Google+ Badge

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

SOU LIVRE....E AGORA!?


O QUE É LIBERDADE!?





Visualização

Fonte: Google imagens.



Desde muito cedo, quando tornou-se ciente a humanidade tem lidado primeiro rudimentarmente depois cada vez mais sofisticadamente com este conceito.

Os nossos ancestrais que primeiro deram sinais de ciência podem não ter tido as sociedades complexas que temos mas tinham também seus problemas que implicavam neste conceito tão cantado e decantado ao longo do milênios.

Segundo a antropologia as primeiras sociedades humanas não tinham um conceito de hierarquia tão  sofisticado quanto depois, na realidade o líder era o mais forte pura e simplesmente e também há indícios de que estas primeiras culturas possam ter sido matriarcais, no mínimo no sentido religioso, caso não o fossem em termos sociais.

A Grande Mãe é a divindade mais antiga desenterrada pela arqueologia juntamente com aparentes divindades totêmicas animais ligadas à caça.

Uma matrona sem rosto definido mas com o corpo volumoso, seios bastos e nádegas enormes,grávida ...nua em pelo, tem sido descoberta em sitios arqueológicos antigos atestando que a maternidade era a coisa mais sagrada vista pelo humano arcaico e que tal mistério era contemplado de forma mitica em relação a uma mater suprema que a todos dava à luz....a mulher humana seria assim uma hipóstase desta mãe primordial.

Neste contexto social o conceito de liberdade devia ser algo puramente instintivo, sem os artifícios filosóficos que se aglutinaram ao longo dos milênios.

É impensável imaginarmos o homem primordial, mesmo tendo nossa capacidade craniana pensando profundamente e inquiritivamente nestas coisas, mas sim reagindo a elas de forma instintiva...

A liberdade mais que um estado ou uma situação externos é algo interno, do Sêr... inerente ao humano.

Assim instintivamente os menos favorecidos pela força fisica deviam se sentir intimidados, incomodados e oprimidos pelos de maior força e se os obedeciam era por medo não por algum conceito ou deferencia especial.

Aliás; tenho para mim que esta divinização dos líderes ocorreu exatamente por dois motivos básicos:

1.A necessidade que o líder tinha de perenizar-se, perpetuar-se de alguma forma no imaginário da sociedade local.

2. A necessidade dos comandados encontrarem respostas para sua própria submissão a estas figuras fortes ou carismáticas que não a covardia, o medo e a fraqueza.

Ninguém gosta de ser taxado de fraco ou medroso... dai que a futura divinização do rei, do suserano, dos sacerdotes, dos heróis advém da necessidade a meu ver da massa encontrar justificativas para suas próprias limitações diante destas figuras que com o passar do tempo passaram a dominar os grupos humanos.

Entretanto a liderança não é algo meramente humano, é encontrado em grupos de animais ditos irracionais também,lógico que os tais não elocubram em cima disto mas esta lá... assim a submissão do mais fraco ao mais forte não é um atributo da ciência mas da necessidade de grupo...o que faz parte contudo da ciência é a posterior divinização deste conceito como se o mesmo precisasse de uma justificativa supranatural para explicar a submissão de muitos a tão poucos.

Assim ao citar a divinização do líder penetramos agora no terreno da mitologia...

Pouco a pouco o lider grupal , depois tribal tornou-se numa figura antes temida agora reverenciada como se fosse a própria imagem das divindades que pouco a pouco começavam a dominar os grupos humanos.

Uma mulher de índole forte e dons psíquicos especiais poderia se tornar a hipóstase viva da Mãe Divina, um homem forte, corajoso e temido no Deus da caça e dos animais e assim sucessivamente.

As primeiras cidades estados humanas conhecidas foram erguidas em cima do conceito de divindade de seus reis-sacerdotes como encarnações dos deuses na Terra, nesta altura pouco a pouco tais sociedades deixavam o matriarcado e o shamanismo de lado e aderiam ao patriarcado e a uma teologia mais cerimonial onde o conceito masculino do Divino tinha preponderância sobre o feminimo.

O que dá para se perceber é que se existiu em alguma sociedade antiga o equilíbrio entre divindades masculinas e femininas foi muito raro....parece que a mudança polar feminino para masculino foi lenta mas irreversível na grande maioria das culturas e sem deixar espaço para o equilíbrio dinâmico entre as duas forças.

Isto provavelmente é um reflexo da gradativa conceituação do herói, do rei, no imaginário popular em detrimento da mãe, da geradora da vida.

Ninrod é citado na Bíblia como o primeiro humano heróico, forte, divinizado( UM PODEROSO CAÇADOR DIANTE DO SENHOR Gn.10.8-13....diz o texto bíblico... a palavra caçador aqui pode inferir bem mais que caça a animais e focar na face predatória de Ninrod ante os demais humanos e sua sede de poder e fama)... e que construiu um verdadeiro império.

Esta figura pode ter vivido entre 3500.AC a 2500.AC e algumas vezes chegou a ser confundida  com outras duas figuras míticas de prôa da mitologia.....Gilgamesh de Uruk e Sargon de Acad....ambas cidades da Suméria antiga.

Alguns teólogos creem que ele  foi o líder que encetou a construção da famosa Torre de Babel que desafiava os deuses(ou Deus).

Outros por outro lado entendem que o conceito deste tipo de líder é anterior a  Ninrod, que os gigantes citados na Bíblia , ante diluvianos(Gn.6.1-8) é um eufemismo para heróis, grandes líderes que encantaram a humanidade e governaram povos levando a humanidade quase à extinção por causa de seus pecados e de suas guerras fraticidas que fizeram despejar o carma negativo coletivo em forma de Dilúvio sob o mundo de então.

Desta forma gestas heróicas de deuses das culturas pós diluvianas como as guerras entre Titãs e Olímpicos,Osíris/Isis/Hórus versus Seth, os contos de guerra do Ramaiana e Mahabharata podem refletir fatos reais de humanos de destaque que com o tempo se tornaram miticos ,lendários e divinos para as gerações posteriores à grande catástrofe.

Mas onde fica a liberdade nesta divagação toda?

Bem, ela esta intrinsecamente presente em tudo isto.

O processo de entender-se um ente livre mas no mesmo instante ligado ao grupo é algo genético na nossa memória ancestral.

Porisso que com o passar do tempo a Liberdade se torna mais um conceito metaforizado que uma realidade de fato nas nossas sociedades.

O povo gradualmente torna-se pouco mais que um escravo do governante , sujeito a seus caprichos e desejos mais exóticos para dizer o mínimo....e isto até MUITO recentemente...de forma global e NESTE  momento em muitos lugares do mundo.

Ser livre então diante do que vivenciamos seria exatamente o que?

1.Um mero anseio, desejo, conceito utópico irreal?

2. Uma realidade paradisíaca de outrora perdida?

3.Uma realidade que poucos conseguem realmente efetivar para si mesmos?

4. Um futuro estado evolutivo/espiritual  há que um dia nós alçaremos como entidades individuais e coletivas?

Em que implica ser livre?

Exemplo:

Uma pessoa que governe povos e nações de forma absolutista aparentemente parece ser um ser também absolutamente livre.

Vimos com a queda de regimes ditatoriais como os de Saddan Hussein,Hosni Mubarak e agora recentemente Muamar Kadafi... o fausto, o luxo e o poder absoluto que estes homens e seus asseclas viviam e exerciam sobre milhões de humanos....entretanto até que ponto podemos dizer que os mesmo eram livres?

Será que ser livre é ser amoral?

Ou seja; não ter conflitos interiores de moralidade ou imoralidade?

Sim, pois o imoral também implica em sentir e ser algo enquanto o amoral supõem-se ser o sujeito que não sente absolutamente nada, nem de bom nem de ruim quando executa as suas ações.

Um serial killer seria assim um ser amoral não imoral apesar de entendermos suas ações como completamente imorais... suas motivações não implicam isto ou seja; ele no fundo não sente absolutamente nada quando executa seus crimes.

Será que ser livre é ser amoral?

Fazer o que bem lhe dá nas ventas, não dar satisfações a ninguém (e aqui nem entro nos exemplos extremos de um serial killer ou ditador sanguinário), não importando se as consequências de seus atos serão boas ou ruins para si e os outros?

Ou ser livre é ser por outro lado imoral?

É voce ir deliberadamente contra o sistema vigente, as normas de conduta, afrontar o grupo social com atitudes deliberadamente tidas como imorais?

Um rockstar quando consome drogas a torto e a direito, faz sexo como faz suas necessidades físicas elementares,veste-se ou mexe nos cabelos e corpo deliberadamente para chocar, usa simbolos religiosos de forma provocativa ou se diz um adorador do lado trevoso da força e compõe e canta músicas deliberadamente carregadas de frases provocativas de toda ordem....é o que entendemos por um ser livre?


Por outro lado o que define algo como imoral?


Algo que denigre a dignidade humana ou um conceito subjetivo que passa a vigora objetivamente como moralidade de uma sociedade?


No primeiro caso com certeza isto seria universal não?


Enquanto no segundo dependeria muito de grupo social para grupo social e uma pessoa que se colocasse frontalmente contra ele poderia ser entendida até como um ser libertário dependendo da ocasião e do que estivesse implicado.

Seria a liberdade ser um Sêr moral?

Em que implica ser um Sêr moral?

Seguir um código de ética e leis humanas ou haveria uma Lei Universal a que todos os sêres cientes estariam sob a tutela e que nos conduz em nossa jornada evolutiva?

A Lei  Evolutiva(ainda que em tese Teoria) é uma Lei universal que abarca todos os seres desde o inanimado ao mais sofisticado pensante e no básico independe de moralidade mas e a Lei de Causa e Efeito, Karma e Dharma?

Existiriam realmente tais Leis universais que geririam os sêres que atingem a ciência e em existindo teriam origem no próprio ser humano, em sua forma de ver a vida ou em alguma Entidade Divina que  seria interna ou externa a ele... ou ambas?

Em existindo tais Leis o que implica diante delas o ser livre?

Poderia eu ser livre infringindo (imoral), ignorando(amoral) ou obedecendo(moral) tais Leis?

Ou a liberdade implicaria tão somente na ESCOLHA em obedecer ou desobedecer tais Leis como parecem indicar alguns ?

Mas se eu me torno escravo de minhas decisões erradas perante estas Leis onde estaria então a suposta liberdade?

Se torno o mundo um lugar pior de se viver por minhas escolhas como posso estar sendo livre? 

Por outro lado se obedeço irrestritamente tais Leis como posso também me entender livre se de certa forma devo me condicionar a estes parâmetros do viver?

E quando a moralidade deixa de ser benéfica e se torna tão maléfica quanto a imoralidade e a amoralidade por se tornar legalista ao extremo?

Um fundamentalismo, um radicalismo moral radical não seria tão ou até mais pernicioso que uma imoralidade permissiva de alguns e uma amoralidade insensível de outros?

Como ser livre dentro do contexto moral sem perder o senso de livre escolha?

Percebemos assim que olhando quer pelo ângulo da moralidade quanto da imoralidade ou amoralidade o homem e a mulher, o ser humano, parece preso e enredado pelos conceitos mais que efetivamente livre para vivenciar a vida de forma plena.

Assim sendo existe uma forma de se sentir livre sem se ver preso a estas armadilhas?

Ou a Liberdade não passa de uma Maya, uma Ilusão criada por nós por nos sentirmos tão impotentes ante uma Natureza misteriosa e incontrolável e uma sociedade que mais castra do que dá plenitude de vida?

Na minha humilde opinião o ser humano sofre desta síndrome de Liberdade porque olha sempre para o foco errado do assunto.

A verdadeira Liberdade para mim é algo interno que cada ser humano deve vivenciar nas experiências do dia a dia quer estas sejam boas e ruins.

É você assumir seus atos, sua responsabilidade ante suas escolhas na vida não importando se as mesmas foram boas ou más.

É você reconhecer que apesar de um ente individual você  faz parte de uma coletividade também e assim existem certos limites que você deve se auto impor para não violar o espaço do outro.

TODAS AS GUERRAS DO MUNDO ADVÉM DA VIOLAÇÃO DESTE SIMPLES CONCEITO.

Mesmos os escravos tinham opção....Spartacus mostrou isto claramente!

O problema é que num mundo caótico pela visão deturpada dos humanos em relação ao que é certo e errado a liberdade de Sêr implica muitas vezes em CONFRONTAR a rivalidade do outro que quer a todo custo tolher seu caminho.

Dai que a reação muitas vezes vem através das revoluções que de tempos em tempos chacoalham  a humanidade e desperta na mente e no coração do homem a utopia de um mundo melhor, mais humano etc...e tal...

Mas o vício pelo despotismo parece tão enraizado na consciência humana hodierna que o perseguido de ontem se torna o perseguidor de hoje e assim sucessivamente.

Neste sentido o conceito de LIBERDADE.... isolado por si só de seus irmãos(as)....IGUALDADE E FRATERNIDADE e longe do vínculo materno/paterno dos três.... O AMOR tende a naufragar fragorosamente no mar de 'boas intenções' que diz o ditado....O INFERNO ESTA CHEIO.

A Liberdade sem estes conceitos irmãos(as) aliados(as) a si e sem o vínculo raiz com o Amor se torna um labirinto igual ao da mitologia grega onde se você não tiver o tão decantado fio de Ariadne(a hipóstase divina da Deusa Liberdade no mito) para te orientar periga você ficar perdido lá para sempre mesmo depois que você matou o tal Minotauro(o monstro ditador anterior) e mesmo quando você aparentemente saiu de lá, se sua consciência não mudou, você acaba se estrepando como aconteceu com Teseu ao renegar posteriormente o amor de sua salvadora Ariadne em algumas versões da mitologia.
Esta então o troca pelo divino Dioniso mostrando que a rejeição à Liberdade implica no carma pessoal e assim Teseu seguirá vida afora sem o amor da única mulher que verdadeiramente amou e lhe amou porque foi fraco no momento de exercer de fato e de direito seu exercício de homem livre.

Ser livre assim implica em agir com absoluta integridade diante de todos os fatos da vida!

Ser livre significa vivenciar o senso DE LIBERDADE dentro de si mais que exteriormente e quando DE FATO desafiado pelos escravagistas deste mundo ser enérgico em defender o que entende como seu direito não importando as consequências.

Paulo falou uma vez que ele se entendia livre para fazer absolutamente TUDO o que quisesse mas muitas vezes por AMOR e pelo sentido de FRATERNIDADE ele abria prazeirosamente mão disto se isto implicava em desnecessariamente ferir a consciência de outrém pois ele se via num mundo onde a IGUALDADE não existia de fato e de direito tanto socialmente como CONSCIENCIALMENTE...assim por causa de um irmão ou uma irmã, mais digamos, fraco ou menos evoluído na Senda ele abria mão de muita coisa para não ser motivo de prejuizo para esta pessoa.

Mas por outro lado quando entendia que o legalismo imperava na mente e no coração de muitos e que estes tentavam dominar por estes meios a mente dos demais ele não se furtava em BRADAR em alto e bom som contra isto!

Incoerência?!

De forma alguma !

Mas uma compreensão aguda do sentido de liberdade!

Ele por si escolhia não fazer certas coisas que achava normais só para não machucar a sensibilidade de outros mas por outro lado pregava fortemente quando legalistas seja de que 'sensibilidade' fosse tentavam escravizar outros à sua visão de mundo!(I Co.8.13;Gl.2.11).

Interessante que se você ler todo o capitulo 8 de I.Coríntios vera coisas interessantes....por exemplo....ele afirma que tudo é questão de CONSCIÊNCIA....se uma pessoa come algo em uma festa aos deuses pagãos e se sente mal com isto ela realmente no fundo reconhece que esta participando de um ritual a uma divindade específica....mas se ela come tranquilamente de forma social ou seja; porque esta ali talvez por cortesia para agradar alguém etc...em nada estará ela errada....na verdade ele conclui ...nenhum dos dois estariam errados pois ele tem os ídolos como meros receptáculos do culto destas religiões não como deuses em si(apesar dele reconhecer que existem tais entidades chamadas deuses e senhores)mas como um se sentiu mal por fazer e o outro nada sentiu, o que se sentiu mal demonstra que de fato esta em falta consigo mesmo com sua INTEGRIDADE PESSOAL....SUA CONSCIÊNCIA...dai que não deveria comer...ele termina por dizer que ele por sua vez escolhia NÃO COMER mesmo sabendo que poderia comer tranquilamente... por amor a este mais fraco que poderia ficar chocado em vê-lo ali comendo num ritual para os deuses pagãos...Ele também enfoca a UNIDADE de DEUS mesmo  reconhecendo que esta unidade não implica que não existam outros senhores e deuses sobre a criação como disse antes...para ele DEUS(A) É UM SÓ E SEM GÊNERO e estes outros na verdade são hierarcas divinos que governam em nome Dele(a) a criação !

Assim percebemos claramente que liberdade é questão de CONSCIÊNCIA....DE INTEGRIDADE CONSIGO MESMO...DE GRAUS EVOLUTIVOS NA SENDA....e que se manifesta de DENTRO para fora não o oposto.

É algo que independe do externo, do grupo e do social enquanto conceito máximo mas que reflete por outro lado o grau evolutivo de uma pessoa em lidar com este conceito quando diante de seus semelhantes...e a fraternidade e o amor demonstram para ele esta forma correta que podera enfim um dia levar a tão almejada igualdade e paridade de valores... pelo menos de uma forma relativa e consensual.

"SER LIVRE ASSIM É UM EXERCÍCIO CONSTANTE DE SER VOCÊ MESMO E DESCOBRIR O QUE EXISTE DE MELHOR PARA VOCÊ NO CORAÇÃO DA DIVINDADE...
É UM CAMINHAR SEGURO E DEFINITIVO RUMO A SERMOS DE FATO E DE DIREITO IMAGEM E SEMELHANÇA DE(A) DEUS(A)!!!"

Um vídeo poderoso sobre o assunto ...SENHORA LIBERDADE  com Zezé Motta clássicão da MPB

Fonte Youtube


Letra de....


Senhora liberdade

Nei Lopes

Abre as asas sobre mim
Oh senhora liberdade
Eu fui condenado
Sem merecimento
Por um sentimento
Por Uma paixão
Violenta emoção
Pois amar foi meu delito
Mas foi um sonho tão bonito
Hoje estou no fim
Senhora liberdade abre as asas sobre mim (2x)
Não vou passar por inocente
Mas já sofri terrivelmente
Por caridade, oh liberdade abre as asas sobre mim (2x)


Fonte:http://letras.terra.com.br/nei-lopes/691928/



Abraços...

Pax e Lux


VALTER TALIESIN
















Nenhum comentário:

Postar um comentário