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sábado, 14 de março de 2015

OS 4 TEMPERAMENTOS E HUMORES...O despertar e o manifestar das energias divinas em pleno equilíbrio através do Novo Humano!



Nos momentos mais dolorosos da vida Deus nos propicia anjos amigos que nos ajudam a caminhar, nos ajudam suprir o que nos falta ou o que não estamos com facilidade descobrindo dentro de nós.
Nos momentos de grande felicidade, Deus envia outros anjos, estes são para celebrar conosco o acalento que deu resultado, que os outros anjos manifestaram.
Tanto na dor quanto na alegria somos rodeados por um "véu de testemunhas" ocultas que observam como manifestamos as energias divinas neste mundo. As energias... do amor, da paz, da fé, da prudência, da sabedoria, do conhecimento, da integridade, da solidariedade, da força, do poder, da vontade, da liberdade etc...
"Uns dias chovem outros dias fazem sol"... como dizia o grande poeta naquela famosa canção, mas o que interessa é como reagimos como filhos e filhas de Deus neste mundo. Nada é fácil, mas tudo pode ser vivenciado da perspectiva do Filho e Filha de Deus que somos. Mesmo os piores momentos de nossas vidas!
A priori a ampla maioria dos humanos se divide entre um dos 4 tipos clássicos de humores. Mas cada vez mais nascem pessoas com 2 ou mais humores em sincronia, em equilíbrio dentro de si, e MUITOS, um bom número, com os 4 pelo menos POTENCIALMENTE capazes de serem equilibrados.
São pessoas com avançada percepção da vida, dos sentimentos e que com o tempo e intuição perceberão como trabalhar dentro deles as energias através do sistema nervoso para manifestar NO MOMENTO PRÓPRIO as características de humor que cada momento, cada situação necessita.
JESUS é um grande exemplo de alguém que tinha os 4 humores sob absoluto controle. SIM! Mas poderão argumentar, ele era ele, ele era o Filho de Deus...Certo, mas reparem a biografia de Paulo... Geralmente os escritores cristãos e teólogos em geral definem o maior dos apóstolos como uma pessoa colérica, pelo arrojo, pela pujança com que atuava nas missões e com que defendia seus pontos de vista. Mas se olharmos BEM na biografia bíblica de Paulo veremos em determinados momentos de sua vida, ou em determinados trechos de seus escritos, a presença de todos os 4 humores... Veremos o melancólico agindo nos 3 anos preparatórios de solidão no deserto; veremos sim o colérico, celebrado pelos estudiosos que ele era, no arrojo com que se lançava ao campo missionário, como se de um golpe só poderia mudar o mundo ou quando confrontava os demais apóstolos que discordavam dele aos inimigos do cristianismo; o sanguíneo na paixão com que se envolvia no trabalho de converter almas para Cristo, a paixão com que penetrava nos mistérios divinos deste e tecia textos profundos de amor ao sagrado; e por fim o fleumático na fé inabalável, concreta, alicerçada num conhecimento profundo de si mesmo, das visões espirituais recebidas e da compreensão de mundo que desenvolverá.

Assim vamos ver cada um dos 4 humores pormenorizadamente...e o faremos a priori, não como se fossemos categorizados particularmente em um ou outro grupo mas como se pudéssemos manifestar todos.


I. MELANCÓLICO 
As vezes estamos mais melancólicos; melancolia não é pecado, é apenas um estado de espírito em que nos recolhemos e nos interiorizamos mais. 
Infelizmente se buscarmos nos dicionários da vida a imensa maioria dos adjetivos e dos sinônimos atribuídos aos melancólicos são negativos. Poucos focam alguma coisa positiva. A coisa mais próxima de positiva que encontrei foi...INTROSPECTIVO, portanto a impressão que temos é que FALAR E AGIR são atividades que somente os demais humores exercitam. Entretanto o melancólico também fala e também faz. A diferença esta contudo na FORMA com que ele ou ela conduz estas coisas.
Mas numa sociedade que associa dinamismo à energia e confunde esta com fogo, com temperaturas altíssimas, uma pessoa melancólica surge como a antítese de tudo isto. Uma pessoa melancólica é triste, taciturna, acabrunhada e nada mais. Mas há MUITA virtude no silencio e na introspecção!
Obviamente uma pessoa puramente com humor melancólico terá enormes dificuldades quando for exigido um tipo de postura diferente diante dos fatos da vida. Portanto nestes casos, algo que seria naturalmente um temperamento próprio e benéfico para o contemplativo se torna uma faca de dois gumes. Se torna num inferno em vida para quem somente se permite ou só consegue este tipo de manifestação das energias da vida.
Penso comigo que NADA é estático, nem nosso humor e mais para frente me permitirei discutir isto com mais proficiência depois que tiver falado melhor dos 4 humores.
Voltando ao melancólico e as coisas boas deste humor; a capacidade de raciocinar antes de falar é uma delas, "TEMPERAR suas palavras com sal" , e nisto percebemos que pessoas dos demais humores tem muito mais dificuldades que o contemplativo, o introspectivo. Se é difícil para ele falar e agir, ou pelo menos com a forma de falar e agir consagrada na nossa atual sociedade como a "dos vencedores", todavia quando ele fala ou faz coisas, a probabilidade é que seja muito mais cuidadoso e perspicaz do que os demais tipos de humor. Existem coisas em nossas vidas que só a reflexão profunda nos traz benefícios, e esta é muito mais fácil para alguém melancólico do que o inverso. 
Estamos vivendo em uma sociedade onde o culto hedonista e narcisista atingiu patamares nunca dantes vistos, pelo menos se entendermos nossa sociedade nos últimos 6 mil anos. E sendo assim o melancólico se tornou um problema clínico, um doente...mas pergunto-me; não será nossa sociedade a doente? Não será esta insanidade toda, esta necessidade de SOM, de vozes, de barulho, de rapidez excessiva, de ir e vir constante a verdadeira doença social? Antigamente todos os 4 tipos de humores encontravam seu lugar social, sua razão social de ser em suas comunidades, mesmo com o predomínio de um ou outro tipo de temperamento coletivo e grupal. Foi em comunidades assim que surgiram monastérios, grupos de pessoas isoladas em florestas como os anacoretas cristãos e os Yogues hindus, os sábios druidas dentro das densas florestas europeias e por ai se vai.
Se analisarmos, o próprio sistema de castas hindus em sua essência, e não o arremedo preconceituoso que virou depois - como tudo que é bom originalmente e se deteriora em algo trevoso depois - é baseado no sistema dos 4 humores. E por incrível que possa parecer à nossa sociedade veloz e voraz, as pessoas com temperamento melancólico correspondem efetivamente ao brâmane original ...Sim, aquilo que veio a ser conhecido como a casta mais privilegiada, quando o sistema deteriorou nisto que presenciamos nos últimos séculos era de fato a casta dos sacerdotes, dos gurus, dos pensadores, dos filósofos, dos visionários, dos místicos, e hipoteticamente uma alma nasceria em determinada família seguindo as inclinações desta ou seja; para famílias brâmanes viriam almas contemplativa, melancólicas, próprias às exigências elevadas desta casta que era elevar a sociedade rumo a Deus. No contexto hebraico podemos ver nos patriarcas e na tribo dos levitas este tipo de visão e comunidade muito similar a brâmane. No ocidente aos monásticos, àqueles voltados a espiritualidade de forma em geral, líderes espirituais tanto do catolicismo e ortodoxia quanto depois do protestantismo etc... Já os Xátrias eram coléricos puros. Dali vinham os governantes, os guerreiros, os heróis, os grandes defensores da vida hindu. Nascer numa família xátria era assim nascer com propósitos ligados ao governo, a liderança, a condução dos povos. No povo hebreu a similaridade vem, primeiro com os legisladores, Moisés(também um similar ao brâmane diga-se)e Josué, depois com os juízes e finalmente com os reis. No ocidente primeiro a classe nobre de Roma e depois as casas que foram se formando em torno das nações que surgiam do esfacelamento do império pelo poder do avanço inexorável dos bárbaros. Os templários formaram uma anomalia neste cenário pois eram das melhores famílias daquilo que podíamos definir como os xátrias do ocidente mas com uma vocação que mesclava a índole guerreira destes com a contemplação e solitude dos brâmanes. Já nos Vaixás, comerciantes, negociadores, etc...temos os fleumáticos, os inabaláveis. Somente quem tentou negociar com um negociante nato sabe do que falo. As vezes você pode até perceber outros tipos de humores secundários neles como o colérico, o sanguíneo, raramente o melancólico, mas o básico, o salutar é o fleumático. Eles conseguem sempre manter o foco do que lhes é importante; o lucro, e depois a demais coisas. Claro, sempre há um bom sentido e futuramente veremos isto quando analisarmos acuradamente este humor. No contexto hebreu basicamente a própria cultura deste povo incentiva no geral estas características(o que não vejo como nenhum demérito ao contrário, não nos esqueçamos que através do culto contínuo a Deus que evocam e participam o lado brâmane equilibra e bem este lado) e na idade média se tornaram grandes comerciantes, grandes banqueiros, grandes negociadores, fama que persiste até hoje. No contexto ocidental todo o burguês, se encaixa aqui e o próprio conceito de burgo encontra aqui sua razão de ser.
Como sociedade podemos dizer hoje que vivemos não somente no mundo ocidental mas num contexto planetário em uma sociedade completamente vaixá...capitalista...mesmo aqueles que um dia a condenaram como os antigos países comunistas e aqueles que mantem só a parte política e não a econômica assim. Por fim os sanguíneos seriam os Sudras, no sistema original, pessoas mais ligadas a serviços braçais, com qualidades para a terra; fazendeiros, camponeses, ou depois serviços como ferreiro, carpinteiro etc...no mundo hebreu  encontramos correspondência nos construtores do templo de Salomão. No ocidente o melhor exemplo seriam os construtores das catedrais góticas. Veja que estou a pegar os melhores exemplos comparativos para mostrar a total injustiça que foi a deterioração disto naquilo que depois se tornou, a ponto de existirem os sem castas, os Párias, aqueles que simplesmente não se encaixavam no parâmetro do que era antes algo apenas virtual, interno, conceitual e arquetípico, em algo estratificado e puramente social. O conceito de que uma alma nasce num grupo específico porque tem inclinações especiais para o mesmo se tornou em algo arbitrário, sem nenhum fundamento quer lógico ou amoroso. Imposto a ferro e fogo para privilegiar aqueles que detinham o poder para comandar espiritualmente, politicamente e financeiramente o povo através de dinastias familiares perpétuas e monolíticas...as 3 primeiras castas.
O grande problema é que tais castas entenderam erroneamente a metáfora de vir da cabeça de Deus(Brahma) os brâmanes, vir de seus braços os xátrias, de suas pernas os vaixás e de seus pés os sudras(e os párias a poeira onde Deus pisa)...tornaram em uma legalidade restrita e asfixiante o que era para ser um meio de expansão social coesa e harmoniosa, impedindo a mudança da alma se quisesse, de casta para casta pós encarnada e pior; estabelecendo sobre a metáfora um sistema escalonado de importância.

Foi o começo do fim!

Por ironia, como disse acima, hoje, se repararmos no mundo, quem domina mesmo é a terceira casta, os vaixás...seguida logo atrás pelos xátrias e depois os sudras. Cada vez mais os brâmanes perdem espaço, até porque muitos que nascem com estas características espirituais acabam caindo sobre o controle quer xátria ou vaixá...viram vendilhões do Templo ou corruptores de governantes.... E tudo começou quando confundiu-se alhos com bugalhos.


II. SANGUÍNEO
Outros momentos estamos com "o sangue a flor da pele" tudo nos toca, tudo evoca nossas energias interiores, estamos sanguíneos, e nem por isto estamos errados, basta neste momentos canalizarmos e direcionarmos toda esta sensibilidade para nosso próprio crescimento e benção do próximo...uma boa canção, alegre e efusiva nestes momentos a todos contagia! Nossa felicidade pulsa, literalmente vibra para fora de nós para tudo e todos!

O sanguíneo é o grande animador da festa, Pedro segundo os mesmos teólogos que afirmam ser Paulo colérico, seria sanguíneo. Bem, no caso de Pedro talvez isto proceda, se bem que uma dose de colérico, de atitudes coléricas, possam ser observadas em alguns relatos de sua vida nos textos bíblicos...um sanguíneo/colérico portanto parece ser o mais provável para definirmos Pedro.


O entusiasmo contagiante do sanguíneo é algo que transparece em todas as suas ações. Para ele nada é difícil, nada é impossível. Eis aqui porque podemos entender a terceira casta hindu, os vaixás como sendo associada a eles. Um bom comerciante, um grande negociante, tem que ser entusiasta, tem que saber aplicar as regras do bem cativar, tem que exercer o carisma sobre as pessoas que quer contagiar e vender seus produtos

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Carismático, entusiasta, emotivo, temperamental, falastrão, ativo, bem disposto, estas são algumas características que um bom sanguíneo transpira pelos poros dai o porque afirmei... "sangue a flor da pele"...

E o grande erro por sua vez do mundo atual é entender que TODOS nós para sermos considerados um sucesso temos que ser assim.


Como disse anteriormente, o mundo tornou-se em grande parte sanguíneo e vaixá!


A economia global é regida assim, a vida acadêmica é enxergada por este prisma, a religião em muitos lugares tornou-se um verdadeiro balcão de negócios onde nada é impossível de se vender e de se encontrar desde que se tenha condições monetárias para tal. Não estou falando do trabalhador espiritual que dedicando-se integralmente às coisas do Reino precisa de um sustento deste porte para se manter, como os antigos levitas de Israel precisavam. Tem certas funções eclesiásticas, espirituais, que exigem tempo integral e dedicação por parte dos servidores do Reino de Deus(como diria Paulo, digno é o obreiro de seu salário, ainda que ele mesmo trabalhasse para se manter, só para não dar trela a línguas espúrias) MAS uma coisa é você ser bem remunerado para dedicar sua vida a ajudar outras pessoas e fazer isto noite e dia sem cessar, sempre que lhe for solicitado.


Outra bem diferente é você se tornar um marajá da fé!

Claro, existem pessoas que além do serviço dito ministerial tem também uma função paralela que coadjuvam a mesma. São cantores, portanto gravam CDs, são escritores portanto escrevem textos de sua autoria, são palestrantes e portanto ministram não em suas religiões mas fora delas sobre assuntos variados...e não vejo nada que impeça os tais de receberem por estas coisas. Mas quando o dinheiro vem somente dos discípulos do guru, do profeta, do bolso sofrido do trabalhador, e o líder espiritual usa-o ao seu bel prazer e se torna imensamente rico, dai o problema é bem diferente. Muito diferente.


Separar joio de trigo nesta hora é não só essencial mas vital!


Portanto, vemos que uma cultura vaixá domina o mundo atualmente, uma cultura sanguínea, em detrimento dos demais temperamentos, e isto NÃO definitivamente bom!


Este desequilíbrio esta a abalar seriamente nossa sociedade planetária...o lucro parece vir antes de tudo, até do meio ambiente em que vivemos e antes das próprias vidas humanas e dos demais seres vivos que nos rodeiam. Isto não é só anormal mas IMORAL! Nem amoral é! É pura imoralidade e deturpação das coisas!


Enxergar o entusiasmo e ver seu lugar em nossas vidas é salutar!


Perceber a vida com olhos de vencedor é poderoso para caminharmos no mundo mas quando abandonamos os demais atributos dos demais temperamentos e humores, perdemos a variedade que compõe a humanidade, perdemos a diversidade que constitui o crescimento saudável da vida pessoal e comunitária, perdemos aquilo que as sociedades saudáveis tem nos momentos de pico...um equilíbrio entre mente(melancólico), coração(colérico), plexo solar(sanguíneo) e básico(fleumático)..passamos a ver tudo e todos por um prisma só...só é sucesso quem faz assim e faz assado, só galga as escadas da glória quem se dispõe a isto ou aquilo e deixamos para trás tantas, mas tantas coisas que conduzem a plenitude de vida que hoje em dia nem sequer supomos que um dia existiu...

Maria a Mãe me parece uma digna representante do gênero melancólico de ser enquanto Maria Madalena em tudo transpira o poder de uma sanguínea nata, completamente devota e amante do sagrado em si e em seu amado...todavia não me furto a perceber que estas duas gigantes espirituais assim como Jesus e Paulo tinham os 4 temperamentos em perfeito equilíbrio dentro de si mesmas. Mas se de alguma forma o melancólico silencioso de Maria transpira mais forte que os demais e o fogo de devoção de Madalena parece a tudo e todos incendiar nos textos é que talvez precisássemos aprender uma lição elementar com estas duas Marias fundamentais da vida do Mestre: 


TANTO NO SILÊNCIO REVERENTE E ENTREGUE QUANTO NO CHORO PROFUNDO, CONVULSIVO E TAMBÉM ABSOLUTAMENTE ENTREGUE DEUS SE REVESTE DE HUMANIDADE E SE REVELA AOS HUMANOS QUE CARECEM DE UM ENCONTRO COM ELE!


  

III. COLÉRICO
Outra hora estamos indignados, coléricos, com "o sangue fervendo", diante das injustiças pessoais ou coletivas que vemos no mundo. Nestes momentos temos que canalizar as energias não para destruirmos coisas, pessoas ou reputações, mas para fazermos com que o mundo veja oque é incorreto e escolha de vez o correto. Devemos exigir respeito por nós e por todas as formas de vida como guerreiros sagrados que somos. Devemos focar nas soluções para os problemas e tratá-los como são, nem mais e nem menos.

O colérico é enérgico nas suas atitudes. Domina todas as situações, percebe-se um Leão frente ao grupo dos seres. Nada lhe escapa.

As vezes podemos confundir características coléricas facilmente com as do fleumático, porque o sentido de inquebrantável, de inabalável é comum aos dois temperamentos mas o colérico é mais arrojado, mais destemido, mais irritantemente insistente naquilo que quer, nas coisas que busca e deseja.

Ser um colérico é estar a frente do rebanho, é liderar com força, poder e vontade, é alçar-se no grau e nível de fé a patamares que os outros apenas resvalam, é assumir corajosamente o manto sagrado do Ungido e não fugir NUNCA da raia!

Um colérico é um Arthur rei, um Davi ungido, um Salomão consagrado, um Ramsés poderoso!

Frente a um colérico nato as dificuldades se tornam quase nada, o que para outros temperamentos mais ou menos, exigem mais esforço para ele é um verdadeiro prazer...nada é demais se o objetivo puder ser alcançado e as dificuldades superadas!

A era dos grande impérios em sequência, bem como a era dos grandes descobrimentos são grandes movimentos de uma civilização eminentemente colérica. Antes desta nossa civilização burguesa, capitalista e vaixá, existiu por centenas, milhares de anos diria, uma civilização eminentemente xátria, com uma realeza, uma elite sobre as demais castas e pessoas onde a escolha para governo era um direito divino e todo rei ou família real ou principesca alegava possuir de Deus ou dos deuses tal direito a governar...entretanto em boa parte desta era havia uma cooperação quase que perfeita de combinações entre os poderes xátria e brâmane!

Foi assim que os grande impérios foram se erguendo sucessivamente...Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma, Mongólia, Espanha, Portugal, França, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Rússia etc...grande famílias  dinásticas tanto a frente do governo quanto a frente da religião.

Conjunto a eles os grandes descobrimentos também testificam uma sociedade eminentemente colérica, arrojada, aventureira disposta a tudo para chegar além dos seus limites. Mesmo enfrentando coisas como a peste negra, a quase conquista muçulmana, a Europa colérica da idade pós romana e média conseguiu enfrentar os mares e adentrar um mundo que somente em lendas e relatos nublados se conhecia...o extremo oriente e mais...lugares onde mitos ainda mais antigos e assustadores pintavam com as cores do próprio Paraíso ou mundo dos mortos...o ocidente, aquilo que ficou conhecido como América. e atrás do poder do domínio dos grandes reinos vinha a Igreja e a força da religião e em seguida os grandes comerciantes e depois os grandes latifundiários...as 4 castas como disse lá em cima, bem ou mau conseguiam se expressar razoavelmente bem até um tempo atrás.
Progressivamente depois da segunda guerra mundial e com o crescimento da era industrial a burguesia acabou de vez com reinos e impérios coléricos e reutilizando esta energia de forma secundária implantou uma nova era onde o temperamento sanguíneo da civilização se fez realçar...neste cenário mais e mais profundamente os outros dois temperamentos, principalmente o melancólico se viram presas e no caso do último considerado uma verdadeira patologia.
Se nos povos antigos o indivíduo melancólico era aquele que teve o contato com Deus, ou com o deus ou a deusa, na nossa sociedade passou a ser o desajustado, o outsider, o pária, o elemento estranho, o perturbado, o louco e muitas vezes demonizado...

Mas o mundo espiritual não gosta de desequilíbrio e paradoxalmente é neste cenário que movimentos fortes, marginais de início, mas depois fortes e firmes como o movimento pentecostal a partir do fim do século 19, os movimentos ocultistas no mesmo período, o espiritismo na mesma época e um misticismo cada vez mais forte em grupos tradicionais como o catolicismo tornaram-se um ponto de mutação interessante que criaram momentos divisores de água em meio a este "império sanguíneo" como a contra cultura hippie e psicodélica dos anos 60, o movimento new age dos 70/80, o imenso avanço de Igrejas pentecostais e depois de outras vertentes(e aqui muitos veem, com grande razão as vezes, um retrocesso no movimento, então eminentemente espiritual em algo muito próximo ao conceito "vendilhões do templo" em muitas Igrejas) e agora algo mais concreto, que parece sinalizar para uma nova e grande mudança de paradigma...um ponto de convergência que parece nos levar a um novo salto evolutivo, para algo que poderá significar a síntese finalmente de uma sociedade que funcione plenamente e eficazmente através de seus membros com os 4 temperamentos em perfeito equilíbrio.

Será de fato o reino de Deus na Terra!



IV. FLEUMÁTICO  
Outra hora estamos inabaláveis, parece que nada nem ninguém nos tira do prumo, do rumo certo.

Estamos fleumáticos, e isto significa tão somente que devamos ficar antenados para não sucumbirmos à arrogância. Neste momento devemos simplesmente compreendermos que estamos inabaláveis pois Deus dentro de nós é que esta a nos conduzir por um bom caminho. Aquela força toda, aquela fortaleza, não é para que nos tornemos pedantes mas para que nos tornemos verdadeiras "rochas de salvação" num mundo cada vez mais carente disto. Verdadeiros ancoradouros onde nossos irmãos e irmãs possam aportar seguros, encontrar abrigo, ajuda, para que eles mesmos se descubram em si "rochas de salvação".

Ser um fleumático é ancorar o próximo no ombro amigo, é ouvir mais que falar, é fazer com absoluta certeza que esta se fazendo o certo. É caminhar firme no mundo como se nada nem ninguém pudesse te mover de sua rota. Talvez não tão arrojado quanto o colérico, nem tão apaixonado quanto o sanguíneo, ou tão profundo quanto o melancólico, mas firme, decidido, sabendo o que e como se quer.

Como disse, os fleumático equiparam-se aos sudras hindus...a casta dos fazendeiros, agricultores, camponeses, trabalhadores braçais e encontra suas maiores expressões em figuras como o grande dono de terras, os engenheiros, os arquitetos e atualmente os grandes cientistas.

Esta casta parece ter sempre se mantido à margem dos grandes movimentos das outras 3 mas também mantém seu próprio ponto de apoio.
Se formos justos com a forma como estamos contando esta história podemos ver nos fleumáticos os primeiros grandes civilizadores do mundo.
As primeiras sociedade humanas eram basicamente fleumáticas, formadas por caçadores, depois criadores, agricultores e construtores.
Nestas sociedades os demais temperamentos trabalhavam coesos para que o elemento natural funcionasse a favor dos humanos e não contra. Assim me parece que estas primeiras sociedades eram em sua essência fleumática...sudras...mas com plena expressão dos demais humores sem restrições.

Por outro lado, analisando mesmo nossa sociedade sanguínea voraz, sem o sustento da terra, sem o trabalho pesado dos operários, sem as plantas dos arquitetos, sem os desenhos dos engenheiros, sem as descobertas dos cientistas esta sociedade atual de consumo, por mais poderosa e arrojada que pareça contudo não sobreviverá.

Em verdade depois de perder o predomínio após o evento conhecido como dilúvio as sociedades fleumáticas (talvez esta perca de predomínio seja até anterior se dermos liga a certos mitos e principalmente nos motivos que trouxeram tal dilúvio ao mundo) passaram a atuar nos bastidores dos domínios das demais sociedades.



Vejam que estou analisando os temperamentos por 3 formas:

1. PESSOALMENTE, CADA INDIVÍDUO...
2. TIPOS DE GRUPOS, SOCIEDADE E COLETIVIDADE...
3. ERAS DA HUMANIDADE...

A, Assim cada indivíduo do mundo tem em si de forma preponderante um ou mais temperamentos sendo que um número crescente esta a manifestar cada vez mais os 4 em equilíbrio.


B. Percebemos que desde que o mundo é mundo, os indivíduos, os seres humanos, parecem se dividir em pelo menos 4 grupos básicos, e que os tais grupos são estreitamente associados as 4 temperamentos ou humores. A princípio, quando detectada, tal diversidade foi respeitada como uma forma absolutamente sagrada de ver-se a vida e a manifestação desta mas depois, gradualmente, principalmente entre alguns povos isto se estratificou criando elite sobre elite, casta sobre casta que tornou o próprio sistema em si corrompido.

C. Analisando a história conhecida ao menos, percebemos que a História humana parece se dividir em eras onde em cada uma delas um destes temperamentos dominaram a civilização por milhares de anos.
C 1.
Tivemos primeiro a grande sociedade dos caçadores, coletores, agricultores, criadores, e construtores de profunda verve fleumática.
C 2.
Depois tivemos a gradual construção de cidades estados e pouco a pouco uma elite espiritual assumiu o comando da civilização, reis/sacerdotes, verdadeiros deuses para seus povos em forma humana, ou no mínimo representantes do deus, dominaram o mundo por milhares de anos. Estamos diante do grande império dos melancólicos e podemos crer que foi aqui que o sistema de castas como o conhecemos na Índia mais recentemente teve origem, e se analisarmos bem, de forma menos literal em praticamente todas as partes do mundo.
C 3. Depois tivemos a era dos grandes impérios coléricos...com o fim das cidades estados pós diluvianas em torno de 2500 AC impérios poderosos assumiram arrojadamente o controle do mundo. Percebam que antes havia uma grande civilização ligada à Terra, agrícola e mesmo que possa ter atingido grande estado tecnológico já que era também formada em sua elite por criadores, cientistas etc...ela foi eminentemente ligada à natureza, seu período é conhecido como idade do ouro da humanidade onde os 4 temperamentos parecem ter convivido em aparente harmonia com leve predomínio fleumático. Talvez não devêssemos falar nem de império aqui mas de REINO. Antes mesmo do evento conhecido como dilúvio, tenha ele se dado quer a 5 mil anos como creem os que defendem a cronologia literal da Bíblia ou em eras ainda mais remotas como 14 mil AC, o fato é que algo já estava errado naquele tempo, ou desajustado, o qual ocasionou o mesmo...quando este terminou efetivamente uma nova era começava, uma era de prata, a era dos melancólicos, que apesar de se acharem depois, com o tempo, mais e melhores que tudo, tem no valor do metal de sua era o sintoma de decréscimo conceitual porque o equilíbrio entre os temperamentos estava a decrescer pouco a pouco. Dai como vimos em 2500 AC mais ou menos chegamos a era do bronze, a era dos coléricos e um império que em sua maioria dominaria o mundo por mais de 4000 mil anos. Obviamente que aqui não estamos seguindo a contagem tradicional das eras da História comum pois se assim fosse nossa idade do ferro teria começado bem antes, em torno de 1000 AC...Bem, de certa forma ela começou, mas só foi se tornar mais efetiva em seus efeitos globais plenos em fins do século dezenove desta era comum. Foi aqui que efetivamente começou o grande império sanguíneo dos Vaixás...
C 4. Enfim chegamos a nossa era atual, que esta nos seus estertores...a era breve do ferro dos vaixás, dos sanguíneos, onde nunca houve tanto desiquilíbrio entre os 4 temperamentos com 2 superlativados  ao extremo e 2 relativizados ao máximo, sendo que um quase em total obscuridade...mas que nesta obscuridade criou e fincou raízes poderosas que estão a crescer e brevemente voltará a abalar a Terra e derrubará tudo o que não tem raiz em si mesmo. O retorno melancólico agora será muito diferente de sua primeira manifestação pois não virá implantar nada, nenhum domínio mas apenas reporá as coisas no eixo(será a Era do Espírito Santo do cristianismo preconizada ou do retorno do sagrado feminino por outras correntes)...em seu devido lugar, como deveria ter sido sempre.
Será não só o retorno a era de ouro, mas efetivamente um equilíbrio total entre os temperamentos com nem na primeira era houve...e dos sexos também pois podemos ver no colérico e fleumático características eminentemente masculinas enquanto no sanguíneo e no melancólico características eminentemente femininas....contudo o masculino contém um elemento mais ativo(colérico) e outro mais passivo(fleumático) e o feminino idem...o sanguíneo mais ativo e o melancólico mais passivo...mostrando que em realidade tudo contém todas as coisas em maior ou menor grau.

E isto será nosso salto evolutivo e espiritual supremo!

Aquilo que conhecemos como reino de Deus!



Aqui voltamos àquele ponto comentando no início...

Percebemos que mais e mais pessoas nascem com habilidades para dominarem os 4 temperamentos em relação as outras eras passadas, se antes havia mais equilíbrio entre as diversidades temperamentais vigentes o qual foi diminuindo progressivamente até chegar nos patamares mínimos assustadores de hoje em dia, hoje percebemos que mais e mais pessoas NASCEM não com um predominante mas uma potencialidade incrível para desenvolver-se plenamente em todos!

Certo...

Mas será que poderíamos mudar o que já existe?

Ou seja; será que uma pessoa dominada por um tipo de temperamento ou no máximo 2 pode desenvolver ou manifestar os outros em igualdade de condições?

Uma pessoa não nascida com este potencial natural de ativar os 4 temperamentos?

Entendo que sim!

Pelo elemento Crístico dentro de cada um de nós!

O Espírito divino quando no controle, controla principalmente o fluxo das energias divinas e são estas que atuam em nosso sistema nervoso gerador de nossos temperamentos no plano da manifestação. Assim uma alma encontra expressão no mundo através da consciência e esta atuando no sistema neural a partir do qual se expressa no mundo. E ai aquilo que uns chamam índole, caráter, personalidade, temperamentos, carma etc passa a agir neste mundo. Uns efetivamente vivenciando o melhor disto tudo, outros o pior.

O que cria esta diferença além das escolhas que fazemos?

Penso que é o quanto cada um procura conhecer a si mesmo e principalmente Deus!

Ao conhecermos a Deus percebemos que Ele esta por traz de toda a manifestação de vida. Sim, não gosta deste nome? Muito bem, chame-o do que você quiser, mas A FONTE é de onde parte toda a manifestação de vida e Ela não pode ser conceitualmente definida mas Ela define, e manifesta tudo e todos. Nisto somos resultado deste seu manifestar, somos efeitos desta Causa e como tal podemos nos abrir e vivenciarmos com Ela aquilo que muitos chamam de contato ou comunhão. E nesta comunhão com Deus abrimos e permitimos total controle de nossas vidas pelo Espírito divino e será Ele em última instância quem atuará o equilíbrio dos temperamentos dentro do ser humano e por outro lado que nos fará descobrirmos e vivenciarmos algo espetacular...ao deixar Ele operar percebemos que a Causa SEMPRE esteve dentro de nós...apenas esperando para ser percebida!

Veja, não é algo que independe de nós!

Precisamos aceitar e entregar nossas vidas ao divino morante para que Ele faça a obra em nós!

É um ato de absoluta entrega que resultará no quem entendo por total transformação onde o ser humano controlará toda a manifestação de sua vida.

O desenlace final será aquilo que Paulo descreve em uma de suas epístolas....
O MORTAL SE REVESTIRÁ DE IMORTALIDADE, E O CORRUPTO SE TORNARÁ INCORRUPTÍVEL...pois quando o Espírito divino terminar seu trabalho que envolve nossas almas, nossas consciências, as energias divinas em nosso sistema nervoso e consequentemente o equilíbrio temperamental, nosso corpo físico simplesmente deixará de vibrar nesta esfera e se tornará um corpo dito...glorificado ou seja; luminoso, de outra grandeza!

E tudo se fará novo!

Mas entenda, esta mudança esta a acontecer agora, é um direito seu agora se você o quiser!

Podemos estar agora deixando de manifestar a energia divina apenas de uma forma dominadora ou dominada, e permitirmos que o equilíbrio divino nos envolva...

BASTA QUERERMOS!

Assim, deste jeito, a vida se torna um constante transmitir de boas energias, quando usamos nossa capacidade interior para captarmos todo o potencial do sistema nervoso humano que é por onde as energias de vida se manifestam no mundo. Podemos não ser uma coisa só, mas manifestarmos através dos 4 humores, sempre usando aquilo que eles tem de melhor, a energia divina em todo mundo. ISTO, é uma forma de fazer de si, e de seu corpo UM TEMPLO VIVO, um canal sagrado de si para o mundo inteiro. E quanto mais pessoas assim o fizerem mais e mais o mundo divino estará a um passo das mãos de nossa civilização que esta a morrer pouco a pouco para o velho, pois o que há de novo esta a surgir EM MEIO a ela é há de vir...E NÃO TARDARÁ!...Mais e mais o Reino de Deus que esta EM VÓS...se tornará uma realidade EM NÓS...e ATRAVÉS de nós...para tudo e todos...
Em Amor e Fé...
Paz e Bem

Valter Taliesin

VÍDEOS

SECOS & MOLHADOS

QUE FIM LEVARAM TODAS AS FLORES?

ROSA DE HIROSHIMA

FLORES ASTRAIS

SANGUE LATINO

O VIRA

O AMOR

O PATRÃO NOSSO DE CADA DIA

ASSIM E ASSADO

FONTE YOUTUBE
E DE IMAGENS GOOGLE




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