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sábado, 8 de abril de 2017

O CETRO E O CAJADO - Símbolos do Poder divino em nós -

Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.

Salmos 23:4




No antigo Egito a vara e o cajado do pastor eram os maiores símbolos de poder do trono faraônico conjuntamente as corôas duplas do alto e baixo Egito.

Cetro duplo e corôa dupla assim anunciavam ao povo que tinham no Faraó um pai mais que um rei e um deus. Claro que como tudo que é humano e passível de falhas nem sempre isto funcionava a contento e um ou outro 'sangue ruim' deve ter ostentando o poder real e divino mas existem pessoas que ficaram na História como emblemáticas deste duplo poder...de rei e pastor, de humano e divino dos grandes faraós: os dois mais importantes foram com toda certeza Akhenaton e Ramsés 2 não só por celebridade mas principalmente pelo tanto que influíram na cultura e sociedades egípcias e depois ficaram marcados nos anais históricos...Tutancamon filho de Akhenaton pode não ter sido um grande rei(e na verdade nem teve tempo para isto já que morreu cedo demais) mas é o mais célebre de todos os faraós...Menerptah filho de Ramsés 2, Seti I seu pai, os Amenófis com destaque para o terceiro pai de Akhenaton(que antes da mudança de nome era o quarto), Horemheb, Ramsés 3 o último grande faraó autóctone, os Tutmés e até uma rainha que reinou como faraó...Hatshepsut...foram grandes ícones deste poder. Mesmo os reis de origem grega os Ptolomeus(não todos evidentemente) e Cleópatra alcançaram grande primazia e importância em uma época mais tardia, e mesclando as tradições gregas e egípcias souberam manter a aura de 'pai dos povos' do monarca.

Aqui no salmo 23 encontramos o Senhor visto de uma forma digamos, bem egípcia( inclusive existem teorias que dizem que os salmos são em sua essência pura poética egípcia)...pastor...pai...rei...Deus...ele vela pelo seu povo...cuida de cada um deles.

O Vale de sombra e morte dizem os estudiosos, era um vale que existia mesmo nas montanhas da Judéia mas aqui ele é metáfora para duas coisas:
1. As dificuldades da vida, os momentos excruciantes onde a alma não sabe o que fazer diante dos perigos que encontra...
2. E se vermos todo o salmo como uma grande iniciação, como o momento culminante onde o discípulo encontra-se no limiar do mistério, momento este em que NADA pode lhe valer...a não ser Deus dentro de si.

Nestes momentos quer de confrontamento com as lutas da vida ou com os perigos internos que rondam o iniciado, nestes momentos se abrirmos nossos olhos para o centro do Ser ali estará o Senhor. O grande Sol central interno, esperando que deixemos absolutamente tudo em suas mãos...

Paz e Bem

Valter


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