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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

PENETRANDO NOS MISTÉRIOS DA GRANDE DEUSA DO AMOR...



Penetrei no bosque dos mistérios
No bosque onde os rituais do amor são feitos...
Tu estavas lá Grande Deusa me olhando, me encarando
daquela forma que somente você sabe fazer.

Penetrei nos tufos de mata onde ocultos os amantes se amam
E em cada canto e recanto pude sentir teu cheiro, tua fragrância,
um cheiro inesquecível e inebriante, onde tempo e espaço deixam de
existir e somente eu e ela somos...

Penetrei mais adiante num jardim cheio de rosas e flores,
Cada espécime mais lindo e fabuloso que o outro.
Jasmins, Rosas, Petúnias, Girassóis, Margaridas, Cravos,
Hortênsias, Lírios, Lótus, Magnólias, Orquídeas, Tulipas, Violetas, Lilás...

Penetrei entre elas, sem pisá-las ou maltratá-las...
Senti os cheiros, as fragrâncias, toquei, observei texturas,
senti o orvalho da tarde em cada uma delas, senti suas auras,
Percebi em cada canto e recanto do jardim sua Presença.

Penetrei assim num mistério profundo onde tua face ascendia,
Tua face coroava tudo e todos e todos os meus momentos ERAM,
num presente absoluto, real inconteste, perfeito, mágico, sagrado,
onde luzes e cores diversas bailavam entre si e por entre elas...uma música...

Penetrei no mistério da música, senti cada acorde, cada tom, tremi de 
emoção com a voz da cantora, um canto que traduzia cada prece já feita,
cada desejo já sentido, cada palavra sincera saída de meus lábios, 
cada toque que já dei no divino e no sagrado dentro e ao redor de mim.

Penetrei ao som desta música num pequeno riacho que fluía de uma fonte,
uma fonte cristalina brotando de uma rocha branca e rodeada por um verdor
sublime e um cheiro sagrado de relva fresca e convidativa para deitar-se
e descansar das lides da vida.

Penetrei no riacho e senti nos pés, em torno dos tornozelos e progressivamente
na altura das coxas o fluxo das águas que pareciam curar, restaurar, cada parte
do corpo que ainda insistia em dizer-se doente , cansada, ferida, 
cada parte que pedia alforria dos sofrimentos da vida, ou embates humanos.

Penetrei então numa pequena clareira dentro do bosque que me levou a um altar
onde sobre ele oferendas votivas de flores, rosas, plantas aromáticas, frutos  e água, estavam ali,
como que esperando pelo sagrado e o divino envolvê-los e foi o que vi,
vindo de todas as direções luzes que tomaram tudo para si.

Penetrei então num estado novo, mais profundo ainda de consciência,
e atrás do altar vi um grande e imenso portal luminoso de onde raios dourados,
rosas e azuis fluíam nas três cores básicas da Presença e um zumbido potente se fez ouvir dentro e fora de mim como me sugando para o mesmo...


Penetrei no portal e me vi diante de um cenário onde nada consegue descrever
sem fazer injustiças ao que os sentidos veem e captam, aliás; será que podemos
realmente falarmos de sentidos neste ponto do caminho e da aventura?
Será que sentidos são uma palavra justa?

Penetrei naquilo que as almas fracas e murchas entendem por impenetrável,
senti dentro ao redor e diante de mim, por toda parte um senso de SER,
de Divindade, de saciedade como nunca pude entender ser possível,
não pelo menos com os sentidos comuns do dia a dia.

Penetrei num ponto onde A ALMA DO MUNDO me revelou VOCÊ meu amor,
me revelou de uma forma tão clara teus medos, tuas carências,
bem como tuas virtudes, teus dons e talentos que praticamente me
tornei um outro você querida, um outro ente com tua personalidade.

Penetrei assim numa outra alma, não de forma invasiva mas de forma
comungante entendendo tuas dores e teus prazeres e sentindo as energias
que movem sua vida como algo tão único, tão real, tão pleno, tão absolutamente
vivo que dai entendi o mistério dos amores supremos...dos amores sínteses.

Penetrei assim na síntese que liga duas almas,
naquele ponto onde nada mais há que um todo e um tudo,
um único Ser amando e expressando o amor de forma completa,
total, plena e irrestrita!

Penetrei assim em você, num penetrar superior a qualquer penetrar
sexual mesmo o mais apaixonado e senti coisas que só este penetrar
pode outorgar aos verdadeiros amantes, aos verdadeiros doadores da vida
e aos verdadeiros comungantes do amor em sua inteireza.

Penetrei, percebi também, nos centro da Deusa do amor,
Naquele ponto onde ELE E ELA são duas facetas de um mesmo Ser,
Onde masculino e feminino se tornam o mistério supremo do amor,
O mistério que nos define por toda eternidade.

Penetrei depois em cada alma do mundo, em cada homem e mulher,
ao penetrar em ti querida, ao sentir-te tão plena e viva, ao sentir o próprio
cerne da Grande Deusa através de ti, ao sentir-te em mim e eu em ti,
pude sentir por tabela cada ser vivo e divino da criação.

Penetrei então num bale cósmico onde me vi Shiva e te vi Shakti,
E por onde olhava via Shiva e Shakti dançando como se cada ser
vivo do universo tivesse despertado e se tornado o que sempre foi
nada mais nada menos...apenas o que sempre foi.

Penetrei então no aqui e agora eterno e me senti presente nele
e ele em mim e tudo nele e ele em tudo como se não houvesse
outra coisa que não ele , como se não houvesse tempo, espaço,
ou mesmo outra coisa qualquer que pudesse ser definida.

Penetrei assim na suprema ausência de palavras e no supremo
vivenciar da vida em sua inteira integralidade sendo eu íntegro
e integral como nunca, sendo um verdadeiro shaman de um novo
mundo sem divisa nem metafísica...só divindade.

Penetrei e trouxe este penetrar para este momento,
o Momentum supremo preso em um momento,
para lembrar que A REALIDADE, O REAL, O PLENO,
não são metáforas somente mas o que verdadeiramente É...

Amor e Luz

Valter Taliesin


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