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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

PERSÉFONE...A Senhora dos Infernos

PERSÉFONE...

CORÉ


Conta a lenda que Coré era uma graça, filha da deusa da terra Deméter e do soberano do Olimpo e pai dos deuses Zeus. Era conhecida por sua luminosidade e beleza e tida como a deusa da PRIMAVERA.


Coré era enamorada de outro filho de Zeus, Dioniso, o deus da alegria, da felicidade, dos festejos mas também dos mistérios e do ocultismo e uma das hipóstases do sol.


Seria realmente um enlace soberbo; a deusa da graça, a rainha primaveril casando-se com o deus dos mistérios e da felicidade.

Mas como bem poetizou Drummond...

'HAVIA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO...NO MEIO DO CAMINHO HAVIA UMA PEDRA'


E esta pedra chamava-se...


HADES!


Um dia o deus da morte e do mundo subterrâneo envolto em espessa fumaça negra e sulfurosa olhava de seus domínios a bela Coré que corria com as amigas ninfas e brincava sob o olhar vigilante da mãe...Coré deveria ser uma bela adolescente de seus 15 anos e arteira como só se afastou em demasia da proteção materna...resultado...o chão se abriu perto de si e numa carruagem com ginetes fumegantes o deus da morte surgiu em todo o seu esplendor tétrico e raptou a bela Coré para seus escuros domínios.


Deméter ficou furiosa e apelou insistentemente para o irmão todo poderoso que obrigasse Hades irmão de ambos a devolver a sobrinha mas neste tempo vigorava entre os 3 grandes deuses... ZEUS, POSEIDON E HADES o tratado que faziam destes a trindade soberana do universo.


Zeus dominava os céus ou primeiro mundo, Poseidon a terra ou segundo mundo e Hades os infernos ou terceiro mundo.


Zeus ainda não tinha digamos, primazia absoluta sobre tudo mas seus olhos vigilantes observaram na fraqueza do irmão uma grande oportunidade de estender seus domínios para o que sempre de fato quisera: o domínio universal. 


Na terra por este tempo sua fiel filha nascida de si mesmo Palas Atena pouco a pouco minava o domínio do tio Poseidon o que em outras palavras significava uma só coisa;  a terra também seria de Zeus mais cedo ou mais tarde.


Assim com o rapto de Coré friamente Zeus deve ter arquitetado o domínio do mundo infernal também. Deu tempo ao tempo, não tomou nenhuma atitude, deixou a irmã a ver navios até que esta revoltosa resolveu cruzar os braços e nada mais fazer.


A terra começou a morrer pois a deusa da primavera estava raptada e a mãe desta a deusa da terra cruzara seus braços. De outro lado o deus dos festejos e da alegria estava triste...pouco a pouco o mundo murchava, pouco a pouco os povos morriam, os animais feneciam, o mundo secava.


Zeus acordou da letargia e viu que já era hora de agir pois seu plano poderia ser bem sucedido ainda.


Foi até o irmão e mostrou a situação da terra deixando claro que este deveria devolver  Coré para a mãe antes que tudo fenecesse e o equilíbrio do cosmos rompesse o que com certeza seria mortal até para os deuses.


Hades contrariado mas ciente da verdade do que o irmão falava concordou mas antes arquitetou dentro de si um plano pois apaixonado do jeito que estava não conseguia abrir mão completamente... deu para Coré uma romã para esta comer antes de partir e ao fazer isto a sentença da deusa foi selada, pois quando se come algo do reino infernal há uma mudança dentro do ser e o ser se torna partícipe da natureza dele.


Coré não poderia abandonar de vez o mundo infernal sem que perecesse no processo assim as deidades concordaram que durante 6 meses ela permaneceria com a mãe e nos restantes 6 meses nos reinos infernais com Hades.


FOI ASSIM QUE NASCEU PERSÉFONE A RAINHA DA NOITE, A SENHORA DOS INFERNOS, A DEUSA DA MORTE!


E FOI ASSIM QUE SURGIU TAMBÉM AS 4 ESTAÇÕES POIS ATÉ ENTÃO O MUNDO ERA UMA ETERNA PRIMAVERA GOVERNADA POR CORÉ E SUA GRAÇA!


Agora quando estava com a mãe(e por tabela com o amante Dioniso) havia primavera e verão, as flores nasciam, tudo verdejava, frutificava o mundo tornava-se em cores e som, cálido e quente.


Quando estava com o marido o senhor dos infernos e da morte assumia o manto de rainha trevosa e o mundo se tornava diferente, outono e inverno dominavam o cenário e o recolhimento e a melancolia reinavam absolutos.


E assim através de mais uma filha Zeus conquistou mais um reino...agora era senhor absoluto do céu e indiretamente através das filhas governava com os dois irmãos a terra e os infernos.


CORÉ/PERSÉFONE é um dos grandes mitos da iniciação da mulher que temos noticia.


O mito retrata bem o quadro das culturas da época.


Coré linda e jovem feliz no lar materno e amando o  homem de seu coração não sabe que seu destino na verdade depende da figura de seu pai. Hades só arrebata Coré porque no fundo Zeus nada faz para detê-lo e existem certas vertentes do mito que até dizem que Zeus permitiu o rapto e a união dos dois.


Naquele tempo e durante milhares até uns 40 anos mais ou menos atrás raramente as mulheres casavam com quem queriam, com os homens que amavam...seus casamentos eram casamentos arranjados e feliz daquela que se tornava feliz nos tais.


CORÉ FOI UMA DELAS!


Com o tempo passou a amar Hades e gostar de ser rainha infernal e este por sua vez não via nenhum problema em dividí-la com Dioniso quando ela estava com a Mãe.


Coré ou Perséfone se tornou uma espécie de DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS...literalmente já que era a senhora da primavera...e até a índole dos dois maridos da dona Flor de Amado parecem se espelhar nas figuras de Dioniso(Vadinho) e Hades(Teodoro)...


No mito da infortunada e graciosa Coré encontramos o nascimento da temida e toda poderosa Perséfone.


E encontramos também a explicação mitológica do fim da idade de ouro ou antediluvina onde tudo era céu, sol, brisa fresca ,verdejantes matas ,jardins abençoados , contato pleno dos humanos com a natureza e as dimensões paralelas do ser para o mundo das estações variadas, da terra fora de seu eixo...da terra cada vez mais isolada e solitária em sua longa jornada em torno do sol.


No mito de Coré/Perséfone podemos estar diante da maior de todas as mudanças climáticas que a terra até hoje vivenciou e que pôs fim a antiga civilização que os mitos definem com vários nomes como Éden, Atlântida, Império Rama etc...


Perséfone é também o anjo da morte dos mitos, o ser ancestral que visita os humanos no momento de sua passagem, um ser cuja face assume para os bons a bela feição da deusa em sua natureza original mas para os maus a carranca hedionda dos mundos infernais.


A morte portanto é tanto a beleza da vida(Coré) quanto o rigor da morte (Perséfone) num mesmo ser...


A morte assim é vista como algo necessário para levar tanto bons quanto maus para o outro mundo e a face dela que você irá ver é a face que você mesmo constrói dia a dia dentro de seu coração, com suas escolhas, pensamentos, palavras e ações.


Não devemos temer a morte mas simplesmente aceitá-la como essencial NESTE atual processo de evolução terrestre!


Um dia ela não será mais necessária e então tanto Perséfone quanto Hades despirão seus mantos trevosos e assumirão seu lugares no Olimpo de luz de onde até hoje estão alijados.


Perséfone voltará a ser a pura Coré primaveril somente  e uma nova idade do ouro virá sobre a terra e Hades será Plutão o deus das riquezas ocultas e escondidas e que traz  beleza aos feitos humanos...e Coré caminhará feliz como dona Flor e seus dois maridos ladeada dos luminosos Plutão e Dioniso abençoando cada canto do mundo.


Amor e Luz


Valter Taliesin



Vídeos sagrados

EVANESCENCE

My immortal

Lithium

Missing

Bring me to life

Fonte Youtube










Fonte Google imagens

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