uma guerra; por este motivo Zeus a casou com Hefesto, que não era visto como uma ameaça. Afrodite teve diversos amantes, tanto deuses como Ares quanto mortais como Anquises. A deusa também foi de importância crucial para a lenda de Eros e Psiquê, e foi descrita, em relatos posteriores de seu mito, tanto como amante de Adônis quanto sua mãe adotiva. Diversos outros personagens da mitologia grega foram descritos como seus filhos.
Afrodite recebe os nomes de Citere ou Citereia (Cytherea) e Cípria (Cypris) por dois locais onde seu culto era célebre na Antiguidade, Citera e Chipre - ambos os quais alegavam ser o local de nascimento dela. A murta, pardais, pombos, cavalos e cisnes eram considerados sagrados para ela. Os gregos também identificavam-na com a deusa egípcia Hátor.[1] Afrodite ainda recebia muitos outros nomes locais, como Acidália e Cerigo, utilizadas em regiões específicas da Grécia. Cada uma recebia um culto ligeiramente diferente, porém os gregos reconheciam a semelhança geral entre todos como sendo a única Afrodite. Já os filósofos áticos do século IV a.C. viam de maneira separada a Afrodite Celestial (Afrodite Urânia) e seus princípios transcendentes e a Afrodite comum, do povo (Afrodite Pandemos).
Possuía um cinturão, onde estavam todos os seus atrativos, que, certa vez, a deusa Hera, durante a Guerra de Tróia, pediu emprestado para encantar Zeus e favorecer os gregos.[2]

Índice

 [esconder

Etimologia

A pronúncia arcaica (homérica) do nome Ἀφροδίτη era aproximadamente [ˌapʰroˈdiːtɛː]. No grego koiné esta pronúncia se tornou [ˌafroˈdiːtɛː], passando posteriormente para [ˌafroˈditi] no grego bizantino, devido ao fenômeno do iotacismo.
A etimologia do nome não é conhecida com segurança. Hesíodo o associou a ἀφρός (aphros), "espuma", interpretando-o como "erguida da espuma".[3] Esta origem, no entanto, foi classificada como etimologia popular por diversos autores, e diversas outras etimologias especulativas, muitas derivadas de idiomas não-gregos, foram sugeridas por estes autores. O indo-europeísta Michael Janda (2010) considera genuína a conexão com "espuma", identificando o mito de Afrodite se erguendo das águas após Crono derrotar Urano como um mitema do período proto-indo-europeu. De acordo com esta interpretação, o nome seria derivado de aphrós, "espuma", e déatai, "[ela] parece" ou "brilha" (infinitivo *déasthai[4]), significando "aquela que brilha da espuma [do oceano]", uma alcunha também atribuída à deusa da alvorada (Eos).[5] J.P. Mallory e D.Q. Adams (1997)[6] também propuseram uma etimologia baseada na ligação com a deusa indo-europeia da alvorada, a partir de *abhor-, "muito", e *dhei, "brilhar".
Diversas etimologias especulativas não-gregas foram sugeridas por acadêmicos. A ligação com a religião fenícia alegada por Heródoto (I.105, 131) levou a tentativas inconclusivas de se derivar o Aphrodite grego com um Aštoret semita, através de uma hipotética transmissão hitita. Outra etimologia semita compara o assírio barīrītu, nome de um demônio feminino encontrado em textos babilônicos médios e tardios.[7] O nome provavelmente significaria "aquela que (vem) no alvorecer", o que identificaria Afrodite em sua personificação como a estrela d'alva, um paralelo importante que ela partilha com a Ishtar mesopotâmica.
Outra etimologia não-grega sugerida por M. Hammarström,[8] aponta para o etrusco, comparando (e)pruni, "senhor', uma denominação honorífica etrusca que passou para o grego na forma πρύτανις (prytanis). Isto faria com que a origem do teônimo fosse uma expressão honorífica, "a senhora". O linguista sueco Hjalmar Frisk, no entanto, rejeita esta etimologia, considerando-a "implausível".
O Etymologicum Magnum apresenta uma pseudo-etimologia medieval que explicaria o nome Aphrodite como derivado do composto ἁβροδίαιτος, habrodiaitos ("aquela que vive delicadamente"), de ἁβρός, habros + δίαιτα, diaita - explicando a alternância entre b e ph como uma característica "familiar" do grego, "obviamente [derivada] dos macedônios."[9]

Mitologia

Nascimento

Afrodite, segundo algumas versões de seu mito, teria nascido perto de Pafos, na ilha de Chipre, motivo pelo qual ela é chamada de "Cípria", especialmente nas obras poéticas de Safo. Seu principal centro de culto era exatamente em Pafos, onde uma deusa do desejo havia sido cultuada desde o início da Idade do Ferro na forma de Ishtar e Astarte. Outras versões do mito, no entanto, afirmam que a deusa teria nascido próximo à ilha de Citera (atual Kythira), pelo qual também recebia o nome de "Citereia".[10] A ilha era um entreposto comercial e cultural entre Creta e o Peloponeso, portanto estas histórias podem ter preservado traços da migração do culto de Afrodite do Levante até a Grécia continental.
Na versão mais famosa do mito, seu nascimento teria sido a consequência de uma castração: Cronos teria cortado os órgãos genitais de Urano e arremessado-os para trás, dentro no mar. A espuma surgida da queda dos genitais na água, que alguns autores identificaram com o esperma do deus morto, teria dado origem a Afrodite, enquanto as Erínias teriam surgido a partir de suas gotas de sangue. Nas palavras de Hesíodo, "o pênis (...) aí muito boiou na planície, ao redor branca espuma da imortal carne ejaculava-se, dela uma virgem criou-se."[11] Esta virgem se tornou Afrodite, flutuando até as margens sobre uma concha de vieira. Esta imagem, de uma "Vênus erguendo-se das águas do mar" (Vênus Anadiômene[12]), já totalmente madura, foi uma das representações mais icônicas de Afrodite, celebrizada por uma pintura muito admirada de Apeles, já perdida, porém descrita na História Natural de Plínio, o Velho.
Em outra versão de sua origem,[13] ela seria filha de Zeus e Dione, a deusa-mãe cujo oráculo situava-se em Dodona. A própria Afrodite é por vezes referida comop "Dione", que parece ter sido uma forma feminina de "Dios", o genitivo de Zeus em grego, e poderia apenas significar "a deusa", de maneira genérica. A própria Afrodite seria então uma equivalente de Réia, a mãe-terra, e que Homero teria deslocado para o Olimpo. Alguns estudiosos levantaram a hipótese de um panteão proto-indo-europeu, no qual a principal divindade masculina (Di-) representaria o céu e o trovão, e a principal divindade feminina (forma feminina de Di-) representaria a terra, ou o solo fértil. Depois que o culto a Zeus tomou o lugar do oráculo situado no bosque de carvalhos em Dodona, alguns poetas o teriam transformado em pai de Afrodite. Em algumas versões do mito, Afrodite seria filha de Zeus e Talassa (o mar).
Segundo Homero, Afrodite, após entrar em combate para proteger seu filho, Enéas, teria sido ferida por Diomedes e retornado à sua mãe, sob cujos joelhos se deitou para ser confortada.

Teogonia

De acordo com o mito teogônico mais aceito, Afrodite nasceu quando Urano (pai dos titãs) foi castrado por seu filho Cronos, que atirou seus testículos ao mar, então o semêm de Urano caiu sobre o mar e formou ondas chamadas de (aphros), e desse fenomeno nasceu Aphroditê ("espuma do mar"), que foi levada por Zéfiro para Chipre. [14] Por isso um dos seus epítetos é Kypris. Assim, Afrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros deuses olímpicos.
Em outra versão (como diz Homero), Dione é mãe de Afrodite com Zeus, sendo Dione, filha de Urano e Tálassa [15] [16]

Afrodite Uraniana e Afrodite Pandemos

No final do século V a.C., os filósofos passaram a considerar Afrodite como duas deusas distintas, não individualizando seu culto: Afrodite Uraniana, nascida da espuma do mar após Cronos castrar seu pai Urano, e Afrodite Pandemos, a Afrodite comum "de todos os povos", nascida de Zeus e Dione. Entre os neo-platónicos e, eventualmente, seus intérpretes cristãos, a Afrodite Uraniana é vista como uma Afrodite celeste, representando o amor de corpo e alma, enquanto a Afrodite Pandemos está associada com o amor puramente físico. A representação da Afrodite Uraniana, com um pé descansando sobre uma tartaruga, mais tarde foi tida como a descrição emblemática do amor conjugal, a imagem é creditada a Fídias, em uma escultura criselefantina feita para Elis, numa única citação de Pausânias.
Assim, de acordo com a personagem Pausânias no Banquete de Platão, Afrodite são duas deusas, uma mais velha a outra mais jovem. A mais velha, Uraniana, é a "celeste" filha de Urano, e inspira o amor/Eros homossexual masculino (e, mais especificamente, os efebos), a jovem é chamada Pandemos, é a filha de Zeus e Dione, e dela emana todo o amor às mulheres. Pandemos é a Afrodite comum. O discurso de Pausânias distingue duas manifestações de Afrodite, representadas pelas duas histórias: Afrodite Uraniana (Afrodite "celestial"), e Afrodite Pandemos (Afrodite "Comum").

Casamento

Após destronar Cronos, Zeus ficou ressentido, pois, tão grande era o poder sedutor de Afrodite que ele e os demais deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos, como se nada fosse. Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, (segundo Homero, Afrodite e Hefesto se amavam, mas pela falta de atenção, Afrodite começou a trair o marido para melhor valorizá-la) que usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Afrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos.

Relacionamentos e filhos

Sandro Botticelli: Nascimento de Vênus
Alguns de seus filhos são Hermafrodito (com Hermes), Eros (deus do amor e da paixão) dependendo da versão, é filho de Hefesto, Ares ou até Zeus (com Zeus, apenas quando Afrodite é filha de Tálassa), Anteros (com Ares, a versão mais aceita ou com Adônis, versão menos conhecida), Fobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Himeneu, (com Apolo),Príapo (com Dionísio), Eryx (com Posídon) e Eneias (com Anquises)

Os diversos filhos de Afrodite mostram seu domínio sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humana.
Afrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hefesto. Afrodite amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, os mais famosos foram Anquises e Adônis, que também era apaixonado por Perséfone, que aliás, era sua rival, tanto pela disputa pelo amor de Adônis, tanto no que se diz respeito de beleza. Vale destacar que a deusa do amor não admitia que nenhuma outra mulher tivesse uma beleza comparável com a sua, punindo (somente) mortais que se atrevessem comparar a beleza com a sua, ou, em certos casos, quem possuísse tal beleza. Exemplos disso é Psiquê e Andrômeda.

Cárites

Na mitologia grega, Afrodite era acompanhada pelas Cárites, ou Graças como eram também conhecidas. Seus nomes eram Aglae ("A Brilhante", "O Esplendor"), Tália ("A Verdejante") e Eufrosina ("Alegria da Alma"). [17]
Museu Arqueológico Nacional de Atenas.

Guerra de Tróia

Quando, no casamento de Peleu e Tétis, Éris lançou um pomo de ouro com a inscrição À mais bela, a rainha dos deuses, a deusa da sabedoria e a deusa da beleza disputaram a posse do pomo. Para resolver a querela, Páris, filho de Príamo, foi escolhido como juiz. As três deusas fizeram grandes promessas ao pastor em troca do pomo. Páris escolhe Afrodite, e recebe da deusa ajuda para receber sua recompensa por tê-la escolhido: o amor da mais bela das mulheres, Helena, esposa do rei de Esparta, Menelau. Páris rapta Helena, o que dá motivo para iniciar a guerra. Após muitos anos de guerra entre os aqueus e os troianos, a cidade é vencida e destruída.

Culto

Suas festas eram chamadas de afrodisíacas e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Suas sacerdotisas representavam a deusa [carece de fontes?]. Seus símbolos incluem a murta, o golfinho, o pombo, o cisne, a rosa, a romã e a limeira. Entre seus protegidos contam-se os marinheiros e artesãos.
Com o passar do tempo, e com a substituição da religiosidade matrifocal pela patriarcal, Afrodite passou a ser vista como uma Deusa frívola e promíscua, como resultado de sua sexualidade liberal. Parte dessa condenação a seu comportamento veio do medo humano frente à natureza incontrolável dos aspectos regidos pela Deusa do Amor.
No templo de Corinto, praticava-se prostituição religiosa no templo da deusa. O sexo com as prostitutas, geralmente escravas, era considerado um meio de adoração e contato com a Deusa[carece de fontes?].

Deusas relacionadas

Afrodite tem atributos comuns com as deusas Vénus (romana), Freya (nórdica), Turan (etrusca), Ishtar (mesopotâmica), Inanna (suméria), Oxum (africana) e com Astarte (mitologia babilônica).

Referências

  1. Reginald Eldred Witt, Isis in the ancient world (Johns Hopkins University Press) 1997:125. ISBN 0-8018-5642-6
  2. Homero, Iliada, adaptação de Bruno Berlendis de Carvalho, 1º edição, 2007, Berlendis Editores Ltda.]
  3. Hesíodo, Teogonia, 176ff.
  4. Pocket Oxford Classical Greek Dictionary (2002)
    Oxford Grammar Of Classical Greek (2001)
  5. Janda, Michael, Die Musik nach dem Chaos, Innsbruck, 2010, p. 65
  6. Mallory, J.P. e D.Q. Adams. Encyclopedia of Indo-European Culture. Londres: Fitzroy Dearborn Publishing, 1997.
  7. Ver Chicago Assyrian Dictionary, vol. 2, p. 111
  8. In Glotta: Zeitschrift für griechische und lateinische Sprache 11, 21 5f.
  9. Etymologicum Magnum, Ἀφροδίτη
  10. Homero, Odisseia, viii. 288; Heródoto, i. 105; Pausânias, iii. 23. § 1; Anacreonte, v. 9; Horácio, Carmina i. 4. 5.
  11. Hesíodo, Teogonia, p. 113, trad. Jaa Torrano. 6ª edição, Editora Iluminuras Ltda, 2003. ISBN 8585219319, 9788585219314.
  12. Αναδυόμενη (Anadyómenē), "erguendo[-se]".
  13. Ilíada, livro V
  14. [ Bulfinch, Thomas, O Livro de Ouro da Mitologia: Histórias de Deuses e Heróis, 26º edição, Rio de Janeiro, 2002, Ediouro.]
  15. [ Homero, Iliada, adaptação de Bruno Berlendis de Carvalho, 1ª edição, 2007, Berlendis Editores Ltda.]
  16. [ Schwab, Gustav, As Mais Belas Histórias da Antiguidade Clássica - Os Mitos da Grécia e de Roma Volume 1: Metamorfoses e Mitos Menores, pg. 322, 1996, Editora Paz e Terra.]
  17. [ Schwab, Gustav, As Mais Belas Histórias da Antiguidade Clássica - Os Mitos da Grécia e de Roma Volume 1: Metamorfoses e Mitos Menores, pg. 323, 1996, Editora Paz e Terra.] 

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Afrodite

Adônis, torso romano patente no museu do Louvre
Adônis (português brasileiro) ou Adónis (português europeu), nas mitologias fenícia e grega, era um jovem de grande beleza que nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras de Chipre manteve com a sua filha Mirra. Adônis passou a despertar o amor de Perséfone e Afrodite. Mais tarde as duas deusas passaram a disputar a companhia do menino, e tiveram que submeter-se à sentença de Zeus. Este estipulou que ele passaria um terço do ano com cada uma delas, mas Adônis, que preferia Afrodite, permanecia com ela também o terço restante. Nasce desse mito a ideia do ciclo anual da vegetação, com a semente que permanece sob a terra por quatro meses.

Adônis e as deusas

A deusa grega Afrodite, do amor e da beleza sensual, apaixonou-se por ele. No entanto, o deus Ares, da guerra, amante de Afrodite, ao saber da traição da deusa, decide atacar Adônis enviando um javali para matá-lo. O animal desferiu um golpe fatal na anca de Adônis, tendo o sangue que jorrou transformado-se numa anêmona. Afrodite, que corria por entre as selvas para socorrer o seu amante, feriu-se e o sangue que lhe escorria das feridas tingiu as rosas brancas de vermelho. Outra versão do mito conta que Afrodite transmutou o sangue do amado numa anêmona. O jovem morto desceu então ao submundo, onde governava ao lado de Hades e sua esposa, a deusa Perséfone – a rainha do submundo, que também apaixonou-se por ele. Isso causou um grande desgosto em Afrodite, e as duas deusas tornaram-se rivais.
Inicialmente, Perséfone, compadecida pelo sofrimento de Afrodite, prometeu restituí-lo com uma condição: Adônis passaria seis meses no submundo com ela e outros seis meses na Terra com Afrodite. Cedo o acordo foi desrespeitado, o que provocou nova discussão entre as duas deusas, que só terminou com a intervenção de Zeus, que determinou que Adônis seria livre quatro meses do ano, passaria outros quatro com Afrodite e os restantes quatro com Perséfone.

Divindade

Adônis tornou-se então símbolo da vegetação que morre no inverno (descendo ao submundo e juntando-se a Perséfone) e regressa à Terra na primavera (para juntar-se a Afrodite). Deus oriental da vegetação, divindade ctônia (que cumpre o ciclo da semente).
Embora seja mais conhecido como divindade grega Adônis teve, no entanto, origem na Síria, onde era cultuado sob o nome semita de Tamuz. Era também um deus eternamente jovem, ligado à vida, à morte e à ressurreição, estando associado ao calendário agrícola. De resto, o nome Adônis deve ter origem no mundo semítico - parece proceder do semita Adonai, expressão que significa Meu Senhor. É um deus que congrega em si elementos de várias origens, demonstrativo do grande sincretismo religioso produzido pelos gregos da antigüidade.





Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ad%C3%B4nis





A Origem da rosa

A origem da rosa é muito antiga. Alguns falam nas praias Mediterrâneas, outros no Oriente Médio. Mas a grande maioria diz ser na China.

Na mitologia greco-romana, a rosa relaciona-se com a morte prematura do jovem Adônis, filho e neto de Téias, rei da Síria. Mirra filha, de Téias, foi castigada por Afrodite por ter ousado competir com sua beleza, apaixonou-se perdidamente pelo pai e, enganando-o dormiu com ele doze noites consecutivas. Na última noite, foi descoberta e perseguida, mas os deuses concederam-na proteção e transformaram-na em árvore de Mirra. Da casca da Mirra nasceu Adônis.Sensibilizada com sua beleza, Afrodite o recolheu e o entregou a Perséfone que se negou a devolvê-lo. Uma disputa entre as duas deusas foi travada e Zeus interviu determinando que Perséfone teria Adônis durante um terço do ano, Afrodite um terço e os quatro meses restantes, o jovem passaria com quem quisesse.
Adônis passava oito meses com Afrodite. Mais tarde, devido à fúria de Artemis, não se sabe bem o motivo, um javali mata o jovem Adônis em uma caçada. Atendendo às súplicas de Afrodite, Zeus o transforma em anêmona, a flor da primavera, e permite o seu ressurgimento ao lado da amante quatro meses por ano. Ao fim da primavera a flor morre. Durante o ataque do javali que levou o amante de Afrodite à morte, do sangue de Adônis nascia anêmonas e das lágrimas de Afrodite nasceram as rosas. A anêmona corresponde à transformação do jovem e a rosa, à paixão de Afrodite. No ímpeto de ajudar o amante a libertar-se das presas do animal, a deusa machucou-se em um espinho e seu sangue tingiu a rosa, a princípio branca, de vermelho. Assim, as rosas vermelhas relacionam-se ao amor de Afrodite por Adônis.
Uma outra lenda diz que a rosa apareceu quando Vênus, a deusa do amor, emergiu das espumas do mar, perto de Chipre.
Anacreonte, o fabuloso poeta grego, deixou escrito que quando o mar criou Vênus, a terra, invejosa, mostrou que também podia criar a perfeição de beleza, produzindo a rosa. Quando os deuses viram a flor, prestaram homenagem à sua perfeição dotando-a do aroma do néctar. Então a rosa passou a ter aroma semelhante à sua beleza.
No Egito, Cleópatra atapetou o hall de seu palácio com 18 polegadas de rosas para receber o grande general romano Marco Antônio. Nas festas romanas, os participantes coroavam suas cabeças com rosas. Durante o império romano foi criado um feriado – Rosália – em honra da flor.

Fonte:http://www.portalmundodasflores.com.br/dic_capa_31.asp


Adónis e Afrodite: renovação


“O primeiro homem (Adão) era homem do lado direito e mulher do lado esquerdo, mas Deus rasgou-os em duas metades”, afirma o Bereshit Rahbâ, comentário rabínico ao Talmude, do século V ou VI da nossa era.
No início do cosmos, no caos primordial tudo era indistinto, não-formado, neutro, como no mito cosmológico japonês em que no início Izanagi e Izanami (que representam não só o céu e a terra mas, por visível influência taoista, os princípios masculino e feminino: Yang e Yin) não estavam separados, constituíam um caos que se parecia com um ovo.. Assim, todas as criações são sempre actos de delimitação, de separação, de diferenciação entre opostos. Também entre macho e fêmea.
De maneira muito gráfica, estamos perante a mutilação do andrógino original, sentida como queda, perda, limitação, solidão mesmo. Metade de nós foi brutalmente arrancada, deixando-nos estéreis, ocos, mortais.
E mais uma vez vivemos a angústia da nossa própria contingência, da nossa limitação, porque mais uma vez, como sempre, o outro, o oposto o antagonista nos é essencial.
Há um confronto e um diálogo essencial, vital em todos os sentidos, entre os dois sexos: da luta e competição, ao domínio e submissão, ao reencontro pelo qual a humanidade recupera a sua capacidade criadora, esse reencontro pelo qual a própria vida se regenera.
E, por isso, há em todas as sociedades a nostalgia desse estado primordial de androginia encarada como totalidade.
Muito antes de haver ideias fixas sobre os nossos sistemas reprodutivos, já era claro o imenso poder do sexo sobre homem e sobre a natureza. O sexo é a actividade vital pelo qual o próprio cosmos se reproduz. É pela acção conjunta do princípio feminino e do princípio masculino que crescem as plantas e os animais se reproduzem. É pela energia sexual do cosmos que a vida existe.
Estes dois princípios são vistos não como estando em conflito, mas como “opostos complementares”. É pela sua dualidade, pela sua diferenciação, pelo seu antagonismo que se gera a atracção mútua que lhes permite efectivamente criar a multiplicidade da vida. Por outro lado, é pela sua complementaridade que partilham da natureza do Uno original. Lao-Tze expôs na obra que conhecemos por Livro do Tao, brilhantemente esta ideia tão contraditória: “O Tao engendra Um. Um engendra Dois. Dois engendra Três. Três engendra os dez mil seres.” Apesar de esta formulação nos sugerir “momentos” sucessivos (O Tao engendra Um. O Um engendra Dois...) é preciso entender que, no tempo mítico, estes são acontecimentos não sucessivos nem “históricos”, mas sempre presentes, imanentes à própria substância do tempo.
Para dar o exemplo das sociedades mais antigas, o agricultor vê claramente como a sua seara “morre” todos os anos, para renascer no ano seguinte devido à acção conjugada da terra fértil - feminina - e do seu braço semeador - masculino. Estes são ciclos permanentes dos cosmos no qual o homem se integra.
Esta fertilidade está dependente de rituais cíclicos de renovação. Estes rituais passam muitas vezes pela repetição do casamento sagrado do par primordial: entre o elemento celeste, masculino, activo, fecundador e a terra como o elemento feminino, passivo, germinador. Assim, um dos mistérios solenizados em Eleusis, em setembro, era o do casamento ritual entre Zeus e Deméter, ou em muitas outras sociedades a realização de cópulas rituais, no próprio campo, por épocas de sementeira, ou associações litúrgicas entre o arado como o falo e a terra como vagina receptora da semente, que se encontram por todas as sociedades agrícolas antigas, para não falar das orgias e festivais onde toda a liberdade sexual era permitida, como acto colectivo de celebração da fertilidade, existentes em muitos sítios e idades.
Também merece referência o par egípcio Isis e Osiris. No mito, a morte do deus Osiris (às mãos do seu irmão Set) e a sua ressurreição, pela acção de Isis, está directamente associada à fertilidade dos campos, à regularidade da cheia do Nilo, à renovação da vida. Osíris é, também, o deus dos mortos, que julga as suas acções e decide do seu destino na eternidade. É um deus da morte e um deus da vida, o que para os antigos egípcios não significava nenhum paradoxo. Afinal são apenas dois momentos do mesmo ciclo.
De todos, talvez um dos mais me toca é o mito de Adónis e Afrodite (representações gregas dos babilónios Tammuz e Ishtar) em que Afrodite (Deusa do Amor) e Perséfone (Deusa da morte) disputam o amor do belo Adónis (Deus da Fertilidade e da Vegetação). Pela intervenção de Zeus ficou decidido que Adonis passaria uma parte do ano com Afrodite e outra parte com Perséfone no mundo dos mortos. Mais uma vez, o ritmo das estações do ano. Entre a Morte e a renovação da vida, o Amor é o motor do próprio Cosmos.

A propósito:
- Tratado de História das Religiões; ELIADE, Mircea.
- Mitos, Sonhos e Mistérios; ELIADE, Mircea.
- The Golden Bough: a study of magic and religion; FRAZER, Sir James George.
- Histoire de la pensée chinoise; CHENG, Anne.
- L'Un est l'Autre; BADINTER, Elisabeth.

e a insubstituível Wikipedia.




Afrodite e Adonis, a dor da separação




A figura de Adônis é relacionada desde a antiguidade clássica, ao modelo de beleza masculina. Adon significa Senhor em fenício e foi na Grécia Antiga que sua lenda adquiriu maior significação. O nascimento de Adônis foi fruto de relações incestuosas entre Smirna ou Mirra e seu pai Téias, rei da Assíria, que enganado pela filha, com ela se deitou 12 vezes. Quando percebeu a trama, Téias quis matá-la e Mirra pediu ajuda aos deuses que a transformaram em uma árvore, a Mirra. Da casca dessa árvore nasceu Adônis.

Maravilhada com a extraordinária beleza do menino, Afrodite tomou-o sob sua proteção e o entregou a Perséfone, deusa dos infernos, para que o criasse. Quando Adônis cresceu, as deusas passaram a disputar a companhia do menino. Zeus ao julgar a questão estipulou que ele passaria um terço do ano com cada uma delas, mas Adônis preferia Afrodite e permanecia sempre com ela.

Brincando com seu filho, Afrodite se feriu com uma das flechas do amor de Eros. Antes que pudesse curar-se, Afrodite se apaixonou por Adônis. Ela passava o tempo todo com Adônis e quando ele saia para caçar, Afrodite recomendava:


- " Sê bravo com os tímidos pois a coragem contra os corajosos não é segura. Evita expor-te ao perigo para não ameaçar a minha felicidade. Não ataque os animais que a natureza armou. Não aprecio tua glória ao ponto de consentir que a conquiste expondo-te assim. Tua juventude e a beleza que me encantam, não enternecerão os corações dos leões e dos rudes javalis. Pensa em suas terríveis garras e em sua prodigiosa força. "

Logo depois Afrodite tomou seu carro puxado por cisnes e partiu através dos ares. Adônis, porém, era demasiadamente altivo para seguir tais conselhos. Imediatamente seus cães expulsaram um javali de seu covil e o jovem lançou seu dardo, ferindo o animal. Mas a fera não se amendrontou e investiu contra Adônis, que em vão tentava correr. Por fim, o javali o alcançou cravando-lhe os dentes, deixando-o estendido e moribundo.
Afrodite ouviu os gemidos de seu amado e voltou à terra com seus corcéis de brancas asas. Do alto viu o corpo sem vida de Adônis, coberto de sangue. Curvando-se sobre ele, esmurrou o peito e acusou as Parcas:

- " Sua ação constituiu um triunfo parcial. A memória de meu sofrimento perdurará, e o espetáculo de tua morte e de tuas lamentações, anualmente será renovado em memória de Adônis. Teu sangue será transformado em uma flor; este consolo ninguém pode me negar."
Espalhando néctar sobre o sangue, ao se misturarem, transformaram-se numa lagoa de onde nasceu uma flor cor de sangue, uma flor de vida curta. Dizem que o vento lhe abre os botões e depois arranca e dispersa as pétalas; assim é a Anêmona chamada de flor-do-vento, pois o vento é a causa tanto de seu nascimento como de sua morte. Sem poder conter a tristeza causada pela perda do amante, Afrodite instituiu uma cerimônia de celebração anual para lembrar sua trágica e prematura morte. Entre rosas e jacintos, muitas vezes repousa o jovem Adônis. Amortecida a dor, a seu lado jaz a triste rainha dos assírios.
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O mito de Adônis se relaciona com os ritos simbólicos da vegetação, simbolizando a morte da planta nas entranhas da terra e sua germinação simbolizando a vida. Adônis é considerado como o ciclo da semente que morre e ressuscita. A própria Afrodite teria instituído uma celebração anual na Síria para perpetuar a memória do seu amor oriental e a morte de Adônis era solenemente comemorada.


Os festivais anuais ocorriam em cidades egípcias e gregas. Durante os rituais fúnebres, as mulheres plantavam sementes de flores e regavam com água morna, para que crescessem mais depressa. Isso fazia com que as roseiras dessem flores rapidamente, mas rapidamente feneciam. Eram os chamados Jardins de Adônis e relembram que devemos aproveitar o momento presente, pois a vida é efêmera como a flor quando é colhida.


A história de Adônis e Afrodite retrata o amor marcado pela dor da separação. Quando passamos pela experiência de uma separação, a dor se instala e torna difícil manter o equilibrio e a serenidade. Perdemos as forças para fazer algo por nós mesmos, nada nos faz sentir melhor, como se houvesse uma culpa oculta pelos próprios sentimentos. Há uma mistura de sentimentos: culpa, abandono, raiva, medo, rancor, tristeza, frustração, impotência, dor, solidão, sem sabermos o que fazer com cada um deles.


Alguns tendem a negar os próprios sentimentos, evitando demonstrar seus sentimentos e, no entanto sofrem, porque o abandono é a morte dos sonhos a dois. Negar o que sente é o caminho menos indicado, pois os sentimentos podem buscar outras formas de expressão, em geral atacando o corpo. E, por mais que a dor seja intensa, o melhor caminho é enfrentar tudo o que se sente.

Separar-se de alguém, não é uma fácil tarefa. Ainda que se trate da definição de relacionamentos destrutivos, ainda que não houvesse mais amor, é um momento de dor que atinge a alma que sangra com a certeza de nunca cicatrizar. Há um sentimento de vulnerabilidade e incapacidade, quando as emoções alcançam uma grande intensidade e deixa de existir um espaço para a razão.


O momento da separação muitas vezes leva a um retorno ao passado, buscando a imagem da pessoa pela qual nos apaixonamos. Essa pode ser uma das dificuldades em aceitar a separação, pois há sempre a esperança de que volte a ser a pessoa que um dia conhecemos e idealizamos no passado. Tem-se as lembranças dos momentos agradáveis, das promessas de amor eterno, dos projetos feitos a dois. Muito provavelmente os projetos e sonhos só existiam para uma das partes; um sonho solitário marcado pela indiferença do outro.

Às vezes a prisão está apenas nas palavras do que nas atitudes ou falta delas. E o processo de separação visa corrigir exatamente essa falta de compartilhamento. Insistir no que não existe mais, derramar lágrimas pelo que não tem chance, perder noites de sono, não reverte a situação, ao contrário, torna-a mais dolorida.
Apesar da perda, dos erros e feridas, podemos e devemos, fazer algo para conseguirmos suportar esse momento tão cruel e que parece não ter fim. Respeitar os próprios sentimentos é o início da cura.

Ainda não existe um manual que ensine a esquecer um grande amor. Mesmo que os amigos aconselhe e recomende para esquecer, não se apaga da mente apenas o que se quer. Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. A mente age por conta própria para lembrar. Tenta-se ir ao shopping, ver vitrines, fazer compras mas basta chegar em casa para ir correndo rever fotos e reler cartas antigas. Qualquer música parece feita para atingir sua dor; qualquer livro tem a semelhança do que está vivendo; qualquer paisagem é motivo de lembrança de outras paisagens onde estiveram.


Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar, o melhor é esgotar a dor, permitindo-se recordar, chorar e ter saudade. Por mais árduo que o caminho possa parecer, pode se tornar muito mais iluminado, se permitir que sua própria luz te conduza. Um dia a ferida cicatriza e você, tendo se acostumado com ela, acaba por esquecê-la. Com fórceps é que a criatura não sai...

Fonte:http://eventosmitologiagrega.blogspot.com/2011/02/afrodite-e-adonis.html


Gostei de todos os textos acima colocados.

Cada autor a meu ver conseguiu captar plenamente o mistério das duas deidades e transmiti-lo de forma clara mas profunda para os leitores.

Nesta série sobre os casais divinos tenho procurado intercalar textos meus com textos de outras pessoas para que possamos ter um apanhado melhor do assunto.

Em alguns tópicos eu usei basicamente meus conhecimentos para escrever tais textos em outros colei textos de outros  autores como aqui(DEVIDAMENTE CREDITADOS) para que os mesmos pudessem falar por si.

Creio que o diferencial em se tratando de conhecimento na atualidade, nesta era Internet é este...você poder interagir com diversas pessoas, com seus conhecimentos, e passar a outros numa cadeia ininterrupta para que possamos todos crescer em uníssono rumo a um patamar evolutivo maior.

Eu de minha parte não tenho nenhum problema em que meus textos sejam passados adiante, desde que devidamente creditados.

Este é o sentido e o objetivo deste Blog, interagir, receber e passar conhecimentos, criar uma nova conjuntura de fatos e fatores aos que aqui entrarem, em suas vidas, para que disto possa surgir algo novo, poderoso, iluminador.

Ambicioso demais?

Não, de forma alguma...

Pois o potencial da mudança esta latente em cada um de nós...

Bastando o fiat sagrado para se despertado...

Este Blog se propõe na medita do possível e das nossas possibilidades sermos este fiat não a revelação em si ou o iniciador...

Esta obra(revelação, iniciação) permanece sendo meritocraticamente uma atribuição do EU MAIOR  de cada um somente...

Vejamos agora um vídeo sagrado sobre o assunto...Afrodite e Adônis...coreografia...

Fonte: Youtube

Abraços

Pax e Lux

VALTER TALIESIN








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