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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

FIDELIO: BUSCANDO UM SENTIDO...DE OLHOS BEM FECHADOS...



Percebo que a busca de sentido esta cada vez não só enraizada mas mais evidente em nossas vidas.

Antes nos satisfazíamos com tão pouco.

A doutrina da Igreja, a tradição dos anciões, os dogmas definidores, as ideologias mais messiânicas, as explicações mais simplistas.

O preto no branco nos era tão digamos, íntimo, salutar, aconchegante...

Hoje percebo que poucos são os simplistas.

Mudamos nós ou mudou o mundo?

E ser simplista é um defeito ou a única e verdadeira perfeição?

Afinal se existe realmente um Deus ele deve ser absolutamente simples em meio a toda a sua complexidade!

Paradoxo?

Talvez!

Mas talvez a Verdade seja tão simples em meio a tantas intrincadas inter relações e ligações com vidas e vidas que o dia que a LUZ se fazer em nós poderemos dar uma sonora gargalhada de desprezo por nossas mais 'profundas' teorias sobre absolutamente tudo. 

A busca do sentido tornou-se a neura universal!

Cada  vez mais grupos, organizações, templos, religiões, ciências etc...nascem e crescem alicerçados nesta fome insaciável que vai num crescendo que parece intrinsecamente ligado a nossa evolução tecnológica que traz não somente as coisas boas da vida mas as dificuldades em aliarmos as mesmas com nossa carência interior e o meio ambiente ao nosso redor.

Nunca a humanidade foi tão conectada e nunca foi mais solitária e neurótica quanto agora!

Nunca tivemos tantos bens de consumo e tanta fome e miséria convivendo juntas ao mesmo tempo!

Quanto mais o progresso tecnológico cresce, se avoluma e de tudo toma conta, mais os contrastes sociais se destacam, mais os ricos ostentam e mais os pobres proliferam.

Quanto mais avançamos em descobertas científicas mais tragédias ambientais proporcionamos no mundo, quanto mais fácil se torna nossas vidas diárias mais complicadas ficam nossas vidas familiares e pessoais.

Hoje temos clubes de prazer para tudo!

Tudo virou ponto e objeto de prazer!

Não vou entrar aqui no mérito do lícito e do ilícito até porque não quero soar como juiz de nada nem de ninguém mas a quantidade de clubes disto e daquilo, de grupinhos secretos para se vivenciar em conjunto alguma coisa que traga sentido a tanta falta de sentido e cada vez maior.

Neste cenário um dos filmes que considero mais importantes já feitos para o cinema é a última obra prima, o último filme do grande  e genial cineasta Stanley Kubrick estrelado por Tom Cruise e Nicole Kidman...DE OLHOS BEM FECHADOS.Baseado no livro Traumnovelle, de 1926, do escritor austríaco Arthur Schnitzler..


O filme parte da premissa da busca incessante de sentido e este através dos prazeres sensoriais pelos personagens.

De início parecemos estar num filme onde a tara única é o sexo, mas quando chegamos nas cenas de orgia em grupo daquele estranho culto percebemos que estamos diante de muito mais. 

Estamos diante da busca do sentido da vida.

Não é uma banalidade qualquer o que estamos vendo ali. Aquelas pessoas não buscam só sexo pelo sexo. São almas vazias carente de sentido para a vida que encontraram numa expressão praticamente religiosa do sexo um canal de expressão de suas angústias e buscas mais íntimas.

O personagem de Cruise é descoberto exatamente porque no fundo sua busca destoa da busca do grupo. Ele é sim um cara carente de sentido mas o seu sentido é uma anormalidade naquele antro de sentidos perdidos e sequiosos de encontro.

Sua salvação através do sacrifício da prostituta cultual é uma metáfora do encontro do sentido para o personagem.

A partir dali ele passa não a buscar o prazer mas o sentido de tudo aquilo que vivenciou, o sentido para o que fez a pobre moça e pouco a pouco ele descobre o quão tenebrosa se torna a busca de sentido quando os humanos aliam carência interior a poder.

A frase final da personagem de Kidman para ele no shopping center, um templo do consumismo universal é sintomática da mensagem de Kubrick, seu último e grande legado universal...
Naquele....VAMOS "F...."esta implícito uma tranquila simplicidade em procurar ser feliz de uma forma descomplicada.

O filme todo discorre sobre a busca da complexidade para se satisfazer, satisfazer algo que parece entranhado dentro dos personagens e termina num verdadeiro lamento por simplicidade em meio a tanta complexidade absurda.

Vamos apenas..."F...."nada mais!

Chega de jogos, chega de buscas, chegas de complexidades, chegas de joguinhos sexuais, chega de festas de arromba, chega de fascinações por isto ou aquilo...vamos simplesmente nos entregar um ao outro com o que temos de melhor...

NÓS MESMOS!

O "f...." aqui é sintomático não só do sexo em si mas da destruição de todas as ilusões construídas em torno de tantas expectativas frustradas.

Neste sentido as máscaras usadas pelos cultores orgiásticos no filme é um sintoma desta cultura mascarada que vivemos onde o prazer é tido e havido como a válvula de escape do inevitável...

A DOR DA EXISTÊNCIA!

Uma das coisas mais intrigantes do filme é a fala senha para se entrar na festa cultual orgiástica : 

FIDÉLIO!

O que exatamente Kubrick quer nos dizer ao inserir esta palavra como senha?

Será uma mera escolha aleatória ou traz alguma mensagem oculta para nós?

Primeiro, Fidélio foi a ÚNICA ópera escrita por um dos maiores gigantes da música universal: 

LUDWIG VAN BEETHOVEN!

Vejamos o que podemos encontrar sobre este tema:

Fidelio (em português Fidélio), Op. 72b, é um Singspiel em dois atos, de Ludwig van Beethoven, com libretto de Joseph Sonnleithner e Georg Friedrich Treitschke, a partir do libretto de Léonore ou L’Amour Conjugal, peça em "prosa entremeada de canto" (1798), de Jean-Nicolas Bouilly,1 que, por sua vez, baseou-se em acontecimentos ocorridos na França, durante o período doTerror, aos quais o autor (na época promotor público do Tribunal Revolucionáriode Tours) se refere nas suas memórias.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fidelio

Portanto é um trabalho em 8 mãos(sendo a mais famosa e a final a do grande Beethoven) com origem numa prosa de amor conjugal.

Perceberam?

A senha para se entrar na orgia é baseada em uma peça de amor conjugal, de casal, supostamente o relacionamento mais casto entre homem e mulher.

Mas tem mais...

Percebam que na realidade esta peça é escrita num dos piores ambientes para se viver naqueles tempos....o período de TERROR na fase quando os tribunais revolucionários matavam tudo e todos por qualquer coisa bastando ter uma cabeça sobre um pescoço na França.

Mas vejamos mais...

Fidelio é a única obra teatral de Beethoven, que a compôs no ápice da sua maturidade artística. Mas a primeira versão, apresentada em 20 de novembro de 1805 no Theater an der Wien (Viena), com o título Fidelio, oder die eheliche Liebe (Op. 72), não teve recepção favorável do público, e Beethoven foi obrigado a suspender as apresentações.
Grande parte desse insucesso da estreia foi creditado à longa duração da ópera (três atos), mas também ao momento histórico tumultuado vivido então pela cidade de Viena, que, naqueles dias, havia sido invadida pelo exército napoleônico. Havia um clima de temor generalizado, e, na plateia, muitos dos espectadores eram militares franceses. Ademais, embora ação se situasse em Sevilha, no fim do século XVIII,2 o tema da obra - a luta contra a tirania e a afirmação da liberdade e da justiça - certamente evocava a situação dos vienenses naquele momento.
Theater am Kärntnertor (c. 1900).
Beethoven foi acusado de não saber escrever para as vozes, de tratá-las indistintamente como instrumentos e de ser pouco familiarizado com o gênero teatral. Apesar das duras críticas recebidas, o compositor arranjou uma nova versão em apenas dois atos, utilizando-se de um libretto revisto por seu amigo Stephan von Breuning. A obra foi de novo apresentada no ano seguinte (26 de março de 1806) com o título de Leonore (Op. 72a), mas não teve melhor sorte, sendo novamente retirada.
Só oito anos depois (1814), por solicitação do Theater am Kärntnertor, Beethoven voltou a trabalhar sobre Fidelio, com a colaboração do jovem Georg Friedrich Treitschke, que corrigiu uma vez mais o libretto, no sentido de melhorá-lo do ponto de vista teatral. A versão definitiva foi apresentada naquele mesmo ano, no dia 23 de maio. O sinal mais evidente do longo trabalho de composição são as quatro aberturas escritas por Beethoven para o Singspiel: duas compostas em 1804, uma em 1805 e a definitiva, feita em 1814.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Don Fernando, (Ministro de Estado)baixo
Don Pizarro, (Governador da prisão)baixo
Florestan, (Esposo de Leonore, prisioneiro político)tenor
Leonore, (Esposa de Florestan, mas disfarçada de Fidelio)soprano
Rocco, (Carcereiro-Chefe)baixo
Marzelline, (filha de Rocco)soprano
Jaquino, (Porteiro da prisão)tenor
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fidelio

Perceberam?

Apesar de originalmente falar de amor conjugal, a obra acontece na França da época do terror e tem como pano de fundo assuntos como a tirania, a injustiça e o desejo de liberdade evocando assim os 3 lemas básicos do iluminismo e da revolução francesa:

- IGUALDADE(o amor conjugal) 
- LIBERDADE(a revolução francesa) e a 
- FRATERNIDADE(a busca pela justiça em meio ao terror).

Kubrick usa portanto da única ópera de Beethoven para exemplificar tanto na vida do casal central da trama quanto dos participantes da orgia a senha para o assunto supremo de seu filme: 

A BUSCA PELO SENTIDO DA VIDA!

DE OLHOS BEM FECHADOS pode tanto simbolizar a imaginação acelerada em busca do prazer supremo quanto ser uma metáfora da falta de discernimento em se perceber ante si a suposta verdade que quer-se descobrir.

Vejamos mais sobre a obra FIDELIO...

No pátio do presídio. Marzelline, filha do carcereiro-chefe Rocco, engoma à porta da casa de seu pai, enquanto sonha com a felicidade de viver junto do homem que ama. Chega Jaquino, porteiro da prisão, que aproveita o seu encontro a sós com a moça para pedi-la em casamento. Porém, Marzelline não demonstra o menor interesse às suas intenções amorosas: apesar de estar prometida a Jaquino, ama na verdade Fidelio, um jovem que é há pouco tempo ajudante de Rocco. Entra em cena Rocco, seguido de Fidelio, que carrega as correntes consertadas pelo ferreiro. Fidelio é, na verdade, a jovem mulher do nobre espanhol Florestan. Sob a aparência masculina, Leonore infiltrou-se na prisão para investigar se o seu marido desaparecido está escondido na prisão. Florestan poderá ter sido preso injustamente pelo seu inimigo, Don Pizarro, governador da prisão. Dadas as circunstancias, Leonore, que também aos olhos de Rocco é preferível a Jaquino como futuro marido de Marzelline, vê-se obrigada a aceitar o afeto da filha do carcereiro-chefe para não levantar suspeitas sobre sua identidade.
Num quarteto, os quatro personagens expressam os seus diferentes sentimentos: Marzelline e Rocco, manifestam o seu desejo de um futuro casamento entre a jovem e Fidelio; Leonore declara a sua angústia pelo marido e a sua preocupação perante a paixão que despertou em Marzelline; Jaquino, por sua vez, apercebe-se que o coração da sua namorada se encontra cada vez mais longe de si e sai de cena. Rocco revela a Marzelline e a Fidelio o seu desejo de um rápido casamento entre ambos e, em seguida, declara a sua fé na importância do dinheiro como elemento de estabilidade num casal. Mas Fidelio acrescenta uma circunstância que será igualmente vital para a sua própria felicidade: que Rocco permita que o ajude nas suas tarefas mais árduas, pois tem a secreta esperança de poder entrar nas masmorras e lá encontrar o seu marido. O carcereiro-chefe fala-lhe então de um prisioneiro desconhecido que, por ordem do governador da prisão, está sendo alimentado somente com pão e água. Leonore, angustiada perante a possibilidade de que o torturado seja o seu marido desaparecido, insiste no seu pedido e convence, finalmente, o carcereiro-chefe a pedir permissão ao governador para que possa acompanhá-lo às masmorras.
Uma marcha anuncia a entrada de Don Pizarro. Os guardas abrem a porta ao governador, que surge em cena acompanhado por vários oficiais. À sua chegada, Pizarro recebe a notícia da intenção do ministro de investigar a situação dos prisioneiros do Estado, presos na fortaleza, em razão dos rumores de que estariam vivendo condições desumanas. Alarmado pela possibilidade de descoberta da sua crueldade para com os prisioneiros, o governador ordena a um oficial que o avise quando avistar o ministro ao chegar: que toque a trombeta com um sinal. Em seguida, paga a Rocco para que ele cave uma fossa na cisterna para Florestan, a quem, para além de cavar a fossa, Rocco terá também que assassinar. Contudo, o carcereiro-chefe Rocco nega-se a fazer o papel de carrasco. Diante da recusa, Pizarro comunica-lhe da sua intenção de se disfarçar e, ele próprio, assassinar Florestan. Ambos homens abandonam a cena, e entra Leonore, que amaldiçoa com raiva o cruel e tirano governador e, em seguida, sai para o jardim. Surge Marzelline, seguida de Jaquino. Este se queixa ao carcereiro-chefe das evasivas de sua filha. Chega então Leonore, que pede permissão a Rocco para que os prisioneiros saiam para o jardim, a fim de tomar um banho de sol, aproveitando a ausência do governador. O carcereiro-chefe decide atender o pedido de seu "genro": Leonore e Jaquino abrem as portas das celas e, lentamente, surgem o pobres prisioneiros, que expressam a sua felicidade e agradecimento pelo favor que foi lhes concedido. Após o coro dos prisioneiros, Rocco diz a Leonore que ela poderá acompanhá-lo às masmorras para ajudá-lo. Diz também que consente na celebração do seu casamento com Marzelline. Finalmente, acrescenta que Leonore deve acompanhá-lo à cisterna para que o ajude a cavar a cova do prisioneiro desconhecido, que será assassinado pelo próprio Pizarro. Leonore, visivelmente aflita, aceita a tarefa de modo a aproximar-se daquele que poderá ser o seu marido. Entram subitamente Marzelline e Jaquino. A moça avisa ao seu pai de que o governador ficou com muita raiva ao tomar conhecimento de que os prisioneiros foram libertados da prisão para o jardim. Surge Don Pizarro, enfurecido, acompanhado por vários oficiais e guardas. Rocco consegue acalmá-lo, explicando-lhe que tal favor se devera ao fato de, neste dia, celebrar-se o aniversário do rei. Os presos voltam, desolados, para suas celas, e Pizarro ordena ao carcereiro-chefe que cumpra imediatamente a tarefa que lhe fora ordenada. Fim do 1º Ato.

Ato II[editar | editar código-fonte]

Numa masmorra subterrânea e sombria. Florestan, preso, lamenta o seu amargo destino. Num momento de delírio pensa ver a sua esposa em forma de anjo que o conduz ao descanso eterno. Depois, desolado e esgotado, deita-se sobre um banco de pedra com o rosto entre as mãos. Rocco e Leonore descem com as ferramentas para cavar a cova. Quando chegam à cisterna, encontram o condenado à morte aparentemente imóvel. Apesar de suas tentativas, Leonore não consegue reconhecer o rosto de seu marido e então decide ajudar Rocco a cavar a cova. Num momento de descanso, Leonore consegue ver o rosto de Florestan, que se reanima por breves instantes. O preso pergunta a Rocco quem é o governador da prisão. Rocco lhe diz que se trata de Don Pizarro. Florestan pede-lhe que procure por Leonore em Sevilha, mas Rocco afirma que não pode lhe conceder o seu desejo, pois seria sua perdição, limitando-se a oferecer-lhe um pouco de vinho. Depois, Leonore oferece com emoção um pedaço de pão ao seu marido, que o consome com rapidez. Florestan, profundamente comovido, agradece aos seus carcereiros por suas mostras de solidariedade. Chega em seguida o cruel Don Pizarro, que, oculto por uma capa, está disposto a concluir seu propósito. O governador, tirando um punhal, anuncia a Florestan que vai matá-lo para se vingar dele, que um dia tentara derrubá-lo. Mas, no momento em que vai meter-lhe o punhal, Leonore interpõe-se e revela, perante os três homens surpreendidos, a sua verdadeira identidade. Soa nesse momento a trompeta que avisa a iminente chegada do ministro de Sevilha. Leonore e Florestan abraçam-se apaixonadamente perante a admiração do malvado Don Pizarro. Surge então Jaquino, acompanhado por vários oficiais e soldados, comunicando a chegada do ministro. O criminoso governador, enfurecido e desesperado perante o seu previsível destino, abandona a cena.
No pátio de armas da prisão. Os prisioneiros e os parentes do presos recebem com alegria o ministro Don Fernando, que anuncia, por ordem do rei, a imediata libertação dos presos políticos. Aparecem, procedentes da cisterna, Rocco, Florestan e Leonore. O carcereiro-chefe reclama justiça para o casal. Don Fernando reconhece o réu, que é o seu amigo Florestan e que pensava estar morto. Rocco dá então a conhecer ao ministro a proeza de Leonore – para visível surpresa de Marzelline – revelando-lhe como o cruel Pizarro queria tirar a vida de Florestan. Don Fernando ordena de imediato a prisão do cruel governador e pede a Leonore que liberte o seu marido das suas injustas correntes. Todos os presentes exaltam o amor e a coragem da mulher, que conseguiu com a sua resolução o triunfo final da justiça. Fim do 2º ato.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fidelio

Perceberam?
FIDELIO é uma mulher travestida de homem(máscaras lembram?) que usa deste subterfúgio para entrar na prisão onde pensa supostamente estar seu grande amor.
Leonore/Fidelio é tanto uma metáfora do amor em sua forma mais extrema e entregue quanto da mais cruel situação a que pode chegar a busca da humanidade por sentido.

A revolução francesa ou qualquer outra revolução(a ação em Sevilha é mera questão de disfarce) traz em si um elemento de busca por sentido e por liberdade que geralmente se perde em meio a diversas paixões e interesses egoístas envolvidos e aquilo que poderia ser a válvula de escape para uma vida sem sentido torna-se uma outra porta para mais dor e mais sofrimento.
Portanto na senha usada no filme esta a chave que destrincha toda a mensagem do filme...

FIDELIO É A MULHER QUE SALVA O PERSONAGEM DE CRUISE DA MORTE!
FIDELIO É A MULHER MISTERIOSA QUE SALVA O PRÓPRIO CASAMENTO DOS DOIS PROTAGONISTAS!
FIDELIO É A PRÓPRIA IMAGEM DA BUSCA DE CADA MEMBRO DAQUELE CULTO ORGIÁSTICO...A BUSCA DE SENTIDO, A BUSCA DE ALGO MAIS QUE O MERAMENTE COMEZINHO DA VIDA.
FIDELIO É TAMBÉM A CRUEL SENTENÇA DE MORTE PARA QUEM VIOLA OS LIMITES, QUE ULTRAPASSA SEU METRON QUE ADENTRA EM TERRITÓRIO ALIENÍGENA A SI E VIOLA PARTICULARIDADES E SEGREDOS DE OUTREM.
FIDELIO É ENFIM A BUSCA DE CADA SER HUMANO NESTES MILHARES DE ANOS DE EVOLUÇÃO.

Uma das grandes vantagens do cinema de Kubrick sobre outros cineastas é este perfeito casamento entre simbologia, metáfora, figura, música e imagem...
São filmes mais que para serem vistos, serem sorvidos, absorvidos por todos os sentidos possíveis e depois meditados com a alma.
Sentidos...
Os sentidos são como portais...
Quando descobertas as senhas, as chaves de acesso a eles existe uma certa segurança em caminhar pelos mesmos.
Mas não basta conhecer a senha como descobre o personagem de Cruise, há que se conhecer a essência da mesma para se manter vivo!
Fidelio ou a mulher que o encarna no filme faz antes de salvadora o papel de cicerone do protagonista naquele estranho mundo, tentando ajustá-lo a tudo aquilo mas a falta completa de sintonia deste é visceral demais.
O personagem é facilmente enganado quando descoberto porque não percebe a plena simplicidade da senha naquela ampla complexidade de sentimentos que vê diante de seus olhos.
Assim somos nós diante da vida.
A senha da vida é simples...

EU SOU...
Quem compreende a profundidade presente nesta simplicidade absurda descobre a si mesmo.
Quem acha tudo muito simples e muito fácil de lidar com a aparente simplicidade desta senha se descobre vítima de algo chamado egoísmo...o desvirtuamento da senha...a outra face de FIDELIO, a face da máscara se torna assim a face da morte e a essência, o que Fidelio oculta perde o sentido...Lenore some e fica só sua sombra.
Quando descoberto entre os convivas da orgia o personagem de Cruise é como Lenore sem sua máscara fidelina!
Por fim quando o personagem de Sidney Pollack revela para o de Cruise QUEM são os personagens por trás das máscaras este percebe que seu mundo aparentemente tão seguro, tão fechado e sincrético na verdade é muito mais nebuloso do que ele poderia imaginar.
E aqui vale um adendo bíblico que talvez explique tudo isto:
"DEUS FEZ O HOMEM RETO MAS ELE BUSCOU MUITAS INVENÇÕES" Eclesiastes. 7:29
Talvez esteja aqui o nosso grande problema. Deixamos o caminho reto, o caminho perfeito, o caminho simples e descomplicado para complicarmos tudo, para inventarmos demais, para criarmos demais ilusões e subterfúgios para sermos felizes e para vivermos com algum sentido e na contramão disto nos tornamos...extremamente infelizes...

Paz e Bem
Valter Taliesin

VÍDEOS SAGRADOS

Filme DE OLHOS BEM FECHADOS - CENA DO RITUAL 


ÓPERA FIDELIO - COMPLETA - legenda em espanhol

TRILHA SONORA DO FILME: DE OLHOS BEM FECHADOS COM ANDRÉ RIEU

FONTE YOUTUBE



FONTE DE IMAGENS GOOGLE

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