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domingo, 5 de janeiro de 2014

OS ENIGMAS INTERIORES



"Um sopro de esperança e leveza no ar...
O mundo se torna côres e sons interessantes...
A diferença foi entretanto apenas de percepção...
Interessante não?
O mesmo céu que encanta um passa batido por
outro perdido em suas lutas e problemas...
Temos que ter isto em mente, cada dia, cada instante,
e as vezes aquele 'encantado' tem até mais problemas
que o cabisbaixo"...
Alexandre(Valter)


" 'Todo lugar é um lugar sagrado. O sagrado pode se manifestar em todo lugar'... li uma vez num livro. 
Entretanto entendo que mesmo assim existem lugares especiais na terra onde os tecidos dimensionais são mais rarefeitos nos quais é possível até para pessoas menos sensitivas sentirem o numinoso.
Mas em tese a frase do livro esta correta pois O SAGRADO ESTA EM NÓS E SOMOS NÓS...
Somos nós que tornarmos os templos deste mundo 'CASAS DE DEUS' mas esta verdade não invalída a hipótese de lugares mais abertos, verdadeiros portais, seja por quais motivos for às energias entre dimensões."
Alexandre(Valter)


"A melhor resposta para uma provocação é o silêncio, agressão dai já é outra história.
Enquanto provocados seja lá por que motivo for(os seres humanos sentem prazer em fazer isto uns com os outros principalmente quando aquela pessoa já lhes foi importante no passado e agora virou motivo de désdem) silenciar é a única resposta decente, altruísta e sagrada que inclusive demonstra seu respeito e seu amor por aquele(a) que te ofende.
Sim, pois no final o que realmente importa é que as pessoas caiam em si e deixem de ser idiotas."
Alexandre(Valter)


"Os desejos da carne são maravilhosos, deliciosos, mas precisam ser centrados no amor, no desejo de ser e fazer feliz, na vontade de querer
bem a pessoa amada pois do contrário se tornam o veneno da alma e puro
exercício de hedonismo descerebrado."
Alexandre(Valter)

Há que ser feliz sem que se faça a infelicidade do mundo...
Há que ser alegre sem que nossa chocarrice entristeça o outro...
Há que ser bondoso sem contudo ser escada para pilantras...
Há que ser amigo sem que se perca o senso dos limites de privacidade...
Há que ser corajoso sem no processo desprezar o mais fraco...
Há que ser liberal sem que se interprete isto como permissividade...
Há que ser livre sem que troquemos as bolas e nos tornemos libertinos...
Há que ser puro mas com boas pitadas de jovialidade...
Há que ser sensual sem que se torne vulgar e inapropriado...
Há que ser no máximo irônico quando diante de uma caricatura humana cheia de baboseiras destilando as mesmas, não dê muita corda...
Há que ser firme diante de uma parede de preconceitos...
Há que ser forte quando as pernas vacilam e o coração chora...
Há que ser doce quando o fel da amargura ameace corroer o mundo...
Há que ser enérgico quando a frouxidão ameaçar a própria evolução...
Há que se despretensioso quando o mundo voltar os holofotes para ti...
Há que ser humilde quando estes holofotes te tornem uma celebridade...
Há que ser engajado quando sua fama e fortuna permitirem que distribuas...
Há que ser distribuidor ainda que nada tenhas a não ser seu sorriso...
Há que ser manso diante do mais humilde e um leão diante do poderoso...
Há que ser rico em palavras de bem e pobre em palavras amargas...
Há que ser sincero mesmo quando o mundo inteiro seja pura mentira...
Há que ser aberto ao novo sem contudo desprezar o melhor das tradições...
Há que ser cuidadoso mas jamais um covarde...
Há que ser persistente mas de forma nenhuma um teimoso...
Há que ser falastrão quando suas palavras tocarem almas e silencioso quando tua boca nada tem de bom a dizer...
Há que ser vazio de si mesmo e cheio DO SER em si...
Há que ser prendada mas jamais formatizada, robotizada...
Há que ser natural e espontâneo mas na hora e momento certos pois certos momentos exigem postura e dignidade...
Há que ser religioso sem que te tornes um fundamentalista chato ou pior; violento...
Há que ser espiritual se de fato queres ser um religioso do bem...
Há que ser centrado no EU SOU se quiseres ser um verdadeiro espiritual...
Há que deixar o ilimitado manifestar-se a partir de si para que a verdadeira
humanidade se revele em toda sua glória...

Amor e Luz

Valter Taliesin



Se eu pudesse escrever o melhor romance já inventado, se tivesse talento e culhões para tanto eu escreveria a história de Adão e Eva da perspectiva da Serpente...

Heresia?

Não sei, mas este personagem é o mais fascinante deste mito.

Ninguém sabe como ele chegou ali, se já fazia ou não parte daquele ambiente, se falava realmente ou telepaticamente, se era uma serpente
literal ou um símbolo, se era o mal encarnado ou apenas um mau interpretado....

O que a levou a fazer o que fez?

Porque fez?

Realmente acreditava no que disse à mulher ou usou de engano?

Na mitologia suméria esta serpente chama-se ENKI/EA o deus dos grandes oceanos e das águas enquanto Jeová mais claramente é identificado com EN-LIL o deus da terra, ambos eram filhos de ANU o deus do céu...eram rivais figadais, Enki era o filho mais velho de Anu porém não da consorte o que já era o caso de Enlil...

Entretanto nada é tão simples assim e logo veremos isto.

A história de ambos encontra também correlação por exemplo, nas histórias de Isaque e Ismael filhos de Abraão com suas duas esposas; Sara a consorte e Hagar a concubina. Ismael apesar de mais velho é preterido como herdeiro universal, o mesmo se deu com Enki/Ea em relação a En-Lil.

Outra coisa que criava atritos tremendos entre os dois deuses. No mito o ser humano é uma criação de Ea e a irmã de ambos Ninhursag e En-Lil aparece como rival dos humanos.

A decisão de tirar os humanos do paraiso é de En-Lil depois do que considera traição do irmão no episódio da árvore do conhecimento do bem e do mal, que na visão suméria é vista como um ato altruísta de Ea em relação ao egoísta de En-Lil de manter os humanos na tal dita 'inocência' que parece significar em outras palavras um estado não consciente, não ciente de si, do EU SOU.

Depois no episódio do dilúvio vemos a mesma coisa; En-Lil quer destruir os humanos enquanto é Ea que avisa através de um estratagema o Noé deles, Utnapshtim.

Enfim, percebem como esta serpente do paraiso torna-se cada vez mais interessante para ser protagonista de um romance?

O que sabemos?

A tradição suméria começa a ser forjada em torno de 4 mil AC e a tradição bíblica em torno de 1500 AC.

O patriarca hebreu era um sumério da época mais decadente do império, em torno de 2000 AC já com influências caldaicas. Saído de UR, cidade relacionada ao deus da Lua SIN(será que não seria daqui que viria o nome SINAI..SIN...AI?) e portanto legou com certeza TODA a tradição de seu povo aos seus descendentes. O que parece todavia aconteceu anos depois é que os mitos foram sintetizados...YHVH tornou-se uma divindade com características de todos os grandes deuses sumérios em especial; Anu, En-Lil, Ea, Samash e Sin e a Serpente do paraiso surge como um personagem à parte, uma descaracterização de Ea, portanto o deus é de certa forma 'desconstruído' tendo uma parte de si ligada à divindade YHVH e outra a um personagem que mais tarde de 'o mais astuto animal do campo' se torna na própria encarnação do mal.

Assim o YHVH bíblico como Ea cria os humanos mas como En-Lil os expulsa do paraíso. Como En-Lil resolve destruir os humanos com um diluvio mas como Ea avisa um escolhido seu do que iria fazer para que se salve. Como Anu é o deus dos céus mas também da terra como En-Lil e do mar como Ea e tem relação estreita com a Lua de Sin sendo as festas e calendários hebreus todos regidos por ela e como Samash também era o senhor do sol.

Portanto, analisando mitos e mitos antigos meu desejo de escrever um romance da perspectiva da Serpente neste caso se torna bem interessante não acham?

Um personagem que parece ter surgido das próprias entranhas do sagrado agora sintetizado dos antigos sumérios, um ser necessário no mito para explicar as ações de Deus na queda dos humanos mas apenas neste único episódio, no dilúvio já não o vemos presente mas YHVH fazendo ambas as vezes.

Mas se a serpente do paraíso for dissecada as perguntas que surgem são:

Quem deixou ela entrar lá?

Porque?

Depois havia querubins para proteger a árvore da vida dos humanos 'caídos' mas não antes para proteger os humanos da tal serpente?

Porque o Senhor onisciente não veio 'passear' no jardim um pouco mais cedo para pegar a serpente no pulo com sua pupila se os amava e cuidava deles com tanto zelo?

Assim pouco a pouco o estranho, o anormal no mito da serpente vai transparecendo. Um personagem desmembrado, retirado de um dos próprios mitos construtores do único Deus hebreu...

EA/ENKI o deus da vida, da sabedoria, dos oceanos e das águas...
O CRIADOR DOS HUMANOS JUNTO COM A IRMÃ, O DOADOR DA CONSCIÊNCIA PARA ESTES E O SALVADOR DO DILÚVIO...

Um mito 3 mil anos mais velho que a primeira Toráh e no entanto, tirando o politeísmo, tremendamente semelhante!

Qual foi a fonte do que?

Será que precisa mesmo perguntar?

E assim a Serpente clama por um romance à altura de seu enigma!


EU ACHO!

Amor e Luz

Valter Taliesin

Em tempo, antes de ser de Thot/Hermes o caduceu era um símbolo de EA/ENKI.


Valter Taliesin

VÍDEOS SAGRADOS


GABRIEL YARED















FONTE YOUTUBE



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