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segunda-feira, 7 de julho de 2014

EGOÍSMO E VIOLÊNCIA...duas faces de uma mesma besta!

Os grandes, imensos desafios da humanidade atual podem ser semelhantes em essência aos de outras humanidades do passado, contudo a ramificação dos mesmos e a intensidade com que atuam na era atual é o que fazem toda a diferença. 
É o que faz com que sintamos que estamos no pico culminante dos tais ou o apocalíptico...fim dos tempos...



Apesar de várias gerações de humanos terem sentido o mesmo nos tempos em que viviam e percebiam o mundo ao seu redor,contudo a presença dos mesmos problemas milenares potencializados pela super população e queda gradual da consciência no puramente sensorial e agora mais, aliados a uma capacidade aparentemente ilimitada tecnológica parece  nos acenar para a possibilidade de que estamos naquela encruzilhada evolutiva onde: ou damos uma completa repaginada evolutiva ou isto tudo se esfacelará de vez...se assim for talvez o faça para que então...repaginemos tudo...e assim o novo finalmente remoce nossa humanidade...quem sabe!?

Sendo assim quero enfocar dois deles aqui, os que considero os mais crônicos e mais vitais para todo o contexto de drama humano.

EGOÍSMO

Sempre tivemos o egoismo como membro atuante das desgraças humanas.

Nas lendas e mitos antigos todas as grandes desgraças que advieram à raça começa com um misto de curiosidade e egoismo latente.

No mito bíblico por exemplo, a dita serpente desperta primeiro a curiosidade em Eva depois o desejo em ser como a divindade. Ou seja; primeiro Eva é atraída para o fruto, para sua beleza, para o seu cheiro, depois para o contexto da proibição em come-lo desembocando totalmente no desejo puro e simples em come-lo para ser como a divindade.

Difícil imaginarmos realisticamente que tenha existido tal jardim, tal árvore e que estas cenas tenham acontecido algum dia no espaço tempo. Todavia se analisadas a partir do centro do mito, do sentido profundo que este encerra podemos ver que os escritores originais interpretam a curiosidade nata do gênero humano como uma faca de dois gumes. Ser curioso em si nada tem de errado. Buscar o conhecimento, tentar descobrir o porque das coisas...entretanto quando os humanos quebram uma proibição tácita do que interpretam como ordem divina por causa desta curiosidade é que veem um problema.
A interpretação do mito é que a curiosidade aliada ao egoismo de querer ser melhor do que seu metron determina ocasionou a derrocada de tudo!

Antes disto haveria inocência pura e depois há consciência culpada!

Pela sequência dos fatos e da forma com que os escritores bíblicos colocam a consciência é adquirida de forma errada!

O problema portanto não estaria no adquirir da consciência mas na forma como isto é feito!

A consciência de estar-se nu tanto na mulher como no homem pode estar muito acima da mera visão do corpo desnudo, este senso de vergonha pelo corpo é um fator introduzido aqui sem nenhuma explicação satisfatória.

Porque os humanos que andavam nus sem nenhum problema depois de comerem do fruto tem vergonha de si mesmos? 

Só a consciência de estar-se nu, a explicação do comer do fruto não faz nenhum sentido.

Pelo contexto sexual meramente não vejo muitas alternativas do que encarar tudo isto como pura lenda. Entretanto se esta nudez referir-se a algo mais profundo, mais misterioso, veria algum sentido.

Mas o que seria este'algo' mais profundo?

Bem esta conscientização de 'estar nu' vem depois de comerem do fruto proibido e antes da divindade prover-lhes vestimentas condizentes no lugar das folhas que usam para si.

A explicação teológica ortodoxa comum é que estamos como disse, falando da mera vergonha do corpo desnudo o que desperta o fator sexual latente e que à tentativa de cobrirem estes corpos com folhas de árvores Deus mata animais e faz com eles peles para cobri-los. Tudo, dizem eles, sinalizando para a futura libertação dos humanos através do sacrifício de Cristo.

É a meu ver uma simulação grotesca tudo isto de livre arbítrio, cuidado e amor divinos.

1. O que a danada da serpente fazia ali? E quando falo isto foco naquilo que a teologia ortodoxa diz ou seja; ali estava o inimigo da raça humana em forma de serpente ou possuindo uma delas.

2. Porque Deus sabendo do perigo que isto implicava permite a mesma estar ali?

Claro que as explicações simplistas sempre encontram eco nos corações mais simples quando aplicadas aqui mas os corações mais exigentes exigem algo mais.

E este algo mais a meu ver é que estamos falando de alegoria, de símbolos, de figuras, de imagens em que os escritores antigos teciam uma imensa colcha tentando explicar a imensa alienação entre a imensa luz que sentiam dentro de si e de toda a raça humana e a realização disto no mundo.

Esta percepção entre o que se é no profundo do ser enquanto desejo de manifestar o bem e o que se vem em torno de si para mim eles interpretam com a percepção de estar-se nu.

Isto pode ter sido um senso que dominou os humanos a medida em que se aprofundavam cada vez mais no mundo sensorial, dos sentidos. 

E o que faz a divindade?

Permite que haja um encarne total na matéria, um aprofundar-se completo no mundo tridimensional. Não apenas e meramente as folhas ou seja, os arranjos da mente fracionada humana mas as peles, uma imersão completa na matéria!

Claro esta que esta visão é uma leitura de mitos antigos tentando fugir do fundamentalismo religioso embutido nos mesmos e tentando fazer neles uma leitura racional e ao mesmo tento intuitiva. Obviamente sempre vai existir a hipótese de que os escritos são aquilo ali mesmo pura e simples e que os escritores quiseram dizer basicamente aquilo...e nesta mesma obviedade haverá sempre a possibilidade de aceitarmos isto ou simplesmente rejeitarmos. Mas prefiro pensar que estes textos tem níveis e camadas de leituras e interpretações muito mais profundas.

VIOLÊNCIA

Um resultado direto do egoismo é este...a violência.

E ela já se apresenta no mito logo no início da raça.

Caim e Abel...

Neste casal de filhos(gêmeos talvez?) do casal original surge a mesma resultante da inveja  outra filha do ego exacerbado.

Ao matar o irmão Caim se torna no primeiro homicida, o primeiro fratricida, o primeiro violento da terra!

Ali mitologicamente tem origem todas as guerras de todas as eras posteriores!

Caim é o o grande pai, o grande 'deus' da guerra bíblico!

Nele se origina toda a violência e na raça designada como sua. Entretanto com o tempo a violência se tornam algo indistinto em toda a espécie humana!

Isto leva muitos interpretes a entenderem os tais 'filhos de Deus' que se unem as tais 'filhas dos homens' como os primeiros sendo filhos da linhagem de Set com o tempo se unindo a de Caim(a dos segundos) e disto advindo finalmente a queda do gênero humano todo na barbárie.

Pelo menos dois livros ditos apócrifos são frontalmente contrários um ao outro quando defendem posições diferente quanto a este texto. Os livros ou registro de Adão e Eva na caverna dos segredos são favoráveis a interpretação acima. O Livro de Enoque ao contrário vê aqui união entre entidades angélicas ou alienígenas com humanos.

Seja como for, quando advém o diluvio a violência é algo absolutamente generalizada em toda a terra só escapando dela Noé e os seus.

Mas ai que esta, Noé e tido e havido como um representante NÃO CONSPURCADO, tanto ele quanto sua família pelos pecados e decadências dos ante diluvianos quer a união entre gerações diferentes ou entre humanos e extra humanos sejam aceitas. Ele e os seus estariam livres desta contaminação e entretanto...não passa muitas gerações e eis aqui a violência de volta, inserida no contexto humano de novo!

Portanto a violência parece estar não em uma raça específica humana, não na mistura entre raças, ou entre humanos e não humanos mas sim ligada definitivamente a esta dicotomia que somos DENTRO de nós!

Este abismo entre o Ser e o Fazer!

Paulo exemplifica bem isto em um de seus famosos textos: 
FAÇO AQUILO QUE NÃO QUERO!
ESTOU AQUILO QUE NÃO SOU!
Esta é a conclusão que ele chega:

Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.


Romanos 7:15-25


Aqui ele toca em termos que ofendem os anti bíblias e que deleitam os bíblias...pecado e nossa incapacidade em vencê-lo por nós mesmos.

Entretanto uma leitura da raça humana em todos estes milhares de anos revela-nos que infelizmente ele não falou nenhum absurdo.

Pecado é simplesmente errar o alvo...e errar o alvo é o que os humanos fazem desde que se conhecem por gente, por humanos!

Esta dicotomia bem/mal, luz/trevas dentro de nós e inseridos em nosso contexto social é absolutamente conhecida e reconhecida por todos nós quer sejamos religiosos ou não, cristãos ou não.

Esta incapacidade crônica em resolvermos esta dicotomia dentro de nós, de sintetizarmos os opostos criando algo novo e que cure nossa sociedade parece cada vez mais claro, mesmo que otimismos afins sempre apareçam pregando o oposto.

Portanto onde moraria o erro aqui?

Talvez no fato de que isto criou um sistema legalista ao contrário. Deixou-se de aceitar uma religião legal imposta para aceitar-se uma religião da graça imposta.

O erro portanto pode estar no fato de alijar-se a atividade crística interna, inerente a todos os homens e só focar-se na atividade externa, do Cristo Jesus. Esta enfase assumidamente externa do Cristo na teologia oficial, 'algo de fora' para dentro em detrimento do interno pode ser o grande viés de uma interpretação mais coerente.

Cristo Jesus pode ser a resposta exclusiva de fora para um mistério exclusivo de dentro!

Ele pode ser sim algo exclusivo, avatárico, vindo de fora para despertar EM nós algo exclusivo, inerente de dentro, em cada ser humano: O CRISTO INTERNO!

Talvez more aqui a resposta contra todos os conflitos dos anti bíblias e dos bíblias...

E nesta Cristo Identidade dos humanos, tanto em aceitar o que foi feito por Cristo Jesus como algo válido e avátarico assim como foram as obras de Krishna, Rama, Moisés, Zaratustra e Buda por exemplo, como em aceitar que trazem potencialmente dentro de si este potencial para serem Cristos eles também e que sem a ajuda do Cristo Jesus isto seria difícil, talvez até impossível.

Um ou outro humano se Cristo centrar talvez não seria mas um fiat de luz potencializador para uma futura Cristo identificação de toda a raça humana...sim!

Assim o papel tanto de Cristo Jesus como o do Cristo Interno ficam preservados e ocultos ambos no mesmo mistério que lhes deram origem.



VENCER A DICOTOMIA DA EXISTÊNCIA HUMANA É SE CRISTO IDENTIFICAR-SE!
SEM ISTO NÃO HÁ COMO HAVER VERDADEIRA LIBERDADE!
E PARA ISTO CRISTO JESUS SE FEZ CARNE, HABITOU ENTRE NÓS E DESPERTOU NUM GRUPO SAGRADO DE HUMANOS ESTE POTENCIAL INTERNO, INERENTE NELES COM UM TIPO DE ENERGIA CRÍSTICA NOVA PARA O CONTEXTO HUMANO PARA QUE OS MESMOS PUDESSEM PROGRESSIVAMENTE COM O TEMPO FAZER O MESMO NO MUNDO INTEIRO!

Se compreendidos assim não vejo dificuldades em aceitar-se a missão do Cristo Jesus com a visualização do Cristo interno e nem dificuldades em associá-lo como um movimento NATURAL da espiritualidade humana assim como foram seus antecessores antes dele e também os que vieram depois mesmo fazendo uma leitura diferente destes mistérios.

Vejo por fim AQUI o segredo para vencermos o que a milênios nos corrói por dentro impedindo-nos de sermos O QUE SOMOS realmente!

Vencer o egoísmo e a violência dois dos piores monstros já criados por nossa insanidade é uma responsabilidade só nossa ao aceitarmos o que Cristo Jesus e todos os grandes avatares de luz fizeram por nós e o que podemos fazer ao ouvirmos finalmente A VOZ no profundo de nosso Ser.

Externo e Interno assim se unificam como UM e pleno mistério em nós e através de nós!

Obviamente que estes dois não são os únicos grandes e graves problemas que nos assolam mas no primeiro vejo a origem de todos os demais e no segundo a filha mais nefasta deste.

Amor e Luz!


Valter Taliesin


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