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sábado, 10 de dezembro de 2016

O AMOR ESTE ETERNO MISTÉRIO ENTRE ALMAS - Da Menina e Do Menino Eternos -

Nossa... uma amiga repassou este meu texto de mais de 3 anos, de 24 de Outubro de 2013...pois é...
então resolvi colocá-lo aqui como um texto com título no Blog.
Valter

Bom dia...
Era uma vez um menino que sonhava encontrar a menina que sempre encontrava nos seus sonhos.
Dia e noite andava o garoto entre brincadeiras e folguedos, procurando aquele rosto amigo e eterno que teimava em aparecer-lhe sob diversas formas em sonhos. Estas coisas de vidas passadas era algo estranho ao menino então; afinal ouvia as histórias bíblicas à noite em roda de sua mãe com os demais irmãos e ao menos uma vez por mês na igreja protestante de sua vila, como a grande revelação de Deus e nada se falava a respeito destas coisas e mesmo que falassem porque haveria o menino ainda em tenra idade se fixar nisto?
Certo, ele sempre fora diferente, estranho aos seus, aos meninos de sua roda de folguedos, aos da igreja, aos da escola e a praticamente todos os outros que encontrara até então na vida; sempre pensando nas estrelas, no Deus que as criara, nas fadas e duendes que pudessem habitar cada recanto mágico em que brincava, se havia vida fora da terra etc...mas sinceramente...outras vidas era uma de suas menores preocupações.
Sonhava com a imensidão do Oceano que até então nunca vira pois morava em uma periferia da maior megametrópole das Américas portuguesa e espanhola e detalhe; sem praia...a família pouco se interessava em 'descer a baixada' ou 'subir ao litoral' dependendo de que direção resolvessem tomar, assim com o Mar e o Oceano ele se encantava, vendo-o nos filmes, nas séries de TV, nas hqs de super heróis que devorava uma seguida a outra e principalmente na biblioteca da escola, seu reino encantado...enquanto no horário de recreio as demais crianças de sua sala iam jogar bola, vôlei, basquete, pega ou pique ele lá ficava embevecido, cada dia lia um pouco de uma imensa coleção sobre MITOLOGIA GREGA... e de todos os heróis ...Odisseu e sua eterna Penélope mais Héracles eram o que lhes chamavam mais a atenção seguidos por Jasão, Áquiles e Teseu...Héracles lembrava-lhe cuspido e escarrado um dos maiores heróis da Bíblia de doutrinação; SANSÃO; o menino podia jurar que eram a mesma pessoa só mudando o nome. Mas o que mexia mesmo com ele era os deuses; Zeus, o trovejante, Hera a senhora severa, Ártemis a bela virgem lunar, Apolo o senhor do sol, Hermes o estranho mensageiro dos deuses que apesar de aparentemente ser subserviente à estes seu nome evocava recordações fortes no menino... Héfestos o senhor do fogo, Afrodite a linda das lindas a bela das belas, Palas Atena a grande virgem guerreira da sabedoria, Dioníso o misterioso e bonachão deus do vinho e dos mistérios, Deméter a senhora da terra e sua filha aparentemente infeliz Perséfone que de Coré a senhora das estações tornara-se na rainha dos infernos devido as artimanhas de Hádes o senhor da morte, este um personagem que o menino se enfezava e não gostava, junto com o esquentado e irascível Ares deus da guerra, apesar que este o nome soava legal na concepção do menino. Tétis pouco lhe atraia mas seu congênere das águas e dos mares e oceanos profundos era com Hermes e Palas Atena o deus que mais mexia com sua alma... POSEIDON o senhor dos mares, oceanos e ilhas...o construtor de Atlântida, outro mito que o menino devorara logo cedo.
Assim 3 tipos de mitologias básicas foram a construção do caráter daquela criança: a divindade da Bíblia e seu heróis, os deuses e heróis gregos reconhecidos pela alma em tenra idade nos livros da biblioteca e os deuses e heróis celtas e nórdicos descobertos logo cedinho nas histórias míticas de editoras como Marvel e DC comics.
Mas em todo este processo estranhamente uma imagem sempre persistiu na mente e no coração do Menino...a Menina...seu semblante mutável mas sempre reconhecível de sonho para sonho, imaginação para imaginação...
Os dias passaram, o menino virou adolescente, os livros foram cada vez se tornando mais diversificados, os temas abrangentes, mas a imagem da menina, agora uma bela jovem persistia na sua mente.
Em todas as garotas que o encantou procurou aquele rosto que assumia tantos rostos mas sempre mantinha algo, uma essência que a identificava como: A MENINA DE SEMPRE E ETERNAMENTE...
Na primeira paixão ele procurou identificá-la e nada, na segunda, na terceira, na primeira namorada...o tempo passou vieram outras mulheres, outras faces mas sempre que ele olhava...não a via...entretanto por exatas 4 vezes pensou reconhecê-la em 4 mulheres distintas e talvez até o tenha mesmo já que agora de posse de conceitos "reencarnatórios" o menino, agora homem, entendia que almas gêmeas pode ser mais que uma metáfora, uma ideia poderosa de uma fonte única de almas ligadas chamada de Mônada...
Ele percebeu que o encontro com estas 4 foi MUITO diferente das outras.
Com uma ele nunca falou só a encontrava no caminho de volta para a casa mas percebia que tanto ela quanto ele se reconheceram, se olhavam sorriam um ao outro mas não abriam a boca; parece que sabiam que nesta vida não era para ser; outra ele só viu uma vez, numa festa, foi algo poderoso; de repente, em meio ao burburinho um olhou nos olhos do outro e foi como se um filme de longa metragem exibisse um monte de cenas dos dois, ficaram ali minutos se olhando um no olho do outro as pessoas em volta pararam e perceberam; então, se cumprimentaram mas nada mais disseram pois entenderam dentro de si, que não era esta A vez...enfim; com outra chegou até trabalhar junto, até tentou algo mais, percebia a ligação que existia entre ambos e existe até hoje 20 e tanto anos depois mas ela apesar de apaixonada um tempo por ele sempre dificultou ao máximo a relação dos dois de forma inexplicável, até que o menino, agora homem feito cansou e deixou para lá.
Dai veio a outra; com esta namorou, se amaram, mas tinham um conceito diferente de amor, ele a coisa ideal, presente e viva, ela o de um companheiro, de alguém ao lado, sei lá o que...durante algum tempo parece que finalmente todas as imagens dos sonhos com esta era a real, as que o menino procurava, mas como diz o poeta...'havia uma pedra no meio do caminho'...'no meio do caminho havia uma pedra' e a pedra se revelou esta compreensão diferente que tinham do amor e quando surgiu a primeira e real dificuldade para o amor dos dois...durante algum tempo ela aguentou, diria até que bravamente mas dai sucumbiu; entregou os pontos, foi embora e deixou o velho menino só...de boca aberta ante o inevitável....estar só de novo.
Mas parece que o bom Deus ouviu o coração do antigo menino...dai apareceu do meio das brumas do imponderável um rosto lindo, conhecido e que a um tempo para dizer a verdade já chamará a atenção do menino antigo, agora um senhor maduro mas com seu predicados de sonhador ainda intactos...um rosto que desde a primeira vez que ele viu disse: TE CONHEÇO...você, a QUINTA, surgiu num momento de dor...dor excruciante e foi como se um bálsamo fosse espalhado por toda a ferida fétida da dor da decepção; o antigo menino sarou, remoçou, pegou força e viu de sua parte você também remoçar, pegar força, um alimentando o outro, tornaram-se um casal, o amor que já latente estava explodiu de vez superando todas as expectativas mais otimistas do menino e finalmente aquele rosto de sua infância pareceu mais nítido do que nunca, as metamorfoses dele se tornaram fixas em ti.
O que será agora para frente o menino dentro do homem pergunta?
Será que ela vê em mim o mesmo rosto antigo que vi no dela?
Ou serei só um rosto perdido no meio da multidão?
O reconhecimento e o sentimento pareceram reais e recíprocos, mas existe algo, alguma coisa que parece assustá-la nisto tudo...o que será?
Pergunta o menino dentro do homem?
O que será perguntam até os deuses da infância de ambos?
SÓ ELA TEM A RESPOSTA!
PAZ E LUZ
Valter Luis Taliesin


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