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quinta-feira, 23 de abril de 2015

ANIMAIS DE PODER...TOTENS...Algo extremamente presente em todas as culturas humanas!


A ligação humana e o mundo animal é uma das coisas mais antigas e belas que existem!

Desde as mais remotas eras, seja pela hoje desacreditada oficialmente contagem bíblica, de pouco mais de 6 mil anos para a criação ou a contagem científica, de pouco mais de alguns milhões de anos para a existência humana em convívio com os demais seres do globo, ou ainda as vastas eras do teosofismo e esoterismo que traduzem em bilhões de anos estes milhões, com a humanidade tendo iniciado sua jornada, primeiro em corpos sutis que foram cada vez mais densificando-se na matéria, até o estágio atual, o que para este ramo do conhecimento durou bilhões de anos, isto se falarmos só do encarne na Terra e não em outras esferas do ser, e ao nosso lado, todo este tempo, eles estiveram e nossa ligação com eles sempre foi bem estreita...os animais...

Sim...OS ANIMAIS...

As poderosas imagens deixadas milhares de anos no tempo e no espaço absurdo em que foram feitas, que somente agora estamos tentando desvendar, imagens de homens ditos, brutos, mas de tal magia e beleza muitas vezes que simplesmente nos deixam boquiabertos...falamos de obras como as de Lascaux, Fonte de Gaume, de Altamira, de Vale do Tejo, Escoural, Serra da Capivara e pedra do Ingá, Bimbetka, Cueva de las manos, Creswell Crags, Val Camonica, Çatal Huyuk, Koblek Tep, e do Rio Côa, de Chauvet(coloco o filme de Herzog no fim do texto) etc...

Nestas cavernas, templos etc...o homem primitivo deixou marcadas as imagens que lhe despertavam na alma o sentido e o sentimento de que a vida é muito mais do que as rotinas de nosso dia a dia...Imagens verdadeiramente magicas que evocam um mundo perdido mas que parece dentro, entranhado em nós esperando somente um sinal para aflorar.

Deixou ali animais e homens, seres híbridos, seres luminosos, seres tão estranhos que alguns pensam em extraterrestres, deuses, anjos etc...no híbridos muitos veem imagens de xamãns, dos grandes sonhadores, dos grandes aventureiros dos mundo interiores e de outras dimensões do ser.

Homens e Mulheres que voaram acima de sua finitude e enxergaram outros horizontes e viram nos animais principalmente estes guias dos mundos interiores e de outras paragens.

Biblicamente estes(animais), se forem vistas e seguidas literalmente as narrativas que versam sobre a criação, surgiram antes do ser humano, cada espécie pronta e encerrada, nada contendo que pudesse sugerir evolução...mas se repararmos bem, até mesmo este arranjo bíblico acaba dando uma certa autoridade para Darwin e seus seguidores, pois apesar de não apresentar algo do gênero que este apresentou, entretanto ao apresentar sequencialmente a vida surgindo primeiro da água(animais marinhos), depois aéreos e terrestres, depois vindo por último o homem(fora os vegetais que são anteriores a qualquer espécie animal), indiretamente criação e evolução comungam do mesmo ponto de vista sequencial do que entende-se por manifestação da vida, com o diferencial de que pela visão darwinista esta é a adaptação de uma espécie melhor assimilada ao contexto ambiental sempre em mutação que a anterior e não cada ser desde sempre dentro de sua própria gênese.

Já conforme a Teosofia, o esoterismo e o ocultismo, existe tanto uma coisa quanto outra!

Somos sim resultados de uma criação...mas não de uma deidade antropomórfica como a bíblica, mas de um conceito que se define como deidade, divindade mas é um absoluto sem nenhuma relação com estes conceitos ou seja - podemos aproveitar o conceito que define mas estarmos cientes que isto é só isto; conceitual, a realidade divina é algo além disto, e pessoalidade não é muito bem vinda nesta visão sobre o sagrado, ainda que se entenda ser possível que entidades sagradas o representem como faces, como intermediários - de onde emana todo o contexto de vida manifesta e esta vem descendentemente ou seja; há uma progressiva materialização da vida, do ente, em diversos reinos, ou dimensões, que poderíamos entender como "inferiores" até à matéria mais densa onde estamos agora. Neste processo descendente estes ramos do conhecimento penetram de forma diferencial da ortodoxia no contexto QUEDA e quer como um evento moral ou absolutamente necessário para a consciência ele não é basicamente algo instantâneo enquanto materialização como da a entender a ortodoxia ou seja; uma realidade de duras penas e morte física subsequente ao cair...mas um longo processo de descenso e de perca da unidade essencial, ou seja; da tal inocência, para um gradual esquecimento de quem somos, mas, não para por ai...acredita-se que ao chegar ao fundo do poço o único caminho de volta é a subida, então vem o que entende-se por ascensão...aquele que desceu, se densificou, agora vai progressivamente subindo, ascendendo, conscientizando-se do mundo que lhe circunda primeiro e depois do universo que lhe acena tanto do exterior quanto do interior de si mesmo. Um universo que é mais vasto e profundo do que os olhos holográficos/carnais podem ver.

SIM! HOLOGRÁFICO!

Cada vez mais ramos da ciência vão percebendo e interpretando o mundo como uma camada de realidades e que em verdade estamos em um universo holográfico...

Em que esta visão difere do que a Bíblia o chama de..."vaidade"...ou de que fala o hinduísmo e budismo..."ilusão"???

A meu ver, nenhuma!

Pois então, ao assentar-se neste mundo material de pura holografia, de ilusão, de vaidade, o ser humano não esta só, uma série de seres encarnam com ele, e se o fizeram antes na densidade, não o fizeram no contexto manifestação...

Descendentemente o primeiro ser criado em verdade é o homem ou seja; o ser humano, o espírito puro e imago dei que depois sucessivamente vai assumindo corpos e densificando-se...o que dá-se depois quando este finalmente chega na matéria mais densa não sabemos com certeza, mas tanto podemos ver uma entidade diferenciada dos demais no reino animal, caminhando sobre a Terra, ainda que com sua constituição física idêntica, ou o que Darwin via, com a diferença de que o que entendemos por humano, é o que anima estes seres e os mais adaptáveis é que vão vencendo na escala evolutiva e cada vez mais os espíritos puros encarnando-se neles para darem escoro a todo o processo evolutivo que é primariamente espiritual sendo o físico mera consequência deste, caindo os demais tipos que não comportam mais estes espíritos puros num tipo estacionário consciencialmente frente a estes...em alguns grupos tais entidades contudo continuam recebendo almas com potencial de um dia se tornarem humanas, progredindo para grupos cada vez mais evoluídos até chegar ao humano como o conhecemos, ou então de que os mesmos podem se tornar veículos punitivos de almas que involuem ao invés de evoluir e ali recebem nova chance de reiniciarem de novo...metempsicose  é o termo científico para isto e hoje é encontrado em muitas religiões reencarnacionistas ainda que não seja visão do espiritualismo ocidental.

Seja o que for, mesmo biblicamente, a relação do humano com os animais é anterior ainda à separação dos sexos.

Alguns teólogos mais afoitos chegaram até a propor que no texto que diz que... "para o homem não se achava adjutora que lhe fosse compatível".... fala-se antes de tudo não do conceito de companheira espiritual diante da solidão do tal homem mas carnal, sexual, que Adão, tendo feito sexo com as demais espécies fêmeas animais não conseguia se reproduzir dai a necessidade de uma fêmea compatível SEXUALMENTE com ele. Assim a tal solidão de Adão é vista mais como fundo genético que social. 

Independente desta visão, digamos, arrojada, o fato é que tanto a relação humano e animal é antiga que é dito nos textos bíblicos que Adão é que nomeia cada animal, não Deus!

Eu, claro, prefiro a versão do capítulo 1 do Gênesis, onde homem e mulher são criados conjuntos e denominados... IMAGO DEI, e os animais são colocados sob sua responsabilidade direta e ver na tal criação da mulher da costela de Adão nada mais nada menos que uma metáfora para uma provável separação dos sexos em um primevo humano hermafrodita, mais sutilizado, em outro reino dimensional, denominado Éden, do que uma criação literal.

Neste sentido, o sono profundo que vem sobre Adão nada mais é que o sono da diferenciação...quando o primevo hermafrodita deixa de ser dois em um e se torna dois...

Assim um não veio antes do outro, mas ambos foram tirados um do outro! 

O relato bíblico apenas surge como uma visão tardia, patriarcal, de um fato muito mais profundo e ausente de contextos quer matriarcal ou patriarcal, mas intensamente real no contexto de que duas entidades diferenciadas nascem de uma unidade original, contendo cada uma dentro de si a potencia da outra!

Mas o que tudo isto tem a ver com o tema em questão?

Tudo a ver!

Precisávamos fazer este floreio todo para entrarmos no que realmente queremos, precisávamos mostrar a estreita ligação entre humano e animal para penetrarmos da forma que entendemos pertinente no assunto que ousamos abordar.

OS TOTENS ANIMAIS...

Como estamos a mesclar; Bíblia, Ciência e Esoterismo creio que podemos continuar com estas analogias porque, se na Ciência tudo é tratado mais cruamente, contudo a ideia ou teoria básica de que somos todos descendentes de algo comum, e que separando-se em diversos vai-se evoluindo conforme adapta-se ao meio, isto me parece visceralmente ligado, ainda que não espiritualmente mas fisicamente ao que estamos a expor.

Já biblicamente não há como negar a presença de totens...

Jesus por exemplo, é retratado tanto como o Cordeiro de Deus, como o Leão da Tribo de Judá...O Espírito Santo como uma Pomba... Os querubins como Animais recheados de olhos ante o trono divino... e em Ezequiel entidades ditas angélicas são identificadas tanto com o Humano quanto com o Touro, a Águia e o Leão... os cristãos são exortados por Jesus a serem simples como as pombas e prudentes como as serpentes...estas são erguidas por Moisés no deserto, de uma forma xamânica inclusive, em feitura de bronze, para que olhando os israelitas para elas não sofressem nenhum dano de picadas de serpentes reais... o próprio ato de substituir, colocando um animal, para o pecado de um humano nos sacrifícios, surge como um ato de puro xamanismo e identificação totêmica entre este e o humano pois para o ofertante aquele animal passava a ser ele mesmo diante da divindade que ousava agradar com sacrifícios sangrentos. É dito que o próprio YHVH mandou enviarem um bode propiciador ao deserto, em oferenda ao caído AZAZEL porque este animal simbolizaria totemicamente o pecado de todo o povo de Israel e o que infere-se também poderia bem ser este animal o totem do próprio Azazel(no mito teria sido aprisionado no deserto daquela região nos tempos anteriores ao grande diluvio por fazer com que anjos e mulheres humanas se relacionassem sexualmente e também por revelar segredos arcanos não permitidos para os humanos naqueles tempos, porque ele deveria receber o tal bode da propiciação ordenado pelo próprio YHVH é um deste pontos bíblicos que mais confundem do que explicam, e tanto que as versões mais antigas e puritanas traduziram AZAZEL como DESERTO e só as versões mais atuais e que se definem com propósito de serem fiéis ao original hebraico dá nome VERDADEIRO ao boi...AZAZEL caído aprisionado no deserto por YHVH)...o próprio caído dos caídos é simbolizado por animais: serpente, bode, leão, dragão, abutre...
reinos e poderes terrestres, surgidos durante o período histórico(de 4000 AC até agora) são retratados através de totens animais como leão, urso, leopardo, dragão etc...isto só para ficarmos em alguns pois se fossemos estender a coisa ia longe!

Enfim, o que mais vemos na Bíblia é analogia entre animais que simbolizam humanos, divindade, anjos, e(ou) contextos sociais humanos...como se os mesmos fossem totens destes, como se através de suas características simbólicas pudéssemos entender o que  aqueles outros eram em sua essência!

E em outras religiões?

Vemos a mesma coisa!

Em algumas de forma mais explícita ainda, a ponto de dizer-se que seus sacerdotes se transformavam literalmente nos animais que evocavam suas almas... estas são religiões estritamente xamanicas puras...principalmente as mais arcaicas!

Entre os maias, entre os Hopis, entre todas as tribos ameríndias, na Sibéria, na África, na Austrália, na Europa anterior ao império romano, em várias regiões da Ásia, o que vemos é religiões fortes, poderosas, e com os pés firmemente fincadas no xamanismo.

O animal totem além de simbolizar o humano, ou muitas vezes este se transformar no próprio, era ele mesmo, um canal, um cicerone, um iniciador do humano ao mundo ou mundos com os quais queria este contatar! Também encarnavam divindades específicas como vemos no caso de Cernnunos entre os celtas e Pã entre gregos e romanos. Por falar nestes últimos, dissemos acima que a Europa antes dos romanos foi eminentemente xamanica, mas se formos realmente criteriosos, o que existiu foi uma atenuação, mas o xamanismo de fato, nunca sumiu com a civilização romana, nem com a anterior, a grega, cujos deuses viviam se metamorfoseando em animais para aparecerem, coabitarem com humanos etc... onde humanos eram transformados em animais quer por benção ou maldição, e onde animais eram porta-vozes do mundo divino para o humano, enfim; podemos imaginar que como aconteceu com outras grandes religiões xamanicas do passado como judaísmo, hinduísmo etc...estas se tornaram imponentes, repletas de rituais poderosos e vistosos, mas no âmago delas sempre esteve viva uma realidade mais profunda onde o sagrado era mantido nas mesmas relações dos antepassados, com a analogia, e a simbologia e muitas vezes incorporação dos atributos animais como extensivos das verdades que queriam ser acessadas, pois o mundo divino é um mundo repleto de simbolismos, e muitos destes se assumem com feições reconhecidas pelos humanos para melhor compreenderem a mensagem que recebem. O totem portanto é como um canal de mensagem do transcendente para o emanado, e um sinal deste através do imanente em cada ser consciente neste emanado!

No Egito antigo o poderoso xamanismo ancestral se perpetuou nos deuses representados com cabeça dos seus respectivos totens animais!

Na antiga Suméria, tida como mãe das civilizações históricas, animais com cabeça humana ou o inverso eram comuns e representavam as mesmas mensagens espirituais cifradas encontradas em outros lugares até porque a se acreditar neste contexto de "mãe das civilizações" tudo nela se originou, pelo menos DESTE contexto evolutivo que estamos vivenciando, e que o teosofismo chama de ária.

Os animais portanto NUNCA foram considerados inferiores por nossos ancestrais, mas irmãos de jornada, em membros diferenciados da mesma família espiritual. 

Hoje costumamos dizer que; ou não existe alma animal(alguns acreditam que nem humanas existe) ou que existe uma alma coletiva de cada animal específico, enquanto as almas humanas são individualizadas, e que ao morrermos nós continuamos com nosso censo de individualização e estes voltam para sua alma coletiva...todavia já existem pessoas, estudiosos inclusive, que ousam dizer que depois de mortos os animais também mantém suas individualidades e que é possível um amigo humano encontrar no reino do além seu amigo animal esperando-lhe quando lá chegar e vice e versa!

Por outro lado, tenho percebido que os animais ditos domésticos, tem demonstrado com o correr dos anos um grau cada vez maior de consciência, tenho em casa uma cachorrinha que só falta falar(e absolutamente não foi amestrada por ninguém diga-se), e percebo que diante dos demais cães que tivemos, houve sim, uma evolução nítida de um para o outro, até porque o espaço entre eles sempre foi considerável, dando tempo para percebermos bem o que cada um fazia.

Assim quando falamos de totens animais em relação conosco, percebemos que tal conceito implica em entendermos os animais como tão dignos quanto nós de uma vida espiritual, e de um processo evolutivo próprio, se não igual, paralelo ao nosso, e tão importante que os mesmos servem de referencial a nós para percebermos coisas de nossa própria essência!

Muitos interpretam esta relação como resquício de nosso passado animal, nisto veem a evolução como a entrada de espíritos puros em animais ditos inferiores até chegarem a nós. Neste sentido por exemplo, muito se fala em mente réptil, quando se referem a algo profundamente incrustado na psiquê humana e que associam a nosso passado réptil...

Mas haveria a possibilidade de mesmo habitando em reinos distintos, e não necessariamente evoluindo como almas humanas progressivamente encarnando de reinos para reinos, de um ente animal mesmo assim se identificar com um humano específico?

Eis uma boa pergunta!

A princípio penso que sim, afinal é dito que os elementais como fadas, duendes, gnomos, ogros, elfos, silfos, salamandras, sereias, nereidas etc...ou de outros reinos ainda como os devas, anjos, querubins, serafins etc...são seres à parte de nossa evolução(pelo menos no esoterismo mais tradicional, já correntes espiritualistas mais recentes acreditam que tudo isto tem a ver com a mesma evolução espiritual) e no entanto muitas vezes associamos um ou outro com um humano específico dizendo; fulana é uma sereia, fulana é uma fada, ciclano é um anjo, bertrano é um ogro, e por ai se vai...nem sempre isto é fixado na fisionomia mas naquilo que sentimos da índole, do caráter destas pessoas, como se POR DENTRO, elas fossem como tais entidades!

Assim penso que o mesmo pode se dar com o reino animal e o nosso!

Seja como for, o totem é algo vivo enquanto realidade de quem sente, de quem interage e de quem vê esta interação!

Eu por exemplo tenho um totem principal com o qual me identifico e mais outros 6 que me são muito íntimos...confesso que com outros totens animais isto não se dá mas com estes 7 é impressionante, e o principal então nem se fala!

Vejamos!

1. LOBO BRANCO...

Desde tenra infância este animal me chamou a atenção não só por sua beleza mas como se um fio invisível nos ligasse. Sonhos tive com eles, sempre como amigos, até iniciadores em certos caminhos espirituais que percebi, tinha que passar. Passaram-se os anos e um dia lendo um texto sobre animais de poder, percebi que TUDO o que se falava sobre os lobos brancos, tinha muito a ver comigo...

Ah! Mas alguém pode lembrar, o lobo no contexto cristão, conto de fadas e de terror(lobisomem) é um totem de poder nefasto...

SIM...concordo, Jesus fala dos tais lobos devoradores etc...mas assim como o leão era símbolo tanto dele, Jesus, como de um tipo de querubim, era também de Satan(descrito nos textos como um leão devorador, rodeando os incautos buscando a quem tragar), penso que da-se o mesmo com os lobos...os lobos, principalmente os lobos brancos(nada a ver com conotações racistas por favor, o branco aqui é mero detalhe da região onde a raça nasceu e pegou suas características), tem virtudes excepcionais que quando percebidas transmitem verdades profundas das almas humanas. 
E assim como todo e qualquer totem, como tudo neste mundo, é uma moeda de duas faces...se identifica tanto com a má como com a boa quem vibra na sintonia de tal e qual...simples assim! Eu procuro sintonizar com o lado bom da energia e da força lupina! Com as qualidades do arquétipo que revelam a nobreza deste maravilhoso animal!

2. ÁGUIA...

Depois este é o animal que mais me identifico. 

A águia e a forma como esta atua no mundo tem muito a ver comigo, com a forma como encaro a vida, como vejo as coisas, como me defino... assim nada como ver nela um dos meus animais de poder. E não é algo arbitrário, você percebe com o correr do tempo que isto não é gratuito, que há sim uma ligação real entre ti e o animal que sentes, é intimo teu. Progressivamente as ligações se tornam tão evidentes, os insights tão reais que basicamente não precisas nem pensar no assunto para sentires o pulso de vida do totem consigo.

O voo da águia é uma das analogias mais profundas da ascensão espiritual, da busca pelas elevações divinas. Também a transformação que a águia  sofre em sua meia vida, renovando-se e trocando de penas, unhas, bico para a segunda metade de sua vida é outro simbolismo poderoso do renascer espiritual. 
Neste sentido para mim ÁGUIA E FÊNIX são o mesmo animal mítico sendo a segundo uma águia do elemento fogo e não do ar.

Assim ao invés de colocar a Fênix como um outro animal de poder meu entendo-a conjunta à águia no meu interior, na minha visão deste grande animal totêmico...como um único e mesmo ser com manifestações distintas dos elementos. 

A grande Fênix consome-se no fogo alquímico, consome sua velha vida, transmutando-a em algo novo, algo que se revela superior ao que fora outrora!

3. TIGRE...

Este animal é presente no meu inconsciente como um grande príncipe da natureza. A forma como se porta, como encara o mundo, como anda nele. O dentes de sabre então nem se fala! Apesar de considerado extinto sempre foi dos tigres o que mais me chamou a atenção.

O tigre ou o jaguar era um grande símbolo da cultura ameríndia, em especial a cultura maia, e também é um grande símbolo de iniciação espiritual. Os grandes sacerdotes-reis maias eram grandes tigres, grandes jaguares, do mundo espiritual encarnados na Terra. Se moviam entre os humanos como se tivessem as qualidades destes grandes felinos e até hoje os autóctones destas regiões evitam matar um jaguar pois de repente ele bem pode ser o sacerdote cultual da aldeia andando pela floresta em forma animal.

Infelizmente mais que todos os felinos os tigres estão em extinção. Se isto ocorrer será uma grande e terrível catástrofe, sinalizadora do mundo absurdo que infelizmente muitos insistem em manifestar ainda neste momento evolutivo, mas que espero, seja os estertores, os gemidos de morte dos tais, estes sim extinguindo-se e deixando de ser para que um novo contexto evolutivo já em manifestação se torne pleno, total!


4. LEÃO...

A figura leonina tem muito a ver com minha personalidade até porque é meu ascendente...então não tem como negar este totem, ainda que apareça aqui em quarto lugar. 

O leão Valter é um ser absolutamente presente, negar isto seria suicídio!

O leão é talvez o mais poderoso, ou pelo menos o mais usual, símbolo totem de todos; geralmente associado a reis, governantes, grandes guerreiros, imagens de poder, força, soberania e imponência....entretanto tem outro lado deles que é menos citado...a fidelidade com que vivem seus dias, a beleza com que caminham no mundo, o olhar de absoluta paz(falar isto de uma fera predadora parece contra senso mas observe as fotos deste felinos quando estão sentados, ou caminhando calmamente) e domínio de si mesmos que exalam!

Como disse, Jesus é o grande Leão de Judá, uma entidade totem nacional para quem acredita nele como messias de Israel, e é assim, como leão, e não como um homem que é retratado quando se usa este título.

5. GOLFINHO...

Sim, como pode não? 

Podem perguntar, principalmente diante dos animais descritos anteriormente...mas eis o que é...este animal penetra fundo no meu inconsciente e retira de lá imagens sagradas de tal envergadura que nunca duvidei de minha ligação com eles. Nunca duvidei que minha alma fala com eles e que de alguma forma eles passam uma mensagem do contexto de minha missão de vida atual, nesta terra. 
Os demais animais parecem forjar minha personalidade(ou simbolizarem a forja da mesma melhor dizendo), simbolizam a alma etc... mas eles pavimentam o meu caminho...são como a Sabedoria que flui do centro do ser dizendo é por aqui....

Não sei porque(até sei mas vamos nos fazer de sonso) que golfinhos me remetem mais ao espaço celeste profundo e infinito que aos grandes oceanos da Terra. 
Sempre quando vejo estes animais belos, e com um grau de consciência tremendo, sinto uma conexão profunda entre eles e certas culturas alienígenas que entendo, existem neste universo.
Muitos dizem que são originários das Plêiades e não da Terra, não sei. O que sei é que quando os vejo cortando os mares é como se singrassem os céus!

Também eles foram símbolos da realeza tanto quanto os leões e dragões, dai me parece que estas entidades tem muito mais a contar sobre o mundo dos arquétipos do que temos feito de perguntas a eles.

6. SERPENTE...

Pois é, Kukulkan/Quetzalcoatl, a serpente emplumada...águia e serpente num único ser...esta visão sagrada sempre me foi muito próxima, dai que a serpente faz parte deste mistério que entendo por vida, como símbolo de verdades interiores para mim. 

Claro, assim como o lobo, este é talvez o mais estigmatizado dos animais, mas fico como Cristo e a prudência das serpentes quando penso nestes seres sagrados e não no oposto mais famoso. 

Fora isto é um grande símbolo de Conhecimento e Sabedoria...grandes deuses da sabedoria tinham-na como símbolo e o caduceu de Hermes tem logo duas entrelaçadas.

No hinduísmo ela é símbolo da energia primordial que anima todas as coisas, inclusive os humanos, a kundalini ou Shakti, esposa de Shiva que tem uma serpente envolta a si.

Seu veneno como grande símbolo da dualidade tanto mata quanto cura, pois é exatamente dele que se faz o antídoto para a picada das víboras.

Símbolo também do poder da magia, ou domínio da consciência manipulando as energias divinas vemos isto numa das mais emblemáticas passagem bíblica sobre elas... a Serpente, ou Poder do Divino em Moisés, devora o poder ou as serpentes dos magos egípcios, quando suas varas(ou caduceus, outro símbolo do régio poder maéstrico) nelas se transformam, mostrando que o primeiro tinha acesso a um poder mais puro e pleno da energia divina que os segundos. Isto em nada desmerece a tradição egípcia da qual inclusive o próprio Moisés, bebeu, mas demonstra que  naquela altura tal tradição estava por demais conspurcada pelos contrários deste mundo para poder representar o divino quanto o fizera tão bem outrora.

7. DRAGÃO...

A mesma coisa se dá aqui...

No ocidente o dragão tem o mesmo apelo ao nocivo que a serpente e o lobo, mas no oriente não é assim, ali eles são os dragões da sabedoria e da iluminação. 
Um dragão geralmente simboliza um grande mestre das artes marciais. 
Um dragão celeste simboliza um grande sinal do divino e do sagrado e nações o aceitam alegres como símbolo seu. 
Mesmo no ocidente houve um tempo que o dragão simbolizou algo bom...

Arthur Pendragon? 

Diz alguma coisa para si? 

Pois é, o mais mítico de todos os reis(somente comparado com Davi e Salomão) ostentava orgulhoso o símbolo do dragão e detalhe, o dragão do bem no mito celta de Arthur era o vermelho enquanto o branco(e aqui os que primam por ver racismo em tudo podem dormir o sono dos justos)era o dragão do mal...os dois duelam debaixo da montanha onde esta o castelo do rei usurpador Vortigern e Merlin profetiza que o vencedor, o vermelho, simboliza Ambrosius e Uther que chegam para destronar Vortigern que é o branco. 
Arthur filho de Uther, sobrinho de Ambrosius(em algumas versões do mito também pai de Merlin) eleva o contexto de Pendragon(cabeça de dragão) título ostentado pelos reis britânicos de então a patamares divinos e absolutamente inacreditáveis quer por sua vida literal possível, quer pelo mito criado em torno da mesma, que procura refletir exatamente este poder incrível do grande Pendragon revelado na figura do rei.

Portanto a dualidade da imagem aqui é absolutamente evidente como em todo contexto totêmico.

Assim NUNCA despreze um totem animal como nocivo sem entender todas as implicações que o mesmo contém. Nada que Deus fez é bom ou ruim puramente mas pode ser usado para uma ou outra coisa. 
Assim são os totens animais, representam as vezes poderes diabólicos, outras divinos(se bem que de fato existe UM SÓ PODER, O DIVINO do qual bem e mal são meras formas das consciências interagirem com ele) o que define de fato quem ou que tipo de totem, de animal esta a manifestar-se através de uma pessoa é seu caráter, sua índole, seu grau de consciência que pode se sintonizar com um ou outro lado da mesma moeda.

Ainda sobre os totens vale salientar uma das séries de ficção mais importantes e de sucesso dos últimos tempos(e já de todos os tempos se formos justos) tanto literária quanto midiática...

GAME OF THRONES!

Todo o enredo é sobre antigas casas reais ou nobres e o grande destaque das mesmas são seus animais totens...
Cada casa tem o seu, nem sempre um animal, as vezes um vegetal, um mineral, mas as casas mais importantes na trama, e para os tais sete reinos são animais: O Dragão Targaryen, O Leão Lannister, O Lobo Stark e o Gamo Baratheon...
4 casas outrora reais que se viram por milhares de anos conquistadas e dominadas por uma delas(o Dragão Targaryen) mas que com a queda do rei louco desta dinastia se libertam; o Gamo real dos Baratheon assume o trono quando o cheio de pudores Lobo dos Stark o rejeita(é aquela velha história, quando os chamados bons se calam ou não aceitam atuar como protagonistas, os sem talento assumem a cena ou pior; os malfeitores) e as demais casas lhe prestam vassalagem com os restantes descendentes dos dragões fugindo para o exílio....Mas o rei Robert apesar de grande guerreiro, como rei se torna uma negação, não afeito aos rigores do trono se torna um beberrão promíscuo que depende dos "Mãos" do rei, espécie de primeiros ministros(e sempre título ostentado por um dos membros das 7 casas principais que compõem os tais 7 reinos), para tudo e só quer farrear e maltratar sua rainha Lannister, isto obviamente traz consequências fatais a si e a todo os sete reinos. Depois de sua morte começa a tal guerra ou jogo dos tronos, quando sua rainha e seus filhos descendentes "dele" e dos leões lannister, duelam pelo trono com os irmãos do gamo Baratheon, contra o filho do lobo Stark que outrora rejeitou o trono, e voltando progressivamente do exílio, com a única descendente dos dragões Targaryen...em meio a eles um lobo bastardo vela pela segurança do reino no norte, nas muralhas de gelo eterno, e só os deuses sabem o que o destino lhe reserva, a si e a pequena dragão targaryen que volta para um reino que entende por seu.

O animal totem portanto é algo vivo dentro do nosso inconsciente!

Não sabemos contudo se as religiões evoluíram de contextos xamanistas ou se, como acreditam as ortodoxias das religiões monoteístas denegriram com o tempo para a mesma por não compreenderem em sua inteireza mais uma antiga revelação primordial. Bem, basta vermos que o símbolo em si não é nefasto, quer numa visão ou outra.
Se assumirmos que as religiões seriam "um progresso' do animismo mais cru, para um xamanismo ostensivo, depois para rituais elaborados, depois para doutrinas complexas, para enfim chegarmos em um momento onde o conhecer divino é cada vez algo interno e profundo...ou então que de uma revelação e uma relação com o divino originalmente clara, substanciosa e plena, os humanos através da queda denegriram a ponto de não podendo mais ver com claros sentidos interiores as realidades divinas passaram a simboliza-las cada mais mais literalmente..seja como for, o contexto de simbolismo, metáfora, figura, analogia, do totem ficará caracterizado com um elemento vital e necessário na busca humana pelo sagrado pois mesmo encarado um descendo no conhecimento podemos ver nos tais um alçar de mãos para cima, para Deus, e este num mover de mãos para baixo, outorgar imagens que podem despertar finalmente o que trazemos Dele dentro de nós. Seja como for, um crescer progressivo do próprio humano rumo a Deus, ou uma muleta que este utilizou depois que se viu perdido distante deste, os totens animais cumpriram e cumprem plenamente sua função em nossas vidas social e espiritual.

Em Amor e Luz

Valter Taliesin

Paz e Bem


VÍDEOS SAGRADOS

FILME: A CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS DE WERNER HERZOG - OBRA PRIMA MARAVILHOSA QUE MOSTRA A ARTE DAQUILO QUE CONHECEMOS COMO "HOMEM DAS CAVERNAS"


MUSICAS

Shamanic Dream - Anugama

Shamboo wokatonka - Oliver Shanti

Shamanic Dream 2 - Anugama

Water - Oliver Shanti

Chakra Journey - Anugama

Bodhisattva Child - Oliver Shanti

Tantra- Anugama

Rainbow Way - Oliver Shanti
Fonte Youtube


   




FONTE DE IMAGENS GOOGLE

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