Continuando nossas meditações sobre o Jardim Secreto vamos meditar num dos pontos mais importantes e interessantes de toda esta história. A história de duas linhagens de seres que surgiram do encontro entre Mulher e Serpente...duas linhagens de seres que estavam destinados a se confrontarem pelos milênios afins pelo domínio global...
A LINHAGEM DA MULHER E A LINHAGEM DA SERPENTE...
E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Gênesis 3:15
Percebam que a 'maldição', a punição divina recai exclusivamente sobre duas linhagens: da Serpente e da Mulher.
Este termo, esta palavra, 'maldição', esta entre pontos porque na verdade não estamos diante de uma maldição mas de uma DESCRIÇÃO dos efeitos da queda.
O que intriga contudo não é isto, mas o fato de a guerra entre linhagens proposta pelo texto acontecer entre a linhagem da Serpente e DA MULHER...não da mulher e do homem!!!
Mesmo que optássemos por entender que o texto foca na mulher porque é esta que dá a luz, mesmo assim, advindo de um texto extremamente patriarcal como este, focar-se na mulher somente, como definidora da linhagem já é algo realmente interessante. Mais interessante ainda é o fato de ainda hoje os hebreus definirem um hebreu legítimo por sua mãe, não por seu pai. Não que um filho de um homem hebreu e de uma mulher gentia não possa optar pela religião judaica, mas no contexto de linhagem quem define é a mulher, não o homem. Isto pode ser apenas um mero reflexo da querela entre os filhos do patriarca mor deles, Abraão, um filho da mulher legítima, Sarah, e sua parente e os demais filhos de outras mulheres em especial um, filho de uma escrava, Aghar.
Estamos portanto diante de uma sociedade, de uma religião patriarcal, onde os homem assumem o controle da mesma mas algo interessante acontece quando a linhagem é para ser definida: para a 'pureza' racial da raça a 'pureza' racial da mulher é mais importante que a 'pureza' racial do homem.
Será realmente um reflexo do que aconteceu com Abraão ou isto sinaliza algo mais antigo ainda...algo na origem da própria raça humana?
Encontramos este tipo de situação também no Egito antigo.
Quem reinava era um homem, um faraó, portanto estamos diante de um estado e sociedade patriarcais; mas quem definia QUEM seria o faraó era...A MÃE deste!
Assim havia vários casamentos entre parentes pois o herdeiro deveria ter o sangue faraônico, mais puro possível. Raros foram os faraós filhos de mulheres que não da linhagem real, ou seja, do próprio faraó anterior.
Havia portanto casos de casamentos entre irmãos e irmãs, filha e pai, primo e prima, tio e sobrinha e assim por diante, só para preservar-se a linhagem sagrada que era definida pela mulher, não pelo homem.
Então perguntamos de novo:
De onde tudo isto veio?
Será que não estamos diante deste velho mito, deste velho embate edênico que define que a linhagem serpentina iria se defrontar pelos milênios afora com a linhagem da mulher?
E mais:
O que seria...linhagem serpentina e o que seria linhagem da mulher?
Talvez os indícios estejam mais profundamente distantes ainda...
Na suméria antiga esta querela vai mais além, atinge os deuses e deusas.
Símbolo de Enlil
Enlil o deus do ar, do vento e das tempestades era o herdeiro oficial de Anu, o deus supremo do céu, em detrimento de Ea o deus das águas e da terra(Enki) porque Enlil era o filho da deusa consorte oficial do deus supremo, que ironicamente era a própria terra ou deusa da terra e Enki considerado senhor da terra era filho de outra deusa, esta concubina, apesar de ser o primogênito não era o herdeiro legal.
Isto gerou uma guerra dinástica entre os dois deuses que muitos estudiosos associam à tal guerra entre os descendentes da serpente e da mulher pois no mito sumério é Ea quem faz o papel da Serpente enquanto Enlil faz o de Jeová.
Ea/Enki era também associado ao conhecimento e à sabedoria, mais um reflexo de seu papel no drama humano do Éden?
Possivelmente, pois os animais que o simbolizavam era o peixe(Ea deus das águas), o capricórnio(Enki senhor da terra) e a serpente(senhor do conhecimento e da sabedoria, detentor dos mistérios da vida e da morte).
Só que no mito sumério ele age à bem da humanidade, porque o irmão quer ocultar desta o conhecimento.
Portanto no mito do Éden sumério o Senhor do jardim, que nele passeia a procura de Adão nada mais é que Enlil, o deus do ar, do vento, dos trovões e das tempestades(atributos aliás muito associados a Yahveh) só que diferente do mito bíblico não é Enlil quem cria os humanos mas Enki e sua irmã. Enlil entretanto assume por direito de hereditariedade o comando, ou seja; a realeza sobre os deuses e sobre os humanos.
Ea vendo que Enlil não tinha nenhum interesse real no progresso humano, e como parte de sua estratégia de guerra contra o irmão, também vale-se dizer, assume o papel da Serpente do paraíso para conceder aos humanos aquilo que o irmão não quer, o conhecimento do bem e do mal.
Neste sentido a maldição de Enlil simboliza algo diferente. Não demonstra que a linhagem serpentina é má mas que o efeito desejado pelo irmão não surtiria efeito. Ele e sua linhagem(seres dotados de conhecimento e de sabedoria superior) seriam estigmatizados pelos demais humanos como vilões e não como o herói que ele queria ser. Enlil inverte soberbamente o jogo e faz o irmão aparecer como o vilão da história e todos aqueles que participam de sua natureza quer física ou espiritual idem.
Símbolo de Ea/Enki
Mas o mito não cansa de buscar novos significados...ou melhor dizendo, de nos ACENAR para novos significados.
Alguns estudiosos, baseados em leituras literais bíblicas descrevem que estamos aqui falando primeiro da oposição e repulsa que existe, praticamente natural entre as víboras e os seres humanos. Mas só isto não explica porque a linhagem é especificamente fundamentada na mulher somente.
Outros dizem que estamos em verdade diante de um embate espiritual e a linhagem serpentina são os filhos do maligno e a da mulher os filhos de Deus.
Outros advogam que a linhagem da serpente é a linhagem decaída de Caim e a da mulher a de Abel (depois Seth)sem perceberem ou darem importância ao fato que AMBOS nasceram da mulher.
Alguns entretanto perceberam e para tentarem explicar isto dizem que em verdade o fruto proibido que a Serpente dá a Eva nada mais é que uma relação sexual espúria e depois esta se relaciona também com Adão nascendo então dois filhos; um da Serpente...Caim e outro de Adão...Abel...
Isto por mais esdrúxulo que possa parecer tem origem em diversos mitos antigos de relação sexual entre deuses, deusas e mortais.
Helena e Castor eram considerados filhos de Zeus e sua mãe humana enquanto seus irmãos gêmeos, Clitemnestra e Polux eram filhos do rei, o marido de sua mãe. Portanto Helena e Castor eram semideuses e seus irmãos não eram.
Héracles era filho de Zeus com a esposa de um outro rei, para fazer o filho Zeus assumiu as feições do marido desta para se relacionar com ela(no caso anterior ele assumiu a forma de um cisne).
Arthur Pendragon era filho de Uther Pendragon com Ilgraine, mãe de Morgana, gerado quando Uther assumiu as feições de Gorlois, ou seja; de fato assumiu o corpo, a integridade física completa do outro, mas a alma que animava aquele corpo era de Uther. Portanto quando dizemos que Arthur era meio irmão de Morgana nos fixamos apenas nas almas de seus pais, não nos corpos, pois Uther pela magia de Merlim assumiu completamente o físico de Gorlois e nisto, deduzimos, até o sêmen, portanto fisicamente em realidade se fosse feito um teste de DNA não seria vista diferença nenhuma entre Morgana e Arthur, seriam fisicamente filhos do mesmo pai, mas as almas que animavam os corpos destes pais eram completamente diferentes, e era aqui que estava para Morgana a diferença. Ela como bruxa em potencial, viu através do físico do homem que se dizia duque de Cornwall, a alma do rei Pendragon e reconheceu assim que aquele que possuiu sua mãe, não era seu verdadeiro pai de fato.
Voltando ao Éden..
Mas seria isto uma explicação para a questão dos termos: linhagem da serpente e da mulher?
Porque mesmo assim, o texto não dá a entender que Caim era filho da Serpente e Abel de Adão pois fala somente em LINHAGEM DA MULHER e neste ponto ambos o eram e ambos são associados a Adão como filhos.
Neste sentido a interpretação espiritual destas duas linhagens parece ser a mais exata conforme o mito...
Estamos diante de duas linhagens espirituais: uma nascida da serpente ou seja, filha das inclinações nascidas pelo despertar do conhecimento do bem e do mal da forma como foi feito e que se inclinariam para o lado trevoso da força. E outra, que nascidas nas mesmas condições entretanto se voltaria para o lado luminoso da força!
Mas ainda assim o termo...LINHAGEM DA MULHER intriga pois de qualquer forma estes filhos e filhas seriam dela e de Adão!
Será que o texto foca na mulher porque foi ela a vítima da serpente direta enquanto Adão foi a aderente?
Ou tem algo mais nisto tudo?
Bem, os judeus viram aqui uma referência ao futuro messias, como LINHAGEM DA MULHER e os cristãos uma referência a Cristo. Contudo os judeus não imaginam o messias como filho de Deus diretamente em uma mulher como os cristãos mas filho de Deus em um sentido de que a alma do messias desce de uma esfera de luz muito próxima a Deus, intermediária entre as demais almas humanas e o mundo divino, é espiritualmente um ser realmente especial mas seu nascimento é absolutamente natural, requerendo apenas para isto um pai e uma mãe extremamente evoluídos geneticamente dentro da raça deles e principalmente evoluídos espiritualmente.
É, como nos termos new age de hoje em dia...uma alma avatárica para nascer deve nascer de dois seres humanos que atingiram a maestria ou seja; o grau de mestre(a) ascenso(a), aliás, é assim que o esoterismo vê as figuras de José(Saint Germain) e Maria(um ser celeste encarnado como mulher, um arcanjo feminino)...portanto Jesus o Cristo é de fato um ser especial, um avatar, nascido de pais especiais, num ato de sexo sagrado, onde é criada para si TODAS as condições para que o elemento divino se insira em seu nascimento não só pela origem de onde vem sua augusta pessoa mas pelo poder do ritual sexual dos dois seres que são seus pais o qual atraem no ato o clima exato do divino para tal encarne. Neste sentido Deus ou o divino é também parte ativa nesta paternidade.
Desta forma parece que A LINHAGEM DA MULHER define um tipo de nascimento onde um ente sagrado encarna-se em um ventre de tal forma tomado pela energia divina que esta entidade independente de ser filha de Deus como advoga a ortodoxia(lembre-se, se Deus é Deus nada lhe é impossível, inclusive nascer como a ortodoxia advoga), de um ser de alta hierarquia espiritual como José era, ou por inseminação artificial como advogam os que defendem a teoria alienígena, o fato é que A MULHER é o fator preponderante no nascimento mais até do que o próprio pai...
E dai podemos entender que se dá o mesmo com a Serpente e sua linhagem...
Para entendermos isto, precisamos ver aqui muito mais que o mero animal. Precisamos ver algum tipo de ser especial, quer o tal Maligno da ortodoxia cristã, a Lilith da tradição hebraica, ou um tipo de raça alienígena serpentina, mas algo que defina conclusivamente que tais entidades trazem dentro de si o germe de sua filiação.
Seja o que for as duas raças são antagônicas...rivais entre si e causariam dano uma a outra.
A raça serpentina morderia o calcanhar da linhagem da mulher, mas esta faria pior; esmagaria a cabeça da Serpente.
Veja bem, esmagaria a cabeça da Serpente, não a cabeça de sua linhagem dando a entender que A MULHER ESMAGARIA FINALMENTE A CABEÇA DA SERPENTE...
Outros entendem que O FILHO DA MULHER esmagaria a cabeça da SERPENTE...
Parece igual mais não é...
Numa visão é a mulher que esmaga a cabeça da rival em outra é seu filho que é interpretado como sua linhagem, um filho específico e não toda a raça humana.
É aqui que nasce o contexto messiânico!
Se a Mulher esmagar a cabeça da Serpente a mãe do Messias torna-se mais importante do que ele, mesmo que seja interpretado que este ato dela em esmagar a cabeça da Serpente seja o dar à luz ao Messias, àquele que de fato empreenderá a guerra final contra a Serpente e lhe dará o golpe mortal.
A geração do messias torna-se mais importante que seu ato libertador futuro!
Ou pelo menos no mínimo, Mãe e Filho ganham importância igual no mito e podem AMBOS serem vistos como esmagadores da cabeça da Serpente!
E parece que esta foi a visão mais antiga do mito em praticamente TODAS as religiões antigas, pois se existe um mito extremamente comum no mundo é este... da Mãe divina e de seu filho vencedores de um grande rival do mal, algumas vezes o próprio pai do Deus.
Na mitologia egípcia é Isis e Hórus vencedores de Seth irmão e tio de ambos e o assassino do marido(e também irmão) e pai Osíris.
Na mitologia grega primeiro é Cronos filho de Gaia e Urano, depois o próprio Cronos com sua mulher Réia e seu filho Zeus que exemplificam este mito.
Depois a mãe de Héracles teria o mesmo tipo de problema mas seu inimigo é nada mais, nada menos que Hera, mulher oficial de Zeus e paradoxalmente aquela que nomina o próprio filho da rival que persegue.
Na mitologia nórdica Thor deus do trovão e das tempestades é filho da deusa terra com Odin, deus do céu e é perseguido ferozmente por Loki(no fim dos tempos há a batalha final entre ele e a própria serpente de Midgard, uma entidade que em realidade durante todo o mito o próprio Loki simboliza), descendente dos gigantes do gelo, ou é Balder deus da luz, filho de Odin e sua esposa oficial Freya e o inimigo o mesmo Loki.
No mito de Arthur é sua irmã Morgana em algumas versões do mito ou sua tia Morgause em outras que assume a função da Serpente, de perseguir o rei escolhido, o filho especial, nascido do ritual sagrado perpetrado por Merlim e Avalon. Esta simbologia se torna mais interessante se notarmos que o sobrenome do rei é Pendragon ou seja, grande dragão ou cabeça do dragão, mas não nos esqueçamos que no mito dois dragões duelam embaixo da montanha onde esta o castelo de Vortigern, um simboliza o rei e outro o filho do rei que ele destronou para reinar...Uther...e este último seria o vencedor.
Portanto uma Serpente, um Dragão benigno e um(a) maligno(a).
Em outras palavras, a linhagem da Serpente não é propriamente e necessariamente ligada somente a esta coisa maléfica mas tem outra conotação que não envolve o mal mas a iluminação(como inclusive vimos no mito de Ea/Enki e Enlil).
Portanto pensei o seguinte:
A linhagem serpentina na raça humana é a linhagem daqueles que são dominados pela energia da kundalini ao invés de dominá-la.
A linhagem da mulher são aqueles que dominam esta energia serpentina que é feminina, portanto dai o porque de serem LINHAGEM DA MULHER, através da alquimia do casamento sagrado entre esta e Shiva no chakra coronário.
Este casamento alquímico interno define uma entidade que DOMINA a energia serpentina, feminina, uma entidade que se torna FILHO DA MULHER, filho não de LILITH, a mulher sem controle e indomável, mas de EVA, a mulher em pleno casamento ALQUÍMICO com Adão ou Shiva no centro do Ser, não submissa a ele, mas em igualdade absoluta de condições com este sua SHAKTI...
A união entre masculino e feminino portanto é vital para a geração desta linhagem da mulher internamente mas pelo fato da energia original a ser controlada ser feminina, a antiga Lilith indomável, tanto uma linhagem quanto a outra são consideradas de fato e de direito...FEMININAS!
Afinal das trevas(símbolo do sagrado feminino em muitas tradições, o útero negro, o Yin) surge, se manifesta a luz(o símbolo do sagrado masculino, o fiat de lux, o Yang)...originalmente ambas coexistem no eterno infinito, mas como manifestação, como vida, a luz surge, se manifesta das trevas.
Pois no mistério do despertar da kundalini é ela quem sobe em busca do amado, de Shiva, da luz, no coronário e quando lá chega ambos descem para a câmara nupcial no cardíaco para o enlace sagrado entre Deus e Deusa e dai descem até o local de origem da serpente, o básico, plenamente unidos, e um novo ser nasce...DIVINDADE EM FORMA HUMANA!
Não somos aqui donos da razão, dai o porque de colocarmos diversas interpretações que se dão ao mito e também a nossa. Mas sempre temos ciência que fica algum fio solto, aqui ou acolá que desperta novas perguntas e novas indagações em leitores mais atentos. E isto é bom, mostra que o mito é rico em interpretações, rico em leituras que podem ser feitas, e novos insights que podem surgir além daqueles que tivemos e outros tiveram e que as tradições apregoam.
Desta forma, por milênios o mistério entre estas duas linhagens perdura, e talvez até hoje estejamos vendo reflexos deste embate seja lá o que ele signifique.
Estudiosos de ufologia por exemplo, dizem que entre nós humanos esta encarnada uma linhagem serpentina que se disfarça de humanos, mas que em essência permanecem o que são, serpentes. E são inimigos figadais dos demais humanos, procurando dominá-los. Neste caso não há um filho especial, mas a especialidade está nas duas mães...A Serpente e a Mulher(duas raças, uma extraterrestre e outra terrestre) e suas linhagens são meras consequências de seu duelo original.
Assim estes mitos podem velar contatos entre raças diversas, quer daqui da terra mesmo mas de tronco evolutivos diferentes; ou alguma raça alienígena misturada conosco; ou um profundo simbolismo cósmico espiritual entre um ente que simboliza o mal universal conhecido por Dragão e a Mulher mãe do Redentor; ou quiça um ser que foi demonizado mas no fundo só queria frustrar o irmão(ambos tão extremamente evoluídos que para nós seriam como deuses) que era, este sim, o vilão de fato mas que soube manipular os pauzinhos para que o jogo virasse ao seu favor; ou por fim podem ser lidos como fiz, como mistérios interiores do ser humano.
O importante para mim é saber que a simples leitura literal do texto é insuficiente para que se possa dizer que o compreendeu, e a liberdade de leituras diversas uma necessidade para ao menos arranharmos o verdadeiro significado do mesmo.
Para encerrar o embate final entre estas duas linhagens se dará no futuro quando finalmente chegar um termo decisivo entre as duas linhagens:
E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.
E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.
E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.
E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos;
Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus.
E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.
E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.
E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte.
¶ Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo.
E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem.
E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.
E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar.
E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.
Apocalipse 12:1-17
Literalmente este texto de Apocalipse não deixa dúvidas...a linhagem da mulher tanto é uma criança especial, quanto um grupo de entidades que são da luz e o da serpente o oposto.
Mas como disse, mesmo aqui poderíamos ver outras leituras, outras interpretações, como aquela que vê nesta mulher não Maria e Jesus, Mas Maria Madalena e o descendente de Jesus mais a verdadeira igreja, aquela que guarda o graal, ou seja; o mistério da linhagem da mulher, tanto da Eva original, quanto de Isis, de Devaki, de Maya, de Maria a virgem, quanto de sua suposta nora, Madalena...a linhagem do graal.
E a serpente e dragão seria a ortodoxia, a igreja oficial, o fundamentalismo de toda e qualquer religião, não somente a cristã, que tenta por todos os meios destruir a verdadeira linhagem sagrada, sempre oculta nos mitos dos povos e nações desde a fundação dos tempos através de mitos similares como Rama, Krishna, Buda, Hórus, Mitra, Dioniso e Cristo Jesus.
Enfim, interpretações, dentro de interpretações, como uma camada de cebola...
Paz e Bem
Valter Taliesin
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Fonte Youtube
FONTE DE IMAGENS GOOGLE
A LINHAGEM DA MULHER E A LINHAGEM DA SERPENTE...
E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Gênesis 3:15
Percebam que a 'maldição', a punição divina recai exclusivamente sobre duas linhagens: da Serpente e da Mulher.
Este termo, esta palavra, 'maldição', esta entre pontos porque na verdade não estamos diante de uma maldição mas de uma DESCRIÇÃO dos efeitos da queda.
O que intriga contudo não é isto, mas o fato de a guerra entre linhagens proposta pelo texto acontecer entre a linhagem da Serpente e DA MULHER...não da mulher e do homem!!!
Mesmo que optássemos por entender que o texto foca na mulher porque é esta que dá a luz, mesmo assim, advindo de um texto extremamente patriarcal como este, focar-se na mulher somente, como definidora da linhagem já é algo realmente interessante. Mais interessante ainda é o fato de ainda hoje os hebreus definirem um hebreu legítimo por sua mãe, não por seu pai. Não que um filho de um homem hebreu e de uma mulher gentia não possa optar pela religião judaica, mas no contexto de linhagem quem define é a mulher, não o homem. Isto pode ser apenas um mero reflexo da querela entre os filhos do patriarca mor deles, Abraão, um filho da mulher legítima, Sarah, e sua parente e os demais filhos de outras mulheres em especial um, filho de uma escrava, Aghar.
Estamos portanto diante de uma sociedade, de uma religião patriarcal, onde os homem assumem o controle da mesma mas algo interessante acontece quando a linhagem é para ser definida: para a 'pureza' racial da raça a 'pureza' racial da mulher é mais importante que a 'pureza' racial do homem.
Será realmente um reflexo do que aconteceu com Abraão ou isto sinaliza algo mais antigo ainda...algo na origem da própria raça humana?
Encontramos este tipo de situação também no Egito antigo.
Quem reinava era um homem, um faraó, portanto estamos diante de um estado e sociedade patriarcais; mas quem definia QUEM seria o faraó era...A MÃE deste!
Assim havia vários casamentos entre parentes pois o herdeiro deveria ter o sangue faraônico, mais puro possível. Raros foram os faraós filhos de mulheres que não da linhagem real, ou seja, do próprio faraó anterior.
Havia portanto casos de casamentos entre irmãos e irmãs, filha e pai, primo e prima, tio e sobrinha e assim por diante, só para preservar-se a linhagem sagrada que era definida pela mulher, não pelo homem.
Então perguntamos de novo:
De onde tudo isto veio?
Será que não estamos diante deste velho mito, deste velho embate edênico que define que a linhagem serpentina iria se defrontar pelos milênios afora com a linhagem da mulher?
E mais:
O que seria...linhagem serpentina e o que seria linhagem da mulher?
Talvez os indícios estejam mais profundamente distantes ainda...
Na suméria antiga esta querela vai mais além, atinge os deuses e deusas.
Símbolo de Enlil
Enlil o deus do ar, do vento e das tempestades era o herdeiro oficial de Anu, o deus supremo do céu, em detrimento de Ea o deus das águas e da terra(Enki) porque Enlil era o filho da deusa consorte oficial do deus supremo, que ironicamente era a própria terra ou deusa da terra e Enki considerado senhor da terra era filho de outra deusa, esta concubina, apesar de ser o primogênito não era o herdeiro legal.
Isto gerou uma guerra dinástica entre os dois deuses que muitos estudiosos associam à tal guerra entre os descendentes da serpente e da mulher pois no mito sumério é Ea quem faz o papel da Serpente enquanto Enlil faz o de Jeová.
Ea/Enki era também associado ao conhecimento e à sabedoria, mais um reflexo de seu papel no drama humano do Éden?
Possivelmente, pois os animais que o simbolizavam era o peixe(Ea deus das águas), o capricórnio(Enki senhor da terra) e a serpente(senhor do conhecimento e da sabedoria, detentor dos mistérios da vida e da morte).
Só que no mito sumério ele age à bem da humanidade, porque o irmão quer ocultar desta o conhecimento.
Portanto no mito do Éden sumério o Senhor do jardim, que nele passeia a procura de Adão nada mais é que Enlil, o deus do ar, do vento, dos trovões e das tempestades(atributos aliás muito associados a Yahveh) só que diferente do mito bíblico não é Enlil quem cria os humanos mas Enki e sua irmã. Enlil entretanto assume por direito de hereditariedade o comando, ou seja; a realeza sobre os deuses e sobre os humanos.
Ea vendo que Enlil não tinha nenhum interesse real no progresso humano, e como parte de sua estratégia de guerra contra o irmão, também vale-se dizer, assume o papel da Serpente do paraíso para conceder aos humanos aquilo que o irmão não quer, o conhecimento do bem e do mal.
Neste sentido a maldição de Enlil simboliza algo diferente. Não demonstra que a linhagem serpentina é má mas que o efeito desejado pelo irmão não surtiria efeito. Ele e sua linhagem(seres dotados de conhecimento e de sabedoria superior) seriam estigmatizados pelos demais humanos como vilões e não como o herói que ele queria ser. Enlil inverte soberbamente o jogo e faz o irmão aparecer como o vilão da história e todos aqueles que participam de sua natureza quer física ou espiritual idem.
Símbolo de Ea/Enki
Mas o mito não cansa de buscar novos significados...ou melhor dizendo, de nos ACENAR para novos significados.
Alguns estudiosos, baseados em leituras literais bíblicas descrevem que estamos aqui falando primeiro da oposição e repulsa que existe, praticamente natural entre as víboras e os seres humanos. Mas só isto não explica porque a linhagem é especificamente fundamentada na mulher somente.
Outros dizem que estamos em verdade diante de um embate espiritual e a linhagem serpentina são os filhos do maligno e a da mulher os filhos de Deus.
Outros advogam que a linhagem da serpente é a linhagem decaída de Caim e a da mulher a de Abel (depois Seth)sem perceberem ou darem importância ao fato que AMBOS nasceram da mulher.
Alguns entretanto perceberam e para tentarem explicar isto dizem que em verdade o fruto proibido que a Serpente dá a Eva nada mais é que uma relação sexual espúria e depois esta se relaciona também com Adão nascendo então dois filhos; um da Serpente...Caim e outro de Adão...Abel...
Isto por mais esdrúxulo que possa parecer tem origem em diversos mitos antigos de relação sexual entre deuses, deusas e mortais.
Helena e Castor eram considerados filhos de Zeus e sua mãe humana enquanto seus irmãos gêmeos, Clitemnestra e Polux eram filhos do rei, o marido de sua mãe. Portanto Helena e Castor eram semideuses e seus irmãos não eram.
Héracles era filho de Zeus com a esposa de um outro rei, para fazer o filho Zeus assumiu as feições do marido desta para se relacionar com ela(no caso anterior ele assumiu a forma de um cisne).
Arthur Pendragon era filho de Uther Pendragon com Ilgraine, mãe de Morgana, gerado quando Uther assumiu as feições de Gorlois, ou seja; de fato assumiu o corpo, a integridade física completa do outro, mas a alma que animava aquele corpo era de Uther. Portanto quando dizemos que Arthur era meio irmão de Morgana nos fixamos apenas nas almas de seus pais, não nos corpos, pois Uther pela magia de Merlim assumiu completamente o físico de Gorlois e nisto, deduzimos, até o sêmen, portanto fisicamente em realidade se fosse feito um teste de DNA não seria vista diferença nenhuma entre Morgana e Arthur, seriam fisicamente filhos do mesmo pai, mas as almas que animavam os corpos destes pais eram completamente diferentes, e era aqui que estava para Morgana a diferença. Ela como bruxa em potencial, viu através do físico do homem que se dizia duque de Cornwall, a alma do rei Pendragon e reconheceu assim que aquele que possuiu sua mãe, não era seu verdadeiro pai de fato.
Voltando ao Éden..
Mas seria isto uma explicação para a questão dos termos: linhagem da serpente e da mulher?
Porque mesmo assim, o texto não dá a entender que Caim era filho da Serpente e Abel de Adão pois fala somente em LINHAGEM DA MULHER e neste ponto ambos o eram e ambos são associados a Adão como filhos.
Neste sentido a interpretação espiritual destas duas linhagens parece ser a mais exata conforme o mito...
Estamos diante de duas linhagens espirituais: uma nascida da serpente ou seja, filha das inclinações nascidas pelo despertar do conhecimento do bem e do mal da forma como foi feito e que se inclinariam para o lado trevoso da força. E outra, que nascidas nas mesmas condições entretanto se voltaria para o lado luminoso da força!
Mas ainda assim o termo...LINHAGEM DA MULHER intriga pois de qualquer forma estes filhos e filhas seriam dela e de Adão!
Será que o texto foca na mulher porque foi ela a vítima da serpente direta enquanto Adão foi a aderente?
Ou tem algo mais nisto tudo?
Bem, os judeus viram aqui uma referência ao futuro messias, como LINHAGEM DA MULHER e os cristãos uma referência a Cristo. Contudo os judeus não imaginam o messias como filho de Deus diretamente em uma mulher como os cristãos mas filho de Deus em um sentido de que a alma do messias desce de uma esfera de luz muito próxima a Deus, intermediária entre as demais almas humanas e o mundo divino, é espiritualmente um ser realmente especial mas seu nascimento é absolutamente natural, requerendo apenas para isto um pai e uma mãe extremamente evoluídos geneticamente dentro da raça deles e principalmente evoluídos espiritualmente.
É, como nos termos new age de hoje em dia...uma alma avatárica para nascer deve nascer de dois seres humanos que atingiram a maestria ou seja; o grau de mestre(a) ascenso(a), aliás, é assim que o esoterismo vê as figuras de José(Saint Germain) e Maria(um ser celeste encarnado como mulher, um arcanjo feminino)...portanto Jesus o Cristo é de fato um ser especial, um avatar, nascido de pais especiais, num ato de sexo sagrado, onde é criada para si TODAS as condições para que o elemento divino se insira em seu nascimento não só pela origem de onde vem sua augusta pessoa mas pelo poder do ritual sexual dos dois seres que são seus pais o qual atraem no ato o clima exato do divino para tal encarne. Neste sentido Deus ou o divino é também parte ativa nesta paternidade.
Desta forma parece que A LINHAGEM DA MULHER define um tipo de nascimento onde um ente sagrado encarna-se em um ventre de tal forma tomado pela energia divina que esta entidade independente de ser filha de Deus como advoga a ortodoxia(lembre-se, se Deus é Deus nada lhe é impossível, inclusive nascer como a ortodoxia advoga), de um ser de alta hierarquia espiritual como José era, ou por inseminação artificial como advogam os que defendem a teoria alienígena, o fato é que A MULHER é o fator preponderante no nascimento mais até do que o próprio pai...
E dai podemos entender que se dá o mesmo com a Serpente e sua linhagem...
Para entendermos isto, precisamos ver aqui muito mais que o mero animal. Precisamos ver algum tipo de ser especial, quer o tal Maligno da ortodoxia cristã, a Lilith da tradição hebraica, ou um tipo de raça alienígena serpentina, mas algo que defina conclusivamente que tais entidades trazem dentro de si o germe de sua filiação.
Seja o que for as duas raças são antagônicas...rivais entre si e causariam dano uma a outra.
A raça serpentina morderia o calcanhar da linhagem da mulher, mas esta faria pior; esmagaria a cabeça da Serpente.
Veja bem, esmagaria a cabeça da Serpente, não a cabeça de sua linhagem dando a entender que A MULHER ESMAGARIA FINALMENTE A CABEÇA DA SERPENTE...
Outros entendem que O FILHO DA MULHER esmagaria a cabeça da SERPENTE...
Parece igual mais não é...
Numa visão é a mulher que esmaga a cabeça da rival em outra é seu filho que é interpretado como sua linhagem, um filho específico e não toda a raça humana.
É aqui que nasce o contexto messiânico!
Se a Mulher esmagar a cabeça da Serpente a mãe do Messias torna-se mais importante do que ele, mesmo que seja interpretado que este ato dela em esmagar a cabeça da Serpente seja o dar à luz ao Messias, àquele que de fato empreenderá a guerra final contra a Serpente e lhe dará o golpe mortal.
A geração do messias torna-se mais importante que seu ato libertador futuro!
Ou pelo menos no mínimo, Mãe e Filho ganham importância igual no mito e podem AMBOS serem vistos como esmagadores da cabeça da Serpente!
E parece que esta foi a visão mais antiga do mito em praticamente TODAS as religiões antigas, pois se existe um mito extremamente comum no mundo é este... da Mãe divina e de seu filho vencedores de um grande rival do mal, algumas vezes o próprio pai do Deus.
Na mitologia egípcia é Isis e Hórus vencedores de Seth irmão e tio de ambos e o assassino do marido(e também irmão) e pai Osíris.
Na mitologia grega primeiro é Cronos filho de Gaia e Urano, depois o próprio Cronos com sua mulher Réia e seu filho Zeus que exemplificam este mito.
Depois a mãe de Héracles teria o mesmo tipo de problema mas seu inimigo é nada mais, nada menos que Hera, mulher oficial de Zeus e paradoxalmente aquela que nomina o próprio filho da rival que persegue.
Na mitologia nórdica Thor deus do trovão e das tempestades é filho da deusa terra com Odin, deus do céu e é perseguido ferozmente por Loki(no fim dos tempos há a batalha final entre ele e a própria serpente de Midgard, uma entidade que em realidade durante todo o mito o próprio Loki simboliza), descendente dos gigantes do gelo, ou é Balder deus da luz, filho de Odin e sua esposa oficial Freya e o inimigo o mesmo Loki.
No mito de Arthur é sua irmã Morgana em algumas versões do mito ou sua tia Morgause em outras que assume a função da Serpente, de perseguir o rei escolhido, o filho especial, nascido do ritual sagrado perpetrado por Merlim e Avalon. Esta simbologia se torna mais interessante se notarmos que o sobrenome do rei é Pendragon ou seja, grande dragão ou cabeça do dragão, mas não nos esqueçamos que no mito dois dragões duelam embaixo da montanha onde esta o castelo de Vortigern, um simboliza o rei e outro o filho do rei que ele destronou para reinar...Uther...e este último seria o vencedor.
Portanto uma Serpente, um Dragão benigno e um(a) maligno(a).
Em outras palavras, a linhagem da Serpente não é propriamente e necessariamente ligada somente a esta coisa maléfica mas tem outra conotação que não envolve o mal mas a iluminação(como inclusive vimos no mito de Ea/Enki e Enlil).
Portanto pensei o seguinte:
A linhagem serpentina na raça humana é a linhagem daqueles que são dominados pela energia da kundalini ao invés de dominá-la.
A linhagem da mulher são aqueles que dominam esta energia serpentina que é feminina, portanto dai o porque de serem LINHAGEM DA MULHER, através da alquimia do casamento sagrado entre esta e Shiva no chakra coronário.
Este casamento alquímico interno define uma entidade que DOMINA a energia serpentina, feminina, uma entidade que se torna FILHO DA MULHER, filho não de LILITH, a mulher sem controle e indomável, mas de EVA, a mulher em pleno casamento ALQUÍMICO com Adão ou Shiva no centro do Ser, não submissa a ele, mas em igualdade absoluta de condições com este sua SHAKTI...
A união entre masculino e feminino portanto é vital para a geração desta linhagem da mulher internamente mas pelo fato da energia original a ser controlada ser feminina, a antiga Lilith indomável, tanto uma linhagem quanto a outra são consideradas de fato e de direito...FEMININAS!
Afinal das trevas(símbolo do sagrado feminino em muitas tradições, o útero negro, o Yin) surge, se manifesta a luz(o símbolo do sagrado masculino, o fiat de lux, o Yang)...originalmente ambas coexistem no eterno infinito, mas como manifestação, como vida, a luz surge, se manifesta das trevas.
Pois no mistério do despertar da kundalini é ela quem sobe em busca do amado, de Shiva, da luz, no coronário e quando lá chega ambos descem para a câmara nupcial no cardíaco para o enlace sagrado entre Deus e Deusa e dai descem até o local de origem da serpente, o básico, plenamente unidos, e um novo ser nasce...DIVINDADE EM FORMA HUMANA!
Não somos aqui donos da razão, dai o porque de colocarmos diversas interpretações que se dão ao mito e também a nossa. Mas sempre temos ciência que fica algum fio solto, aqui ou acolá que desperta novas perguntas e novas indagações em leitores mais atentos. E isto é bom, mostra que o mito é rico em interpretações, rico em leituras que podem ser feitas, e novos insights que podem surgir além daqueles que tivemos e outros tiveram e que as tradições apregoam.
Desta forma, por milênios o mistério entre estas duas linhagens perdura, e talvez até hoje estejamos vendo reflexos deste embate seja lá o que ele signifique.
Estudiosos de ufologia por exemplo, dizem que entre nós humanos esta encarnada uma linhagem serpentina que se disfarça de humanos, mas que em essência permanecem o que são, serpentes. E são inimigos figadais dos demais humanos, procurando dominá-los. Neste caso não há um filho especial, mas a especialidade está nas duas mães...A Serpente e a Mulher(duas raças, uma extraterrestre e outra terrestre) e suas linhagens são meras consequências de seu duelo original.
Assim estes mitos podem velar contatos entre raças diversas, quer daqui da terra mesmo mas de tronco evolutivos diferentes; ou alguma raça alienígena misturada conosco; ou um profundo simbolismo cósmico espiritual entre um ente que simboliza o mal universal conhecido por Dragão e a Mulher mãe do Redentor; ou quiça um ser que foi demonizado mas no fundo só queria frustrar o irmão(ambos tão extremamente evoluídos que para nós seriam como deuses) que era, este sim, o vilão de fato mas que soube manipular os pauzinhos para que o jogo virasse ao seu favor; ou por fim podem ser lidos como fiz, como mistérios interiores do ser humano.
O importante para mim é saber que a simples leitura literal do texto é insuficiente para que se possa dizer que o compreendeu, e a liberdade de leituras diversas uma necessidade para ao menos arranharmos o verdadeiro significado do mesmo.
Para encerrar o embate final entre estas duas linhagens se dará no futuro quando finalmente chegar um termo decisivo entre as duas linhagens:
E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.
E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.
E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.
E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos;
Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus.
E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.
E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.
E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte.
¶ Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo.
E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem.
E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.
E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar.
E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.
Apocalipse 12:1-17
Literalmente este texto de Apocalipse não deixa dúvidas...a linhagem da mulher tanto é uma criança especial, quanto um grupo de entidades que são da luz e o da serpente o oposto.
Mas como disse, mesmo aqui poderíamos ver outras leituras, outras interpretações, como aquela que vê nesta mulher não Maria e Jesus, Mas Maria Madalena e o descendente de Jesus mais a verdadeira igreja, aquela que guarda o graal, ou seja; o mistério da linhagem da mulher, tanto da Eva original, quanto de Isis, de Devaki, de Maya, de Maria a virgem, quanto de sua suposta nora, Madalena...a linhagem do graal.
E a serpente e dragão seria a ortodoxia, a igreja oficial, o fundamentalismo de toda e qualquer religião, não somente a cristã, que tenta por todos os meios destruir a verdadeira linhagem sagrada, sempre oculta nos mitos dos povos e nações desde a fundação dos tempos através de mitos similares como Rama, Krishna, Buda, Hórus, Mitra, Dioniso e Cristo Jesus.
Enfim, interpretações, dentro de interpretações, como uma camada de cebola...
Paz e Bem
Valter Taliesin
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