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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mistérios das URSAS...MAIOR E MENOR

URSAS MAIOR E MENOR


Fonte:http://www.portaldoastronomo.org/npod.php?id=652

URSA MAIOR ursa menor


Fonte:http://venhammaiscinco.blogspot.com/2007/09/u-ursa-maior-ursa-menor.html


AS URSAS
As constelações Ursa Maior e Ursa Menor eram duas auxiliares preciosas na navegação no hemisfério norte. A Estrela Polar, que pertence à Ursa Menor, está praticamente sobre o Pólo Norte Celeste, e a sua altura a partir de um lugar é quase coincidente com o valor da latitude do mesmo lugar.


Quando se viaja para Sul, estas constelações vão-se aproximando do horizonte, mergulhando progressivamente no mar, até se tornarem invisíveis. É esse fenómeno que Camões descreve na seguinte estância.

Assi, passando aquelas regiões
Por onde duas vezes passa Apolo,
Dous invernos fazendo e dous verões,
Em quanto corre dum ao outro Pólo,
Por calmas, por tormentas e opressões,
Que sempre faz no mar o irado Eolo,
Vimos as Ursas, a pesar de Juno,
Banharem-se nas águas de Neptuno.

Canto V, 15
A armada já se tinha deslocado o suficiente para Sul para que as constelações das Ursas passassem abaixo do horizonte.
Camões

Fonte :Portal do astrônomo


A URSA MAIOR



Ursa Major (UMa), a Ursa Maior, é uma grande e famosa constelação do hemisfério celestial norte. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Ursae Majoris.
As constelações vizinhas são Draco, Camelopardalis, Lynx, Leo Minor, Leo, Coma Berenices, Canes Venatici e Boötes.

Outros nomes

A Ursa Maior foi vista de formas diversas por diferentes povos.
Carl Sagan, em Cosmos, mostra em seis desenhos artísticos os nomes dados a este grupo de estrelas por diversas culturas.
Seu nome era Ursa Maior para os antigos gregos e os nativos da América do Norte. A mitologia grega explica a formação da Ursa Maior como um castigo de Zeus sobre Calisto.
Em França é conhecida como A Caçarola, e na Inglaterra como O Arado.
Na China foi vista como O Burocrata Celestial, e na Índia como Os Sete Sábios.
Na Europa medieval era chamada A Carruagem, ou A Carroça de Charles.
Na Mitologia nórdica é tida como O Carro ou Carruagem de Odin, que se disfarçava de viajante[1]..
Os egípcios colocaram esta constelação dentro de um grupo maior de estrelas e a desenharam como uma procissão de um touro aparentemente puxando um homem na horizontal. Está situada proximo do polo norte celeste.

Lista das estrelas


Fonte : Wikipédia



A URSA MENOR

Ursa Minor (UMi), a Ursa Menor, é uma constelação do hemisfério celestial norte. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Ursae Minoris. Esta constelação contém a Estrela Polar, sobre o pólo celeste norte.
As constelações vizinhas são Cepheus, Camelopardalis e Draco.

Fonte : wikipédia



MITOLOGIA DAS URSAS


A constelação é tão conhecida que muitas das civilizações lhe deram um significado: para os chineses as sete estrelas representavam uma concha que oferecia comida nos tempos de fome - chamavam-lhe «Pei to», concha medidora do norte; para os hebreus também se assemelhava a uma gigantesca concha que media as quantidades de cereal; para os povos germânicos era uma carroça puxada por três cavalos, enquanto para os britânicos era a biga (carro de duas rodas, movido por dois cavalos) do Rei Artur; para os egípcios as sete estrelas representavam a imortalidade, porque são visíveis durante todo o ano; para os índios Cherokee as estrelas representavam um grupo de caçadores que perseguia um urso desde os princípios da Primavera, quando estas estrelas estão altas no céu, até ao Outono, quando aparecem junto ao horizonte.
Segundo a mitologia grega, Zeus apaixonou-se por Calisto, a bela ninfa dos bosques e companheira de Ártemis. Zeus ficou de tal modo fascinado pela sua beleza que, para se aproximar dela, tomou as feições de Ártemis. Calisto acolheu Zeus sem desconfiança mas, quando reconheceu o seu erro já era tarde demais, e concebeu dele um filho que se chamou Arcas. Hera, esposa de Zeus, ficou furiosa e castigou Calisto transformando-a numa ursa. Um dia, a irreconhecível Calisto e Arcas encontraram-se. Calisto abriu os braços para acolher o filho mas este, julgando-se atacado pela gigantesca ursa, preparou-se para a matar. À última da hora, Zeus evitou a tragédia e transformou Arcas num pequeno urso, arrastando ambos para os céus. Hera, contudo, empurrou os dois para perto do Pólo Norte onde as estrelas são sempre visíveis — assim nunca teriam descanso. Arcturo, a brilhante estrela do Boieiro, ficou de guarda às ursas para que não se afastassem do gélido pólo.

Astronomia

A Ursa Maior é uma constelação facilmente reconhecida pelas suas sete estrelas brilhantes que desenham um quadrado e uma cauda. Esta figura é um asterismo, isto é, um agrupamento característico que não constitui uma constelação, já que essa é muito maior (estende-se por uma grande área do céu e inclui cerca de duzentas outras estrelas visíveis a olho nu). As estrelas desta constelação, estando perto do pólo, são sempre visíveis nas noites de quase todo o hemisfério norte - constelação circumpolar. No entanto, é mais facilmente observável entre Janeiro e Outubro, quando não se encontra tão perto do horizonte.
O asterismo da Ursa Maior é muito útil para nos orientarmos à noite: prolongando cinco vezes as guardas da Ursa Maior encontra-se a estrela polar, a estrela da cauda da Ursa Menor, que nos indica o Norte.


Objectos do céu profundo

Em boas condições de observação nota-se que a estrela do meio da cauda não é uma estrela mas sim duas: Mizar e Alcor. Estas duas estrelas não estão fisicamente associadas sendo a sua proximidade aparente para observadores na Terra - são as chamadas binárias visuais. Recorrendo ao uso de um telescópio é possível observar que a própria Mizar é um sistema binário, composto por duas estrelas brancas gémeas.
A galáxia M81, é facilmente visível em binóculos, revelando uma estrutura espiral com braços bem marcados.


Fonte:http://teknospace.no.sapo.pt/lenda_Ursa_Maior.htm






Zeus e Calisto
Calisto, na mitologia grega, teria sido uma bela jovem, que deu origem à constelação da Ursa Maior.
Calisto provocava ciúme em Hera, pois sua beleza cativara seu marido, Zeus. Hera, então, castigou-a transformando-a num urso.
Zeus e Calisto - François Boucher
Zeus e Calisto - François Boucher

Calisto, no entanto, tentava ao máximo lutar contra seu destino mantendo-se o mais ereta possível, tentando assim conquistar a piedade dos deuses.
Mas a indiferença de Zeus a fazia crer ser este deus cruel, apesar de nada poder dizer, pois agora só sabia rugir.



Sua vida agora era de medo.  Tinha medo dos caçadores que rodeavam sua antiga casa, pois tinha sido ela também uma caçadora.  Temia as noites que passava sozinha.  Temia as feras, mesmo que agora ela mesma fosse uma.
Um dia, no entanto, em uma de suas caminhadas pelo bosque, reconheceu seu filho, Arcas, agora um homem, um caçador.
Calisto, mesmo assim, quis abraçá-lo e, ao aproximar-se, provocou o medo do filho que lhe ergueu a lança e, quando estava para desferir o golpe, Zeus, compadecido com o trágico acontecimento que estava por vir, afastou os dois colocando-os no céu.
Calisto transformou-se na constelação da Ursa Maior e Arcas em Arctofilax, a constelação da Ursa Menor, o guardião da ursa.



Jupiter e Calisto - Rubens
Jupiter e Calisto - Rubens

Fonte: Infoescola




Zeus e Calíope...

Mais um daqueles romances lendários e misteriosos entre deuses e mortais que nos legou a tradição antiga.

Uma amor desde o berço fadado a um final infeliz dada a volubilidade do Deus, a diferença natural entre os dois seres
e principalmente à famosa Ira de Hera esposa do deus e deusa do matrimônio e do lar conhecidíssima por sua predileção em perseguir as mortais e imortais que ousassem ceder aos encantos do marido(incluso nisto suas proles como bem soube na pele Héracles).

Nesta lenda podemos encontrar a beleza poética com que os antigos gregos viam os céus,o mistério da vida e como traçavam a partir do homem todo o conceito de beleza possível dos próprios deuses.

Em realidade os grandes deuses e deusas gregos eram na verdade verdadeiros super humanos potencializados a infinitas proporções acima do humano comum.

Calíope surge aqui como presa fácil da volúpia de um e da vingança de outro tendo seu filho como coadjuvante de todo o drama.

Era assim portanto que a Grécia via estas duas constelações nos céus noturnos ....Mãe(Ursa maior) e Filho(Ursa menor)....amaldiçoados por Hera pela separação e perenizados nos céus por Zeus que depois de demonstrar indiferença condoe-se dos ditos e lhes leva transformando-os para reinarem nos céus.

As ursas estão entre as mais significativas constelações observadas pela humanidade como vimos nos textos acima.
Em cada um dos povos citados viam-se representações importantes sobre as tais.

Vejamos algumas...


1.A estrela polar na pequena Ursa...A estrela polar para os antigos era uma das mais importantes senão a mais importante estrela dos céus...nesta atual Era a estrela polar é Polaris....a anterior a ela foi Alpha Draconis e posteriormente teremos Vega.

2.O Carro de Arthur Pendragon...Arthur é o grande mito do rei sagrado na tradição ocidental e um dos maiores de todo História humana senão o maior.

Geralmente associamos mais o grande rei a cavalo que carro especificamente.

Eu sinceramente nunca li nada a respeito de carros do rei.

Aqui as Ursas são vistas como seu carro ou seja; sua carruagem celeste pela qual o grande rei navega os céus como hipóstase sagrada do rei ungido.

O grande Urso era por isto tanto simbolo de Arthur quanto o Dragão.
Aliás; este dois animais tinham tanta importância no mito deste quanto O Cordeiro e o Leão para a mitica do Cristo.

3.A Carruagem de Odin....Odin é o grande deus pai dos nórdicos...e uma das hipóstases desta figura barbada e patriarcal (cujo ícone pop sênior é o YHVH bíblico) mais fortes e presentes na cultura universal.

Esposo de Freya a mãe dos deuses, pai de Thor o deus do trovão , Balder o  deus da luz e irmão de Loki o deus da ilusão e magia(nas versões de quadrinhos Loki é seu filho também)...Odin reina soberano em Asgaard e Valhalla os reinos paradisíacos dos nórdicos.

4.A grande Ursa....Além dos gregos os indígenas da América do norte viam na constelação uma grande ursa.
Interessante como dois povos que supostamente nunca interagiram e separados no tempo e espaço culturalmente de forte tão abissal tenham mantido tradições iguais sobre uma constelação que despertava em diversos povos visões diferentes sobre a mesma.

As similaridades entre as tradições  nórdicas e célticas sobre a carruagem de Odin e o carro de Arthur não é difícil de explicar dada a proximidade dos dois povos tanto espacialmente quanto temporalmente no contexto civilizatório(o que não significa claro que não tenham chegado a elas de forma independente)....mas entre gregos e indígenas americanos....é bem interessante.

5.Para egípcios simbolizava a imortalidade....a energia de vida eterna que é inerente ao seres ascensos.

Ser eterno é um anelo de toda humanidade.

Talvez um anelo por algo que perdemos em algum passado remoto mais que um desejo de termos algo que sonhamos e desejamos.

Assim mais uma vez a mítica egípcia dá um passo importante e profundo na visão que tinham dos céus e do mundo estelar nele presente.

6.Hebreus e chineses viam ali uma concha...Mais uma vez povos diferentes com a mesma visão apesar de não estarem tão distantes assim um dos outros como gregos e ameríndios do norte mesmo assim é notável que estas duas culturas separadas por um bom pedaço de chão tivessem a mesma visão sobre as Ursas...não eram tão próximas como a celta e a nórdica nem tão distantes quanto as citadas gregas e ameríndias mas mesmo assim é de se chamar a atenção esta similaridade.

A concha é o receptáculo sagrado onde é pesado o alimento que nos da forças e nos mantém vivos.

Muito próxima a esta visão de certa forma seria a caçarola francesa onde a associação com alimento também é visível.

7.Os sete rishis ou sábios hindus...Para mim a mais significativa visão sobre as Ursas é a hindu.
Ver nelas o simbolismo dos 7 hierarcas universais, dos 7 sábios originais da humanidade, dos 7 anjos ante a presença divina, dos 7 senhores dos sete céus, dos 7 senhores do carma evolutivo humano me parece extremamente significativo.

Creio que um dos textos mais interessantes pode ser encontrado neste site que trás uma resenha de A Doutrina Secreta de Blavatsky e que discorre longamente sobre tais entidades(http://books.google.com.br/books?id=lLAAgitvTK8C&pg=PA121&lpg=PA121&dq=nome+dos+sete+rishis&source=bl&ots=jVKO0OGHiR&sig=DBdd1y5zlPWDgNGKKeTDdEYpPQI&hl=pt-BR&ei=aMJ3TveXDMTAgQeitMD7DA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=3&ved=0CDMQ6AEwAg#v=onepage&q=nome%20dos%20sete%20rishis&f=false).


8. Por fim creio que é interessante frisarmos...Que o simbolismo do 7 faz parte dos mistérios das duas constelaçães...Mãe e Filho...duas carruagens, duas conchas,duas caçarolas,7 sábios em ambas,7 simbolos da imortalidade...


O 7 misteriosamente permeia e domina as duas constelações ainda que uma oitava estrela apareça em aspecto conjunto a Ursa maior; todavia esta próxima, mas não na imagem especificamente do desenho da constelação.





Bem creio que deu para termos uma visão legal do que significam e representam as Ursas para vários povos de diversos lugares do mundo antigo.

Um local misterioso associado a nosso contexto evolutivo e espiritualidade.

Um local onde a beleza poética se entrelaça com a tragicidade do mito e com os motivos significativos da religiosidade.

Um local de intensa e poderosa metáfora universal...




AGORA UM VÍDEO BEM LEGAL SOBRE AS URSAS...ENFOCANDO OS SETE RISHIS...

Fonte Youtube




Abraços 


Pax e Lux


VALTER TALIESIN







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